Tanto faz onde estamos desde que seja no Brasil. Nas praias – todas -, no campo ou na cidade, até no interior de uma reserva de índios, há sempre um campo de futebol improvisado e duas equipas que se defrontam até à exaustão. Normalmente descalças.
- Sim. Com italianos, argentinos…
- E como é que é? Correm bem?
- Com os argentinos não. Há sempre briga…
- Mas vocês não gostam dos argentinos, cara? Não são como os portugueses?
- Ná. Português é legal, fala com a gente. Argentino é distante, pensam que são superiores e dão porrada. Aí a gente responde. Mas eles lixam-se porque não os avisamos e no fim eles vão tomar banho ao sítio do ouriço do mar. Aí eles berra e pede-nos ajuda.
-Vocês são mauzinhos. E ajudam?
- Ajudar, nós ajuda. Nós tira o espinho do pé deles, mas é a doer, a gente fica ali a mexer com uma agulha e eles berra. O Leandro dizia isto com um sorriso feliz.
- Vocês não gramam mesmo os argentinos, né mesmo Leandro?
- É. Às vezes o espinho já saiu e, mesmo assim, a gente fica ali a escarafunchar na ferida a abrir ela ainda mais. A gente vinga-se dos cara, pá, argentino só se não puder.
É. Brasil-1/ Argentina – 0.
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