14/09/06

E No Irão? Obviamente, Ameixa!, por Rasputin

E agora temos o Irão. Um regime radical e fanático, gordo de tantos biliões de petrodólares, que investe o que pode e quer na obtenção da bomba nuclear. Avança com as centrais, as fábricas de água pesada e as instalações de enriquecimento de urânio. A França em primeiro e a Rússia agora, refastelam-se nos petrodólares que conseguem sacar de volta. O Irão quer, o Irão vai ter. Porque a Rússia vende o kit-mãos-livres completo e porque a China veta o que for preciso alimentada pelos contratos fabulosos de super potência económica.

Agora imagine-se um Irão nuclear. O mesmo que faz politica com reféns, atentados e terrorismo, que paga biliões pelo Hezbohlá e pelo Hamas. O mesmo que defende a varredura de Israel como começo de negociações, que aspira a fazer do golfo o seu “mare nostrum” e que mantém conflitos territoriais com a Turquia, o Iraque, o Paquistão e Omã. E importa não esquecer que esta gente prega, defende e por incrível que possa parecer faz, a sujeição da realização individual ao interesse colectivo, o martírio e o sacrifício último como forma de suprema realização. O Paraíso das 72 virgens está para eles à mão de semear de uma bomba suja em Londres, Paris ou Roma.

E esta gente vai ter a bomba nuclear. E depois é impossível negá-la ao Egipto, à Turquia e à Arábia Saudita. Mais cedo ou mais tarde um de nós ou se calhar todos, vamos levar com o ameixão. Parece-me que seria prudente largar umas ameixas das boas sobre as instalações nucleares iranianas. Antes que seja tarde.

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