01/06/05

Buenos Aires, por Zona J

Companheiros! Andava às ostras e encontrei uma pérola! Está bem que alguns dirão, “só agora?”, mas deixem-me partilhar este momento de descoberta convosco: Kevin Johansen é o nome da criatura bendita. É músico e para quem gosta de súmulas é uma espécie de Manu Chau argentino, muito menos festivo e militante, muito mais cool, mais Tango e muito british. Manu Chau talvez apenas no sentido da pluralidade de referências musicais (culturais) que por este som perpassam. Neste sentido até seria mais legítima a comparação com Caetano Veloso, outro homem do mundo. É simplesmente genial, este Kevin Johansen, e de facto lamento só agora ter dado com o homem. Um som elegante, esclarecido e maduro como já não ouvia desde os melhores tempos do Elvis Costelo e outros grandes song writers. O ecletismo do artista é facilmente explicado pelo seu percurso de vida: Nasceu, nada menos, que no Alaska (Fairbanks) e cresceu na capital Argentina desde os 12 anos. O pai é norte-americano e a mãe é argentina e desde puto que anda nas andanças dos roques, primeiro em bandas na terra da Patagónia, depois em Nova Iorque, onde se instalou em 1990, numa tentativa de redescobrir as raízes ianques. Aí, mergulhou de cabeça na cena alternativa fervilhante da Big Apple e acabou a tocar regularmente na catedral CBGB. Hoje, desde há cinco anos, vive a trabalha novamente em Buenos Aires. Está tudo aqui. E a música (E as letras!), vale mesmo a pena uma visita atenta. O álbum que me está a apaixonar agora é o Sur o No Sur. Se começarem por aí não se arrependem. Mas já agora, o último chama-se City Zen.

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