01/11/04

As moscas são umas inúteis..., por Pilas

O texto que se segue é da lavra do Pilas – velho cognome de liceu – e foi enviado por mail a 9 de Dezembro de 2003 na era Pré Tapor. Ainda hoje há discussões entre nós para saber o que é que o Pilas queria dizer. Ninguém sabe. Mas seja o que for, o que ele escreveu é tão inteligente que se adapta a quase todas as situações. E a malta gosta. E o Pilas ainda não escreveu nada pró Tapor e tá na hora. Com a devida vénia, aí vai:

Não se lhes conhece razão de existência, gostam de merda e nem por isso têm problemas de auto-estima. Além de inúteis, as moscas são chatas e convencidas. Pavoneiam-se no ar num bailado zunido, quando não teimam em nos chagar o juízo com sucessivas e teimosas poisadelas, cocegando-nos com as patas imundas, indiferentes, as putas, às desesperadas tentativas para as esborrachar.
Mas, já que foram colocadas no mundo, bem podiam fazer um favor à humanidade se objectivamente se limitassem a cumprir a inutilidade do seu papel - saciar-se do desperdício fumegante e depois descansar nas paredes, quietas, sem molestar ninguém...

Os "complexificadores" do real são, como as moscas, inúteis e chatos como o caralho. Cumprem a inutilidade de tornar difícil o simples e indecifrável o difícil. Disfarçam muitas vezes a sua insegurança e até ignorância com a obscuridade de sofismas e artifícios de linguagem, colhendo no floreado e exuberância do discurso a gratificação do seu ego, pouco acrescentando de consistente ao conhecimento.

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