26/10/05

Toujours, Le Grand Maître Rousseau, por Sagrado Estômago

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Depois de ali por baixo se ter discutido aquilo que é tido pela fase menos conseguida do Henry Rousseau, é tempo de trazer à colação a obra que é tida pela generalidade dos críticos como a melhor obra do Rousseau.

Falamos obviamente do quadro acima reproduzido que é o “Cigana a Dormir”, ou “La Bohémienne endormie” ou ainda o mais googlemente conhecido por “The Sleeping Gipsy”. Trata-se de uma tela de 1897, e foi doada ao MoMa – The Museum Of Modern Art – de Nova Iorque, pela Colecção de Mrs Simon Guggenheim, e mede 129,5 cm por 200,7 cm, gigantesca portanto. Para além da pequena reprodução supra, podem ver a coisa mais em pormenor no link seguinte : http://www.insecula.com/us/oeuvre/photo_ME0000067863.html , com os cumprimentos do Leãozinho.

Este quadro, que Rousseau apresentou no “Salão dos Independentes” de 1897, tinha como subtítulo do próprio a seguinte inscrição: “O animal selvagem, apesar de faminto, hesita em atirar-se à vítima que, extenuada, caiu num sono profundo.”

Uns anos depois de ter sido exposto e já depois da morte de Rousseau, este quadro gerou uma violenta polémica que ainda hoje divide alguns experts. É que há quem diga e defenda que este quadro não seria da autoria de Rousseau, mas que se tratava de uma falsificação e de que teria sido não Rousseau, mas sim o seu grande amigo Picasso a pintar esta tela. Há até quem veja no jarro, no bandolim e na bengala, uma antecipação do cubismo que haveria de vir logo a seguir.

Por mim limito-me a pedir-vos que vejam o quadro da seguinte maneira: tapem com uma folha a parte de cima do leão e vejam e entrem apenas na cigana a dormir. Depois façam o inverso e vejam só a parte de cima com o Leão. Vejam então o quadro todo junto. Eu, por mim, quando olho aquele olhinho do Leão fico alucinado de riso e certo que pelo menos o leão é sem dúvida do Rousseau.

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