12/04/06

Um (agora sim!) poeta urbano!, por M40

Jack Johnson! Fixem este nome. Está aqui um novo poeta urbano! Antes decontinuar, queria confessar aqui, publicamente, que a última vez que disse a frase anterior, há muitos anos, o pessoal do Porco, na altura um simples bando de adolescentes borbulhentos, rebolou-se de gozo. É que eu disse-o de um fulano chamado Mário Mata (???). A alimária um poeta urbano? LOLOLL... Fui gozado durante anos e anos. E foi bem feito! Ainda hoje me atiram aquela frase à cara… Às vezes estamos a discutir um músico qualquer que apareceu e quando eu me aplico e defendo o meu ponto de vista lá vem o golpe baixo, a lembrança da minha infeliz tirada que me é jogada na cara com toda a força: «pois, e quando disseste que o Mário Mata era um poeta urbano?» Um gajo fica completamente desmoralizado, porra, deixo logo de falar… O tal de Mata não passava de uma nódoa e aquela foi uma das frases que mais me arrependi de ter dito ao longo da minha vida.

Mas agora não. Ouvi dois discos do Jack Johnson e nunca mais parei. A música dele é tremendamente simples, voz, uma guitarra acústica, bateria e baixo. E djambés. Depois é a voz do homem e a versatilidade das composições. Faz-me lembrar o melhor Ben Harper. Tal como ele, o Johnson também tem um toque tropical e acrescenta-lhe um profundo sentido de humor. Não, desta vez não estou enganado. Jack Johnson, ao que me contaram, encheu o Pavilhão Atlântico de fiéis furiosos que sabiam as letras das músicas todas. Agora sim, muitos anos mais tarde, eu acertei finalmente: ele é o novo grande poeta urbano! Estou redimido.

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