29/09/05

Que fez este homem para ser o Primeiro Ministro de Portugal?, por Oxford

Nada. A carreira, quer profissional quer académica, do primeiro-ministro de Portugal é de uma pobreza verdadeiramente franciscana. No insuspeito site do governo pode ler-se, em poucas linhas, o curriculum do engenheiro. Nele se diz que o homem nasceu em 1957 numa aldeia do distrito de Vila Real. E logo a seguir escreve-se:

- Engenheiro Civil.

- Pós-graduado em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública.

O resto não interessa muito. Trata-se da descrição da carreira política de um homem que subiu no aparelho do PS (com uma deriva pela JSD convenientemente apagada do curriculo apresentado no site do Governo): os habituais cargos, para-cargos, cargozinhos, assessorias e adjuntices de quem faz da política profissão… O clássico percurso do «jota» que começa a colar cartazes e a organizar sardinhadas pró candidato a presidente da junta da terra e vai subindo, subindo, até que atinge um lugar que satisfaz a sua maior ou menor ambição(desmesurada neste caso). Déjá-vu...

Quanto ao curriculum profissional, pura e simplesmente não existe. Este homem nunca fez nada, zero, nicles nem na sua área de formação nem noutra qualquer, para além de acumular cargos políticos que sabemos todos como é que se alcançam.

Mas repare-se no pormenor do curriculum académico da criatura. A escola onde o engenheiro tirou a sua «pós-graduação» aparece mencionada no site oficial do governo, mas é omitida a escola onde se licenciou em Engenharia Civil. Porquê?Terá o engenheiro tirado a sua licenciatura nalguma universidade Colombiana da qual não tenha orgulho em referir o nome? Ingratidão? Esquecimento dos responsáveis do site? Mistério…

Se vos disser que o engenheiro tirou o curso em Coimbra, numa escola – o ISEC – que gozava da reputação, nesta cidade, de ser frequentada por alunos de fracas médias, isso ajudará a explicar a omissão? Não sei. O que sei é que os melhores alunos, por aqui, quando querem tirar um curso de engenharia, tiram-no na Universidade de Coimbra e não no ISEC. O que sei é que, para além da carreira de rapaz-político-profissional – ziguezagueante, com um D a mais, ainda assim - , parece que o engenheiro não teria ido muito longe se, na política, contasse para alguma coisa a carreira académica e o curriculo profissional das pessoas. É triste que Portugal seja governado por gente assim. Mas infelizmente é verdade.

Sem comentários: