16/01/05

Sei Que Não Devíamos Ir Por Aí..., por CânticoNegro

Coimbra acabou de chumbar a instalação de três novas grandes superfícies: um Feira Nova, um Staples Office Center e um Leclerc. Fê-lo, com o estafado argumento da protecção do comércio tradicional, - seja lá o que isso for – e com a firme convicção de que “se agora perdemos cerca de 1500 novos empregos a longo prazo evitámos o desaparecimento de 4000.” Pina Prata dixit.

Ou seja, a bem da protecção dos gatunos, dos ineficientes, dos gajos que fecham a loja quando o consumidor comum quer e pode comprar. Eu que até gosto da Baixa gostava de lá passear e comprar ao Sábado à tarde e ao domingo. Azar que os gajos fecham todos. Também não gosto de ser chulado nos livros da Almedina da Baixa de Coimbra e depois chegar à Almedina do Arrábida Shopping de Gaia e ver os livros 20% e 30% mais baratos.

Aveiro de uma assentada permitiu o Continente, o Carrefour, o Fórum, O Feira Nova e o Jumbo. Sempre fiquei à espera de ver uma onda de falências na Avenida Lourenço Peixinho e de ver o resto de Aveiro todo às moscas. Afinal parece que não. Será que não podíamos exportar meia dúzia de iluminados autárquicos de Coimbra para Aveiro, Braga ou Famalicão.

Será que esta gente não vê que a sua preocupação deve ser a protecção do consumidor, a melhoria de serviços ao consumidor, o mais barato, etc, e nunca mas nunca a protecção do dito comércio tradicional que mais do que protegido, quer é ser Garantido. Se tal gente pudesse daqui a pouco andavam a enviar senhas de presença e compra obrigatória nas lojecas da baixinha. Não conseguem ver que tal gente se asfixia a si própria e que o consumidor actual com a mobilidade que tem compra em Aveiro e se necessário em Gaia ou em Lisboa. Têm uma visão estreita e pequenina que há-de acabar por enterrar de vez esta cidade, a bem da loja de ferragens do Ti Aníbal, da Sapataria Deluxe e das Malhas e Miudezas Orlandinha.

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