13/05/05

Onde Anda A Cabeça De Abbas Hosseini?, por KzarDasIlhas

Há pouco recebi no meu mail mais um pedido de continuidade de uma corrente. Desta vez, a coisa era sobre um tal Abbas Hosseini, iraniano menor de idade, condenado a ser executado no dia 8 de Maio. Segundo afirma a dita corrente de origem espanhola, o governo iraniano acedia a não executar o puto desde que a família da vítima aceitasse receber dinheiro em vez da cabeça do puto homicida.

Não sei o desfecho da coisa, mas dei comigo a pensar que a nossa Europa bem pensante andava de novo a tentar impingir os seus valores às outras culturas, como se fossem universais.

É tempo de acabar com estes Eurocentrismos (ou ocidentocentrismos, mais exactamente), filhos e herdeiros do colonialismo, primos do racismo. Se os tipos no Irão acham que matar o gajo é uma pena adequada, que pode ser substituída por indemnização à família da vítima, isso é coisa que não nos deve interessar para coisa nenhuma; do mesmo modo que não me interessa para nada que por aquelas banda se pense (o candidato a presunto tem alta probabilidade de o pensar também) que as mulheres europeias são umas putas que andam em biquini e até nuas (Alá as confunda) pelas praias e outros sítios, e os homens europeus uns paneleiros e degenerados que as deixam fazer isso...

Mas será que semelhantes bons samaritanos nunca ouviram falar da Paz de Westfália? O princípio "cuius regio, eius religio" não lhes diz coisa nenhuma? Ou para levarem a sua estranha lógica às últimas consequências defenderão qualquer dia que os States invadam o Irão para obrigar ao respeito dos sacrossantos "direitos humanos" (criação ocidental e a que os ocidentais têm direito, mas de que a tropa do Irão, da China e de tantas outras latitudes não quer saber para coisa nenhuma)? Tinha piada, de resto, ver os américas a invadir o Irão para garantirem o respeito dessa coisa em tais paragens...

Até porque a julgar pela Flórida, Texas e outros estados, o Abbas além de ser condenado à morte na mesma, TAMBÉM pagava a indemnização com o seu eventual património... Cá para mim está melhor agora: ou lerpa ou paga, e não as duas coisas, porra!

Sigam o meu exemplo: em caso algum considero a hipótese de pôr os pés fora da Europa Ocidental, América do Norte (excluído México), Austrália, Nova Zelândia e Japão. Excepções, só atrás de um extenso corpo de marines, apoio aero-naval e o mais que for preciso para garantir que não tenho de experimentar a cultura local em primeira mão...

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