18/10/05

O Triunfo Das Galinhas, por Faisão

A propósito da crise galinácea que se aproxima e se adivinha funesta, os jornais, rádio e tv, meia volta soltam para aí uns números um bocado pró esquisitos. A verificar-se que a coisa das galinhas, perus e demais capoeiral viaje para pandemia, esta gente e alguns supostos experts, falam de 10 a 13.000 mortos em Portugal e de 2 a 3 milhões de mortos nos EUA por exemplo.

Mas, já alguém atentou devidamente na enormidade destes números? Se houver Pandemia e um terço destes números se verificar, por mais rede hospitalar e médica que haja, isto significa um colapso social completo nas zonas ou cidades mais fortemente atingidas. Os medicamentos não chegarão, os hospitais não chegarão, as farmácias serão assaltadas, os bloqueios e barragens de quarentena não serão respeitados e muito mais gente morrerá em motins, roubos e pilhagens.

Qual Tsunami, qual Katrina qual carapuça. A haver alguma verosimilhança na possibilidade de ocorrer a pandemia e nos números adiantados, a maltosa governante e o malta governada estão a levar isto na desportiva a ver o que dá e ninguém parece afirmar-se bem na enormidade dos números que estão na mesa. Dizem os experts que são extrapolações a partir do última pandemia de gripe espanhola do final da primeira guerra mundial. Esquecem-se que nesse tempo o pessoal ainda se resignava a morrer e a ver morrer pelos cantos sem incomodar o vizinho e as estruturas. Hoje isso já não existe. O objectivo é a felicidade e a vida até cair de podridão e velhice. Hoje ninguém se resigna a morrer e a ver morrer os seus. No colapso, colapsa tudo.

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