03/10/06

Leituras – 1995, por Cão

No dia 3 de Janeiro de 1995, iniciei um registo de leituras. Fi-lo para mais tarde poder relacionar as coisas lidas com as vividas. Ainda bem que o fiz. Só tenho pena de não ter começado a fazê-lo mais cedo.
O mês de arranque foi muito bom: entre outros, Simenon (o autor de quem mais li até hoje), Eisner (BD) e o primeiro Chico Buarque (“Estorvo”). Andava sobretudo a curtir os policiais da Vampiro, então. Saltando no tempo, fez-se Março: na tarde do dia 14, acabei a leitura de “Pigmalión y Otros Relatos”, do grande M.V. Montalbán (até o Grunfo sabe que sim). Seguiram-se, salpicando aqui e ali, Mendoza, Goodis, Mosley, Böll, Vilhena. Também li merda: a série 08/15, do Kirst. Recuperei com Cucurull e, sobretudo, com o grande único maravilhoso genial Nicholas Freeling. Li Barthes, que me sobrava na estante desde a faculdade. Li vários Grimberg da História Universal (digestivos, fraquinhos, agradáveis). E então, na noite de 29 de Julho, a minha vida suspendeu-se, quiçá para sempre, com o fechar d’ “Os “Cadernos de Malte Laurids Brigge”, do colossal Rilke.
Seguiram-se Lodge, Chesterton, mais e mais Montalbán, Rendell (para descansar), London, Rulfo, Greene, Maupassant, Stoker, Pynn (fenómeno luso atraentíssimo), Helder, Highsmith, Twain, Hasek, Aymé, muita Agatha Christie e o divino Ítalo Calvino. O último livro que li esse ano foi uma antologia poética de Octavio Paz editada pelo Círculo de Leitores. Foi, realmente, terminar em paz. E em beleza, naturalmente.
E que tem o povo do Tapor a ver com isto? Tem tudo a ver: como o sacana do Grunfo Spock Grão me acicatou as vísceras, digo que, sinceramente, não consigo perder tempo com advogados do diabo. Isto não desfazendo, é claro.
Para a próxima, 1996.
Hasta la vista, baby. No problema.

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