03/03/05

Deprimidos, por Prozac

Um dia destes li no Público que os Portugueses estão entre os maiores consumidores europeus de anti-depressivos. Como não somos propriamente o Iraque nem a Indonésia pós tsunami, eu suponho que alguma coisa está errada aqui.
A depressão existe, é uma doença clinicamente identificada. Compreendo perfeitamente que, em casos traumáticos, como a morte de um ente querido, um problema de saúde, uma situação de perseguição profissional e outras, se possa quebrar, ir ao fundo, deprimir-se. Mas o que vejo à minha volta é uma multidão de «deprimidos» por tudo e por nada: porque se zangaram com o namorado (a), porque estão desocupados, porque estão ocupados de mais, porque não chove, porque chove demais, porque ganham pouco e deviam ganhar mais, porque o caracol de estimação está constipado, porque sim e porque não… Neste país, tudo é pretexto para a depressão e, já agora, para o atestado médico correspondente e para a baixa no trabalho conveniente. Depois sobra para os outros, os não deprimidos que aguentam com tudo. É por isso que, como diz um amigo meu, «o mundo é dos «fracos». Fracos entre aspas, claro.

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