25/09/04

DITO e FEITO

por HomemQueColeccionaOsSeusPrópriosPassosEGuardaOsMelhoresNumArmário
Ontem a Sponto viveu mais uma jornada marcante, desta feita em Pombal, onde pelas mãos do Cão, se assistiu ao lançamento do Jornal Semanário “Dito e Feito”. E antes de mais aqui fica a publicidade: jornal de Pombal e das Terras de Sicó, que se propõe irreverente e interveniente, informativo e cultural. A coisa sairá à Sexta-Feira, em Pombal, podendo ser comprado em Coimbra, na Papelaria Santa Cruz, junto ao Café do mesmo nome.

O Núcleo Duro dos Iluminados do Ranhoso, Órgão Semi-Supremo da Sponto, começou as hostilidades no salão do povo do Manjar do Marquês, onde se acompanhou o tradicional arroz de tomate com pasteis de bacalhau e filetes de pescada, com um tintinho de bom preço na casa, que agradou e se recomenda, o australiano Seppelt Moyston, 2002, a 8€ a botelha. Feito com Syrah e Cabernet, mostrou-se muito bem feito, sem o apimentado do Cabernet verde e com alguma profundidade e riqueza de aromas a frutos pretos sobre-maduros. E é o mais barato da casa. Só é pena a rolha de plástico. Amorins watchout!

O nº Zero do DeF é uma coisa primorosa, com excelente arranjo gráfico, riqueza fotográfica e alguns textos de fino recorte e patada. O Tapor está presente e está ao dispor da redação.

Comido, bebido e letrado, o Núcleo rumou a Coimbra, onde se foi aventurar na zona de bares da Sé Velha, perante a qual desatou logo a marradeira geral sobre se a SéVelha é Românica ou Gótica. Fomos à procura do Aqui Há Rato e chapéu! O que lá havia no mesmo sitio, era o MariaJuana. M.Juana prós amigos. Entrou-se e pimba, eis-nos no reino do Gótico. Excelente música. Profusa Fauna Gótica. A tribo, maioritária e esmagadoramente fêmea, vestia de preto profundo, com variações de negro, correntes, cabedais, látex, botas da tropa, fendas rasgadas, e veludos acetinados e cetins de spanking.

Junto ao bar, uma vetusta cadeira de barbeiro, que o Vice logo abarbatou. A destoar da negritude esvoaçante e felina, apenas nós. Com o Vice de T-Shirt vermelha Aeroflot com Foice e Martelo, o Pilas de Lacoste verde, O Mangas de camisa Rockabilly turquesa, o Tinó de branco e jeans e o Grão de camisinha Victor Emmanuel amarela e azul, criou-se ali no meio uma ilha de diferença, só ultrapassada em grande por um gordo de flanela vestido que se entretinha a coçar-se.

Tirando o Flanelas e a Sponto, o ambiente era completamente gótico, numa obra ao negro carregada e excessiva, mas sem ser pesada ou deprimente. Pelo meio começou-se a discutir a estética gótica e o culto do negro e chegámos ao Umberto Eco, uma vez que este no seu livro “Cinco Escritos Morais”, afirma que o maior sucesso da moda italiana não se deu com Versace, Armani ou a Benetton, mas sim com o Fascismo Italiano, que implantou e exportou a moda das camisas negras e do negro total dos pés à cabeça. A negritude como moda, é uma criação dos Fascisti e do Duce, que com ela afirmaram a diferença e a identidade de tribo, de sentimento de pertença a algo demarcado e segregado. Ontem os Fascistas, hoje os Góticos. A tribo negra.
Tá-se bem no MariaJuana.

1 comentário:

Anónimo disse...

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