22/08/05

NeverLand, por Peter Pan

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Hoje, enquanto Coimbra ardia, ouvi na TSF o presidente do sindicato dos bombeiros profisionais a declarar, indignado, que os bombeiros profissionais do país não podem sair dos quartéis para ajudar os bombeiros voluntários a apagar os incêndios. Isto apesar de o quererem fazer e de se chocarem com a escassez de meios com que os seus colegas voluntários se debatem. Dizia o senhor que com os meios e com a formação que têm, os bombeiros profissionais podiam e deviam estar nas matas a combater os fogos que é para isso que são bombeiros. Mas porque é que não vão? Respondeu a seguir o Coordenador Nacional dos Bombeiros que a questão é burocrática: parece que quem manda nos bombeiros profissionais são os gajos das autarquias e só eles lhes podem dar autorização para sairem… Sem essa autorização, a Coordenação Nacional nada pode fazer. Isto é simplesmente inacreditável e é um bom retrato da porcaria de país em que vivemos!

É por estas e outras que eu já desisti deste país. Nesta terra só é bom aquilo em que o português não toca ou não pode tocar: o sol que está lá longe, o clima que se sente, mas não se vê, o mar a mais de 100 milhas da costa (a 99 o portuga ainda lá chega), as estrelas à noite e a lua também, que não são portuguesas mas vêm-se daqui. Tudo o resto ao alcance do predador nacional é imediatamente estragado: as árvores, as florestas, as praias, as dunas, os lagos e os rios, até as pessoas, tudo… Fujam deste sítio. Eu, há muito que já emigrei. Agora vivo em Neverland.

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