28/10/05

Oprah, Faulkner e o Dr Sousa Martins, por Patagão

Hoje de manhã na leva de carro para a escola, a minha filha veio-me perguntar se eu conhecia o escritor William Faulkner e se tinha lá livros dele. Vindo de quem habitualmente só devora Harry Potters, Tolkien, Julliet Marillier e quejandos fiquei admirado com a pergunta e antes de responder, questionei.

Segundo parece, a cachopa viu ontem no programa da Oprah que passa na TvCabo, que a ex-gorda mais bem paga a oeste de Pecos, tinha feito uma grande e profusa invocação de Faulkner e revelado ao bom povo americano que afinal até havia um conterrâneo que escrevia umas coisas jeitosas como “As I Lay Dying”, “The Sound and The Fury” e “Light In August”, e que convinha ler o artista.

Obtida a resposta, lá expliquei à curiosa, que sem o ver já conhecia esse programa e que na altura em que passou na Tv americana motivou uma corrida desenfreada às livrarias do tio sam, colocou Faulkner como o autor mais vendido nos tops todos e motivou uma espiral de Faulkner nos média americanos, que até deu notícia na Europa. Eu, por cá, li no “Público” a notícia da avalancha e da redescoberta americana.

Faulkner, apesar de genial e apesar de Nobel (coisa tão ao gosto americano) caiu no esquecimento geral por lá, ao invés da reverência e importância que sempre lhe deram a América Latina e a Europa. A Oprah recolocou-o na América de onde nunca devia ter saído.

Por cá, também temos um programa com algumas semelhanças com o da Oprah, que é o do Herman. Segundo parece, o gajo meia volta leva lá uma tal bruxa de nome Linda qualquer coisa que se despe, guincha e proclama um livrinho de um certo Dr Sousa Martins, que também parece que está a vender bem. Um dia destes ainda leio o bom do Dr.

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