Cinematograficamente falando, a década de 70 começa em 1971, porque 1970 é o ano da estreia de Woodstock. É certo que o relativo sucesso deste filme é o melhor epitáfio ao idealismo hippie do summer of love pois, sendo um testemunho, isto é, um documentário, tem o futuro como destinatário, pelo que é já um exercício de memória. 1970 é, por outro lado, o ano de Patton protagonizado por George C. Scott. É também um documentário biográfico, ainda que se apresente no género narrativo e tenha como co-argumentista um dos protagonistas da década: Francis F. Coppola, que ganhou aqui o seu primeiro Óscar. Coppola é já um génio, mas é ainda um gérmen. Patton e Scott, 25 anos depois do fim da Guerra, comprovam o esgotamento de um tipo de personagem e de actor que, malgrado terem sobrevivido à década da contracultura, não sobreviveram ao esgotamento da contracultura. O fim do sonho hippie não implica o regresso aos valores tradicionais, Patton é o último dos generais feitos sob o código da honra cultivado O modelo Patton não é retomável, assim como não há retorno ao modelo americano que se revia nos Westerns de John Ford. Patton / Wayne é, desde os alvores da década de 70, o passado da América. A morte deste modelo é ainda, de um certo modo, susceptível de uma leitura freudiana, pois que o fim premeditado das figuras tutelares e paternalistas representadas
Morrison morreu em
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