09/02/06

Choque de Civilizações, por Bom Mé Mé

Se os nossos pais e avós tivessem cedido aos ayatollas na magna questão da liberdade de expressão e se na Europa tivesse vencido a lógica fundamentalista, teríamos crescido num mundo completamente diferente daquele em que vivemos. Nunca teríamos conhecido e curtido a maior parte dos nomes que nos marcaram a vida. Numa civilização (?) dessas nunca seriam possíveis:

O Tapornumporco, os Monthy Pithon, o Gato Fedorento, o Herman dos bons velhos tempos, os livros do Marquês de Sade, John Holmes, Rocco Sifredi e a Ciciolina, os Ena Pá 2000, a Garganta Funda, Eça de Querós e o seu Amaro, Brett Easton Ellis, Charles Bukowski, Henri Miller, Marilyn Monroe, 9 Semanas e Meio ou mais, Kim Basinger, o Sexy Hot, Julie Delpy e Scarllett Johansson, os Village People e os Culture Club do Boy George, os Beatles e os Rolling Stones, Nabokov e su Lolita, Alice no País das Maravilhas, Oscar Wilde, Jean-Paul Sartre e Gualtier, Albert Camus, Galileu, Albert Einstein, Andy Wharoll (aliás, todos os pintores não iconoclastas) a baixista dos Smashing Pumpkins, Milos Forman, a Playboy, a Hustler, Tintim e Asterix, o judeu Super Man, o leitão da bairrada, o Barca Velha, a Internet, Charles Darwin, Sigmund Freud, Aristóteles e Platão, pagãos do caraças, Jacques Lacan, David Cronenberg, Steven Spielberg, o rato Mickey e o pai dele, Walt Disney, António do Expresso e as selecções dinamarquesas dos irmãos Laudrup, Salman Rushdie, Santo Agostinho e o outro santo, Tomás de Aquino, Descartes, Rousseau, Voltaire, as Madonas todas, as santas e as outras, George Washington, o papa polaco, os palermas do prado coelho e do irmão-tolo do sampaio que também têm todo o direito em semanar baboseiras, uf, completem a lista que é infindável…

Em contrapartida veneraríamos Maomé e proclamaríamos que «Deus é grande». Quando tivéssemos dúvidas levávamos umas vergastadas de mullás atentos e fazíamos turismo em idas caóticas a Meca. Um mês por ano jejuávamos, tínhamos umas quantas mulheres, mas discutíamos se é pecado fazer amor com elas vestidas. No fim gritávamos «Morte à América» e íamos para o céu receber as não sei quantas virgens a que teríamos direito.

Fónix, eu não trocava a nossa civilização pela deles!

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