05/09/05

Carta Aberta Ao Cão E Aos Demais Postadores Do Porco, por Grão

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Como já repararam o Porco está em Guerra aberta.

O Porco desde a sua fundação - que vai fazer dois anos a 1 de Janeiro de 2006 - sempre se pautou pela procura de fazer Posts interessantes que suscitassem discussão e troca de ideias. Houve de tudo, mas no essencial a linha de posts seguia por aí, remar contra a maré do politicamente correcto e discutir tudo com abertura e frontalidade desde as receitas de Jambalaya às performances da Linda Boreman, com passagem pelo futebol, pela história, pelas actualidades e pelo fait-divers.

Pelo meio participou-se em N blogs similares ou temáticos e os autores vieram ao Porco fazer o mesmo. Ao longo de 400 e tal posts, o Porco ganhou uma identidade de iconoclasta, provocador, frontal, argumentador e por aí afora que motivaram o pessoal a participar em espiral. Em sede de Groinks houve records sucessivos de centenas de groinks sobre um único post. Os autores regulares de Posts para o Porco ultrapassam a dezena e isso motivou uma desde logo uma diversidade e intensidade de discussões fora do habitual. A isto, acresceram as centenas de frequentadores que diariamente angariámos e cultivámos, que passaram a enriquecer ainda mais a luta, com discussões e controvérsias que não cessavam nem com o avançar da madrugada. Era um verdadeiro gozo passar por aqui ao longo do dia a ver como paravam as modas. Uga-Uga. Nunca nos levámos a sério, mas para o meu gosto e grande gozo pessoal, o Porco era um caso sério.

Hoje o Porco está reduzido à caralhada. Está moribundo. Já não é o Porco da diversidade. A única diversidade que por aqui reina, é se o autor do post ou o comentador do Groink, vão ser mandados brochar um burro ou mamar um elefante. A vertente iconoclasta do Porco vai dos cornos do pai aos pintelhos da mãe. É triste mas é assim. E para os Pios Barojas e Jóttas que andam distraídos e alinharam no jogo do Cão é só uma questão de lerem os Groinks dos últimos Posts e verem o que para ali vai. E continua.

Obviamente que o Porco nunca foi um blog virginal e jamais foi anti-caralhadas. Já anteriormente houve discussões que passaram por isso. Mas reduzir a coisa por inteiro a isso, é que jamais sucedeu. Como está a suceder agora. O Porco nunca foi um animal impoluto. Repito, sempre houve caralhadas e sempre as haverá. Não é uma campanha pela virgindade que se trava aqui. Contudo a caralhada nunca foi o dominador base do Tapor. Como o é agora e em exclusivo.

O Cão, que no seu blog pessoal – ver o nossos links em baixo – apaga tudo o que lhe lixa a imagem de escritor que se leva a sério, entende que no Porco deve estar à vontade. Mais do que à vontade sente-se no direito de estar à vontadinha, isto é, espojado a vomitar as maiores imbecilidades e meter trompetes e piças de burro pelo cu acima de toda a gente. Pelo meio, considera-se ainda no dever de identificar as pessoas que participam neste blog. E de fazer Posts que mais não são do que verdadeiros assassínios de carácter. Eu que sou e sempre serei amigo do Cão, jamais lhe respondi à letra em público no Porco. Seguiram-se N mails privados e conversas pessoais de que nada valeram.

Em face disto, e do crescendo de idiotice, saí. Há já muito tempo que não faço nenhum Post e muito menos qualquer Groink fosse onde fosse. Até porque continuar implicava descer ao nível do Cão e eu sou um gajo demasiado alto e gordo para me abaixar tanto. E avisei que pelo meio iam matar o Porco. Como se vê. Para grande gáudio do Cão e caralhadores de serviço.

Além de mim, já outros postadores saíram e recusam-se a postar. Dos Groinks, em silêncio ou a gritar, lá vai saindo alguma gente também. O último com estômago que feche a porta. Um dia destes fica aqui o genial Cão a mandar a comandita dele fazer broches a cavalos e a mandar enfiar trompetes no cu à malta que se enganar e aqui cair. E estamos nisto. E volto a repetir que a caralhada é parte integrante do Porco. Contudo reduzi-lo à caralhada é matá-lo. Como se está a ver.

Aqui chegados e na pujança caralhal que se vê nos groinks do Post inane do Cão que está em baixo – e não não é provocação, o estalinista pensa mesmo assim – importa que a malta se defina de uma vez por todas.

O Cão entrou em guerra com o Porco. O Porco passou a ser para o Cão um alvo a abater. O Cão entende que o Porco é a sanita onde pode cagar à vontade. Ao invés, entende o Cão que o Blog dele é sagrado, porque identificado como Daniel Abrunheiro e aí não se pode jabardar. Aqui manda levar no cu, no dele isso é apagado de imediato. A libertinagem é gira, mas só nas costas dos outros.

Resta dizer que o Cão não está sozinho. Há aqui pessoal que acha muito bem a caravana caralhal do Cão. Eu não e agradecia à restante malta do blog que se defina de uma vez por todas se quer o velho Porco ou se de vez se muda isto para a pocilga do Cão. Se é para combater o Cão não recuarei seja onde for – e aqui ele fica avisado -, se estou sozinho resta-me sair daqui e deixar a caravana passar.

E atenção que isto não é um Post anti-Cão, mas sim anti-caralhadas do Cão. Sempre entendi que o Cão era e é um valor acrescentado para o Porco e ainda hoje a maioria dos Posts do Cão foram digitalizados e publicados por mim. Só não percebo é porque é que no Porco, o animal do Cão se reduz à caralhada e à perseguição pessoal e identificada.

Assim e antes de ir mais longe convém que o pessoal aqui do Tapor se defina e diga em que tipo de Tapor se revê. Se é um Tapor para voltar aos Posts de discussão de temas e ideias, ou se é um Porco de combate caralhal, em que o insulto seguinte é duas vezes pior que o anterior. Eu por mim, voto no velho Porco, abomino a total caralhice e se for esse o caso, compro a Guerra com o Cão.

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