25/01/05

TinTin e o Caso da Hormona da Libido, por Mangas

TinTin, o herói do autor belga Hergé nunca envelheceu, nem papou nenhuma gaja durante os seus 50 anos de carreira devido aos sucessivos traumatismos que apanhou na cabeça. Concretamente: a repetição de mocadas na tola de TinTin, são a causa directa de uma deficiência crónica na produção da hormona de crescimento, de acordo com o estudo publicado na edição de Natal da revista Canadian Medical Journal.

Claude Cyr, professor de medicina na Universidade Sherbrooke do Quebec, efectuou um estudo detalhado dos 23 álbuns de TinTin e conclui que o eterno rapaz sofreu, no total, 50 perdas de consciência durante as suas aventuras dos Andes ao Congo. «Estabelecemos a hipótese que Tintin sofre de deficiência da hormona de crescimento e de uma perturbação da glândula pituitária chamada hipogonadismo hipogonadotrópico, consequência directa de traumas sucessivos. Isto pode explicar o atraso na sua estrutura de crescimento, atraso na evolução da puberdade e ausência de libido.», escreveu Cyr .

O artigo foi publicado no Canadian Medical Association Journal, que tem a tradição de editar estudos científicos sobre personagens ficcionais nas suas edições de Natal. Cry, que dirigiu a investigação com a ajuda dos seus dois filhos mais novos, contou desde o primeiro álbum editado em 1929 até ao último de 1976, 43 perdas de consciência no intrépido repórter, resultantes de golpes directos na cabeça. «Identificámos a causa do trauma, a duração da perda de consciência (calculado pelo número de quadrados até TinTin retomar a sua actividade normal), e a aparente severidade do trauma (indicado pelo número de objectos às voltas da cabeça de TinTin, por ex.: estrelas e velas.», disse.

Entre as várias causas para as lesões de Tintin, encontram-se golpes de bastões, feridas de balas, explosões, acidentes de automóvel, intoxicação por clorofórmio e quedas. «Infelizmente não foi possível efectuar exames radiológicos ao cérebro.», lamentou Cry.

Em 2000, o Canadian Medical Association Journal causou alguma sensação ao revelar que a permanente procura de mel do urso Winnie the Pooh, era causada por um distúrbio obsessivo compulsivo, que o herói das crianças, o porco Piglet, precisava de medicação anti-pânico, enquanto o burro Eeyore, apresentava sinais crónicos de depressão. Outro estudo paralelo concluiu que o hiperactivo personagem Squirrel Nutkin, da autora inglesa Beatrix Potter, é na realidade, autista.

Fontes:
*David Ljunggren, Jornalista
*Agência Reuters
*Canadian Medical Association.

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