06/09/05

Estupidez, por Cão

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Divide-se a estupidez em dois géneros. No primeiro caso, está aquela estupidez que só faz mal ao próprio. No segundo caso, a estupidez que, além de fazer bem ao seu portador, dá cabo da vida aos outros.

Todos somos estúpidos, de primeiro ou segundo grau. Tendemos a considerar que a razão sempre nos assiste, o que pode redundar em estupidez de primeiro nível. Se teimarmos muito nessa atitude, passamos com facilidade ao segundo. (Existe ainda, claro, uma terceira estupidez, que é a dos cronistas que pensam ter alguma coisa para ensinar ao mundo.)

Falo nisto hoje porque, tendo acordado um dia destes com a estupidez agarrada à pele como um perfume indesejável, passei o resto do dia a tentar que a estupidez de (alguns) outros não fizesse mal à minha. Foi um dia estúpido, naturalmente. Não o recomendo.

O remédio aparente é tornar-se cada um monge do seu íntimo mosteiro, devoto de um credo autista e misantropo. Sendo autista não (re)conhecer os outros e significando misantropo não gostar de ninguém. Mas é uma falsa cura para uma doença real.

A estupidez tem o futuro garantido. Sobretudo a de segundo grau. Quanto às de primeiro de terceiro géneros, essas não fazem mal a ninguém. Antes fizessem.

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