18/01/05

O grau zero da publicidade, por Tirem-me Isto da Frente

Os publicitários responsáveis pela campanha do santana devem estar a ser pagos, secretamente, pelo PS. É que dificilmente conseguiriam fazer tantas asneiras em tão pouco tempo se não as quisessem mesmo fazer. Primeiro foi a rábula do cartaz com o Cavaco-Arrependido, um ícone recente do nossa propaganda política. O cartaz em si já era mau – fazia lembrar um velho ícone do marxismo-leninismo com os rostos de Marx, Lenine, Mao-Tse-Tung e Estaline alinhados. Mas pior que isso foi terem avançado sem a autorização ao Cavaco, um inimigo figadal do Santana que agora se lhe queria comparar. Deu bronca, claro.

Não contentes, os mesmos publicitários (devem ser os mesmos a julgar pela regularidade na asneira), lançaram agora um novo outdoor com um slogan de susto: «Contra ventos e marés». Como é que é? «Contra ventos e marés»?.... O velhinho Aristóteles distinguia muito justamento o tempo cronológico (o «time» dos ingleses) do tempo «Kayrológico (do grego Kayrós, o tempo da oportunidade, a que os ingleses chamam o «timing»). E há coisas que podem estar absolutamente correctas, perfeitamente adaptadas a um determinado receptor e, mesmo assim, falharem por serem proferidas na altura errada, portanto, sem atenderem ao tempo «kairológico». Querem melhor exemplo que este do novo slogan da campanha do PSD? É que numa altura destas, uma enormidade destas só pode suscitar imagens macabras, funestas, terríveis... O mínimo que se pode dizer é que é um slogan de mau gosto. E é-o com tanta evidência que eu nem preciso de explicar porquê. É isso mesmo que vocês estão a pensar.

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