16/07/04

A Bandeira Nacional por Pagode Castelo

Os marretas juntaram-se. Pelo menos alguns deles. E foram jantar. Como é próprio destes excêntricos, a ementa escolhida primou pela novidade: terra e mar. Terra de migas, coentros, morcela, cabrito, rojões? Não. Carne de vaca (e febra de porco, para não destoar). O mar é de camarão congelado e lulas com saudades de água salgada. Salvou-se a água. Nem o pão.Mas valeu pelo convívio. Os habituais espirituosos fizeram maravilhas da palavra. Só repetiram quatro ou cinco piadas dos doze últimos jantares. Não faltou, obviamente, a inovação dos temas actuais, elaborados com a genialidade do Badaró.E os conselhos que ninguém quer ouvir também - há autistas mais comunicativos e com melhor razoabilidade.A imposição idealista, verberada com puxões e insistência, lá ia ocorrendo, na exacta proporção da solução etílica (vinho?) ingerida.Ah, se não fossem estes jantares que nos animam a alma! Por eles aprendemos a importância dos outros.Mas pronto, salvou-se a noite: um retrovisor partido por anónimos do lixo (que ironia) que varriam (literalmente) tudo aquilo que se assemelhava, tenuamente, ao evocar de uma fantástica noite.Haja esperança: para o ano há mais um... uma fotografia para a eternidade - ainda não descobri qual a justificação que vou dar para gastar o tempo desta forma, mas vou esforçar-me...

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