08/11/05

Os Turcos São Nossos Amigos, por Automotora

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O que é que está aqui em causa, afinal? Esta conversa anti-turquia e das matrizes cristãs, serve para quê? É que se continuamos a discutir a ideia de comunidade com base em matrizes culturais, não me admira nada que, no limite, acabemos a pensar construir uma comunidade mundial de tradição greco-latina, compreendendo a europa, as américas e a oceânia. E assim teremos um dia três ou quatro grandes comunidades, cooperantes mas matricialmente puras.

O que impede, afinal, a integração da turquia? É a violação dos direitos humanos? Então está muito bem. A integração pode bem servir de moeda de troca. Ou será antes o medo do choque de civilizações e da diluição das tais matrizes? Acho que temos de falar claro nisto, porque são coisas diferentes. De que nos serve, neste contexto, falar aqui da memória? Qual o objectivo? O que tem a ver a identidade comum com o que está aqui em causa? Se a identidade é um óbice, claro que é irrealista pensar na integração da Turquia, seja em 2007, em 2100 ou 2500. Ora, penso eu que a comunidade, ao contrário do que uma vez disse o Kohl, não é, não deve ser, um clube cristão. Não se diz, mas é essa a raiz da matriz, passe a cacofonia. Se assim é, que classe de cidadania têm os milhões de muçulmanos, hindus, etc, de primeira, segunda e terceira geração na europa?

Na verdade, o medo de muitos de nós é acordar um dia ao som de um muezzim no alto de uma mesquita. O problema é que pode de facto ser assim um dia. E eu próprio posso acordar um dia com vontade de ouvir um muezzim no alto de uma mesquita. Pois sim, meu filho, respeita a fé dos outros e os direitos humanos e que Jesus Cristo, Marx e Freud te abençoem com a sua infinita tolerância, bla bla bla. Mas acontece que eu nem quero saber disso, e que se um dia esses gajos me aparecerem à frente, desfaço-os com uma bomba. Continuo a ser europeu? Pois continuo, embora também não admire que me fechem a sete chaves.

E então voltamos ao princípio. Porque não deve a Turquia ser integrada à Europa? Se é a questão de conflitualidade potencial de que se fala, e se esse é de facto um risco, o que está por provar, então deixem a Turquia no seu canto. Ressuscitem os soldados do Carlos Martel, ponham-nos outra vez vigilantes nos Pirinéus, e coloquem um portão no Bósforo fechado com sete chaves.

E atenção que eu não nego a matriz cristã. A ideia inicial da Comunidade do Carvão e do Aço não era só de base económica! Mais do que económica era uma questão de paz. E hoje estamos na mesma. Marchar, marchar contra os canhões dos boches, para derreter o aço, para fazer volksvagens, para passearmos e prosperarmos.

E, por último, não gosto dos pais natais que agora começam a escalar os prédios da baixa! Estão por todo o lado e são uma praga! Se o Derviche tivesse tomates, pendurava uma boneca insuflável na janela do escritório dele!

1 comentário:

Anónimo disse...

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