06/01/06

Swimming Pool, de François Ozon, por Mumbly


“Swimming Pool” é nome de filme. Passou despercebido no cinema e anda desde há anos ainda mais despercebido pelas poeiras dos videoclubes. Ora, o Swimming Pool é um bom filme, que vale a pena ver. A obra é do realizador François Ozon, data de 2003 e conta com Charlotte Rampling e com Ludivine Sagnier nos principais papeis. Decorem o estranhíssimo Ludivine, que a cachopinha é uma estampa e fica bem em qualquer piscina, especialmente naquela onde trabalha os braços, os peitorais, os labiais e tudo o mais. Pelo caminho trabalha também um garção com peso, conta e medida. Um portento, a teenager.

O filme é de mistério e drama e bebe muito do suspense hitchcockiano. A enxuta Rampling, escritora de policiais abanca de férias e de crise inspiração numa casa de férias emprestada, no sul de França. Pelo meio aparece a filha teenager do dono da casa, que traça tudo o que mexe e o que fica parado só correndo muito é que escapa.

Pelo meio disto e com muito mais à mistura, nasce um livro e um bom livro, como se vem a ver no final. E, à la Hitchcock, o Ozon deixa-nos na dúvida no final. Eu por mim, não sei se aquilo que vi foi o filme ou foi o livro. Fosse o que fosse, é bom e vale a pena ver. Quanto mais não seja pela Ludivine na piscine, rima e é bom cine.

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