08/05/06

Marilyn Chambers, Não Havia, Mas Agora Já Há!, por God Almighty

Marilyn Chambers começou a sua carreira pelos filmes publicitários, onde cultivava uma imagem de teenager wasp pudica e atinada. A coisa não lhe deve ter enchido as medidas, porque daí a pouco abraçou outro tipo de carnadura.

Após variada carreira horizontal, a Marilyn veio a ficar famosa pela participação no clássico "Behind The Green Door", (Por Detrás da Porta Verde) porno psicadélico dos anos 70 que ainda hoje é tido por obra de arte, e que serve de muleta à intelectualidade quando desce ao mundo do Porno. O tal "Porn Chic" que se alimenta deste e doutros como é o caso do "Deep Throat". E curiosamente também este "Porta Verde" bateu recordes de rentabilidade. Lembrando-me disto, fui ver e um investimento de 12.000 contos rendeu cerca de 5 milhões de contos. Na "golden age" do porno dos anos 70 fizeram-se fortunas colossais.

Eu por mim e nos idos e tardios 70, poupei uma senha de almoço da cantina e fui ver aquilo à sessão das 19 horas ao Tivoli (hoje Zara - mais um ícone que se perde!). Nunca vi a malta do porno tão furiosa. E eu também, claro. Aquela merda parecia o "Tommy", pouca acção, escuridão e efeitos de luzes. Pró qué que é, pouco ou nada. A malta sentiu-se enganada e pela primeira vez num Porno, vi a maior parte da malta a sair da sala e a perder o "Le Grand Final", coisa que num porno nunca se perde. É pior do que ir ao circo e não ver o palhaço!

Com a experiência acumulada, a boazinha da Chambers veio depois a ser seleccionada para um filme de David Cronenberg sobre Sida - que nunca vi -, e que era qualquer coisa como Rapida ou Rabida. Fui ver e era “Rabia”. Como qualquer dos nomes se presta a bons trocadilhos, controlo-me e passo adiante.

Resta acrescentar que a Chambers é um fenómeno curioso porque nunca me pareceu ter nada de especial, para além de uma carinha laroca, mas enfim há gostos. Curioso, porque foi das poucas atrizes do Porno a motivar a deslocação de hordas de fans. Lembro-me de num documentário da Rtp-Dois de aqui há uns anos ver doidinhos a esgravatarem-se por causa de um autógrafo e a defenderem a pés juntos a boa da Marilyn como uma das maiores actrizes de sempre. Ainda hoje pela net nas polls do género se tropeça em malta dessa.

Contudo, termino em louvor da dita e da sua coragem, sacrifício e abnegação. A Chambers foi das poucas que nunca fugiu dos 34 cm do Holmes e não se negou à pega. Dela recordo um filme memorável de que não recordo o título, onde lida o animal Holmes em faena conjunta com a Seka (essa sim, um grande mito a descer sobre o Porco um dia destes). Obviamente havia cenas de cortar a respiração. Aí o Tivoli ficou sentado até ao Grand Final, embora se ouvissem algumas respirações pesadas. E não era caso para menos, a menina Marilyn e su compañera Seka atacavam ambas e em versão anal a monstruosidade do Holmes. Com eficácia, diga-se. Julgo que poucas actrizes se sacrificaram tanto na história do cinema.

Sem comentários: