26/12/05

«Porque hoje é sábado!», por Vínico de Morais

No Sábado, como sempre, mandei um sms ao Xita. Não foi um sms de natal, foi o mesmo sms de todos os sábados de há uns dois anos a esta parte. Dizia, como sempre, «R 2 30?» o que significa, no código oficial do Porco, o café e a hora a que nos costumamos encontrar aos sábados para bebermos café. Ele respondeu-me logo. Mas desta vez não com o habitual «Ok», mas com um hilariante: «és doidinho?». Percebia-se o não dito: era sábado 24, véspera de Natal, o Xita estava, com certeza em família.

Eu mandei-lhe outro sms a dizer: «Porquê? Hoje não é sábado?». E ele: «É natal, época de paz e amor, as crianças pulam enebriadas de alegria, os bichinhos amam-se alegremente, as famílias juntam-se em harmonia, há paz, amor e fraternidade universal…» E eu: «Pó caralho! Hoje é Sábado». E ele rematou: «Ateu do catano. Era uma fogueirita…»

Neste Sábado, 24 de Dezembro de 2004, pela primeira vez de há dois anos a esta parte, bebi o café sozinho no Ranhoso, o nosso eterno café dos sábados depois do almoço. E mesmo assim tive uma sorte do caraças: metade das mesas do café estavam ocupadas por encomendas de bolo rei. E foi por um triz que a minha mesa não foi, também, ocupada por um bolo-rei.

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