06/06/04

TWILIGHT ZONE, por Orlanda

A propósito do post anterior, veio-me à lembrança, ao ler uma reportagem do Público, que as mulheres já não são o bem raro que eram no tempo do saudoso Orlando. Veja-se o caso dos cursos de medicina. Parece que esmagadores 80 por cento dos alunos que frequentam medicina em Portugal são… alunas.

O que levou uns gajos da Ordem dos Médicos a levantar a questão: há que introduzir quotas para homens na entrada dos cursos. Retive três argumentos fundamentais:
1. Em certas especialidades é constrangedor para os homens serem observados por mulheres. E só há médicas nalgumas dessas especialidades, como é o caso de Urologia.
2. A gravidez. É um direito inalienável da mulher. Mas o certo é que quando uma médica que engravida não fica de baixa apenas os três meses seguintes ao parto, como a comum das fêmeas. Durante os 9 meses, nalgumas áreas, a sua intervenção fica reduzida ao mínimo porque não pode correr o risco de ser contaminada. Mas as doenças não querem saber disto e os doentes lixam-se por falta de médicos machos.
3. Finalmente, os médicos consideram certas especialidades pesadas para mulheres, como é o caso de ortopedia. É assim, prontos, elas são mais frágeis.

Donde, a mítica aula do Orlando peca por manifesta inactualidade. E em vez de estarmos aqui a discutir coisas ridículas como quotas para mulheres na política, devíamos era debater este assunto sério da falta que os homens fazem na medicina. Afinal, parece que elas já viraram o mundo de pernas para o ar.

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