25/01/06

E Agora Para Algo Completamente Perverso..., por Sit-Ubu-Sit

O relato que vão ler a seguir é incrível, mas rigorosamente verdadeiro. Foi-me contado por um cliente e o artista que é jamais inventaria isto e os factos conferem com circunstâncias confirmadas.

Por pudor do cronista, não se revela aqui o vivente da coisa, e pede-se aos que sabem dos envolvidos, que não revelem aqui nada ou sequer indiciem de quem se trata. O Porco é imenso e chega a sítios que não lembra ao diabo.

Isto posto, aqui vai: a coisa passa-se numa praia de São Francisco, na Califórnia, perto da Golden Gate, sendo que aquela praia, como a cidade, é daquelas prá frentex. Praia da moda, e tanto se lá vêm nudistas, como yuppies engravatados em passeio ou famílias em piquenique.

O meu cliente e contador, foi àquela praia guiado por duas amigas americanas e pra ali esteve a jiboiar. Uma das amigas americanas levava um cão de bom porte e o cão andava por ali à solta a brincar e a saltar. Ia às ondas, voltava e metia-se com quem passava.

Até que a certa altura o cão foi ter com um nudista masculino que fazia nudismo a cerca de 10 metros do grupo. E pôs-se a dar lambidelas no coiso à mostra do nudista. Que de coiso começou a ser mastro com o entusiasmo quer do cão quer do lambido.

As americanas donas do Cão ficaram sem fala e sem reacção. Como reagir? Iam tirar o cão e enfrentar de frente o embaraço da situação? Disfarçavam como se o Cão não fosse delas? Interrompiam a coisa? Sacavam o Cão à bruta ou com meiguice? Como se vê, delicado, muito delicado.

Por fim os olhares de dona e lambido encontraram-se – com o Cão em funções – e a dona esboçou um: “- Sorry, I`am Very Sorry…”, e o lambido, afinal agradecido: “- Oh, No, Very Good Dog, Very Good Dog!, e ainda fez o gesto universal do Ok! com o polegar.

Por fim o Cão lá respondeu a um chamamento e deslargou o homem do mastro. As amigas do meu cliente só juravam que iam lavar a boca do cão com sabão.

E eu, ao cliente em maré de confissões e a fazer tempo à espera de tribunal, não disse nada. Mas pensei, e muito. É quase incomensurável o rol de perversas questões que isto levanta e nos atravessa o cérberus…

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