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Blog da RS.T - Real Esseponto do Tinto - Coimbra - Os Três Pastorinhos também bebiam o seu copito
Entendamo-nos: se a música deles fosse meramente um produto standard-americano, tipo rock FM ou Radio Friendly, eu passava em frente. Há milhares de grupos em todo o mundo que fazem música-pastilha-elástica com a chancela Made in USA ou simplesmente Inspired by USA. Basta ligar a rádio, aqui ou na China, e lá está a música americana. Até fede. É o McMundo em todo o seu esplendor.
Os Blood Hound Gang fazem música americana? Sim, sem dúvida. Já ouvi até quem os acusasse de serem excessivamente americanos. E são. Mas é justamente por esse excesso de América que os acho interessantes. A música deles é tão, mas tão americana que acaba por se tornar étnica. É tão étnica como a música da Cesária Évora, do Nusrath Fateh Ali Khan ou do Ravi Shankar do velhos tempos.
Nem tudo na América é standardização. É certo que identificamos frequentemente identifica-se a cultura americana com os seus denominadores globais. Há quem fale mesmo na Globalização como a imposição de um localismo à escala mundial, referindo-se à exportação maciça dos modelos americanos. Há até quem fale no Império Americano. Mas, por outro lado, também há um lado genuíno na cultura americana que inclui a Pop Art, o Grunge, o Ry Cooder, o Sam Shepard, o Johny Cash, o Hip Hop ou o Howard Kanowitz ou os motéis de beira de estrada…
Os Blood Hound Gang apanham como antenas tudo o que faz parte da afirmação americana das últimas décadas: o punk, a electrónica, o heavy metal, o hip hop, tá lá tudo. Junte-se a isto a imagem tipicamente americana de hooligans apalhaçados e as letras maradas e aí os temos. Jimmy Pop, o vocalista, é, hoje, um verdadeiro ícone dos Estados Unidos.
Curiosamente, a primeira vez que ouvi uma música deles foi num documentário, salvo erro do Michael Moore (outro americano!). A música, que é hoje o maior clássico do repertório da banda, chamava-se: Fire Water Burn A letra, forte, muito forte, para mais naquele contexto de guerra, reza assim:
The roof, the roof, the roof is on fire
The roof, the roof, the roof is on fire
The roof, the roof, the roof is on fire
We don,t need no water let the motherfucker burn,
Burn motherfucker burn!

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O problema é essa avantesma, esse falso jovem, essa instituição, essa estátua viva: o Professor de Educação Física!
Clint Eastwood, com uma simplicidade de processos absolutamente ímpar que assenta numa total ausência de enfeites técnicos, em diálogos inteligentes e silêncios reveladores, e na natural maturação de cada personagem, mantém-se fiel à história que quer contar. No trajecto não lhe escapa um duelo final, momento culminante do género do qual citarei três modelos clássicos dos quais foge deliberadamente - o ritual suspenso em intermináveis segundos no confronto um para um de Aconteceu no Oeste (Leone, 1969) – o auge da tensão entre a harmónica de Charles Bronson contra o grande plano do azul gélido no olhar de Henry Fonda; a sexualidade de Duelo ao Sol (King Vidor, 1964) com Gregory Peck e Jennifer Jones (Pearl Chaves foi o animal fêmea mais fatalmente lascivo e sexual de todas as história de cow-boys!) - encobertos pelos rochedos a céu aberto, proferindo promessas de amor e, ao mesmo tempo, descarregando chumbo na carne que os devorou, os amantes acabam nos braços da morte um do outro; a tensão e pólvora no duelo de Gunfight at Ok Corral (John Sturges, 1957) - os irmãos Earp e o tuberculoso Doc Hollyday ao nível câmara enterrada no pó contra os Clanton em alinhamento de fogo.
Há palavras que nos marcam para sempre. Palavras que, graças a Deus, dissemos e que mudaram completamente a nossa vida. Palavras que, uma vez ditas, fizeram de nós pessoas muito diferentes das pessoas que seríamos se nunca as tivéssemos dito. Bem ditas!
« Sinceramente não me diz nada a Scarlett. Não mexe comigo. Muito pueril, jovem, imaculada e sem sal.
Mas eu, a esse nível de actrizes, também não sou grande referência pós-moderna porque quem me dá tesão mesmo são gajas bólides como a Rita Hayworth, corpos-demoníacos como a Lana Turner, mamas-brochistas como a Kim Novack, sardas-lolitas como a Brigitte Bardot, cus-alçapões como a Kim Novack, miolos-geniais como a Marilyn. Mulheres destas, sim.»
1."A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, despreza a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são uns verdadeiros tiranos. Não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus."
E é pelo medo que a personagem de Munny adquire uma extraordinária complexidade e contradição – o mais temido dos assassinos tem pesadelos e sente medo dos fantasmas de todos os homens, mulheres, e crianças que matou, medo do Anjo da Morte com olhos de serpente, medo de morrer e, sobretudo, medo que os seus filhos fiquem algum dia a saber quem ele foi e o que fez no passado, por isso, no delírio da febre e do corpo amassado pela porrada, faz apenas um pedido: Oh Ned, I'm scared, I'm dying. Don't tell nobody, don't tell my kids, none of the things I done, hear me? Na sequência final do filme, o álcool do qual tinha sido curado pela mulher falecida, reencontra a sua verdadeira natureza e a transformação de Munny é completa; não foram uns tragos para ganhar coragem, pois se começamos por ver nele, aparentemente, um tipo misterioso e fechado em crise de identidade, na continuidade da acção, sente-se que na realidade não tem nada a esconder desde que seja ele próprio, um assassino frio e implacável que não vacila no momento de matar - metafórica ironia por oposição que evoca o personagem Dude “Borachon” de Dean Martin em Rio Bravo (Hawks, 1959), caído em desgraça pelo álcool, transformou-se num cobarde sem dignidade e será pela cura ressacada que irá conseguir de novo encarar os inimigos olhos nos olhos. Também lá estão o jovem pistoleiro sequioso de fama, o aleijado voluntarioso, a fêmea fatal e o Duke com a estrela ao peito a limpar a cidade dos vilões por uma justa causa. Imperdoável não se sustenta de causas e a justiça nunca foi para ali chamada.
Dizem que amor e ódio são opostos, que se atraem.
Até trememos… Ninguém treme com um amo-te, não nos dias de hoje. O ódio dispensa preliminares. É sagaz e objectivo. Não precisa de ser correspondido. Não precisa de empatia para se evidenciar. Acredito que só vivendo um grande ódio, viveremos um grande amor. A intensidade com que odiamos, define o quanto seremos capazes de amar.
Para quem julgava que o governo neo-fascista de Portugal já tinha atingido um absoluto grau zero completamente inultrapassável, desengane-se. O recente caso do professor Charrua ultrapassa largamente tudo o que seria imaginável. Conhece-se o enredo: Charrua é um professor de Inglês destacado há 18 anos na DREN (Direcção Regional da Educação do Norte). Terá feito um «comentário jocoso» sobre a licenciatura do sr. Pinto de Sousa nas instalações do seu local de trabalho. Entretanto um bufo, denuncia-o à directora da referida DREN. E que faz a senhora? Manda chamar o bufo e explica-lhe que o seu comportamento é inadmissível numa sociedade democrática? Propõe-lhe a frequência de uma acção de formação sobre ética, direitos constitucionais, tolerância ou liberdade de expressão? Népias! Concerteza, agradece ao bufo pelo serviço prestado à nação, abre um processo disciplinar ao professor Charrua e, sem sequer concluir o dito, imediatamente, sem o ouvir, suspende o destacamento ao prof e manda-o regressar à escola de origem.
Ei-los de novo, potentes, explosivos e exóticos: os Jacarandás. Neste ano, o Jacarandá da esquina nascente da Escola Superior de Educação, na Solum, atrasou-se e o primeiro a despontar a floração foi o Jacarandá da Académica. Brioooosaaa!.
Quer o da Escola, quer o da frente do Pavilhão da Académica já estão em plena floração. Como sempre, a dúzia de venerandos Jacarandás da Rua Leonardo de Almeida Azevedo ainda estão a deixar cair a folhagem. Há que aguardar mais uns dias para o desabrochanço destes. Não percam depois o Jacarandá do Trianon, hoje a mais bela copa da cidade. E lamentemos de novo que com a construção do Fórum não tenham sabido salvar o maior e mais bonito Jacarandá de Coimbra, que era o da Mondorel no sitio onde hoje é a estrada de acesso ao centro comercial.
Enquanto se espera pelo “azul estonteante” da republicana subida, aqui ficam os Jacarandás pela voz de quem sabe: Pablo Neruda no seu Canto Geral abre o poema Vegetação com “O Jacarandá soltava espuma, feita de resplendores transmarinos, (…)”, e Manuel Vazquez Montalban no As Termas mostra-nos um Pepe Carvalho rendido: “Um microclima, diz repetidamente para si Carvalho, quando quer explicar o milagre dos Jacarandás,(…). Rafael Alberti no poema Vaivém, fala da “neve azul do Jacarandá”
Coimbra está cheia deles. Abram esses olhos com olhos de ver e levantem a cabeçorra, que há desabrochanços mais bonitos nas copas do que nos passeios!
Há uns dias escrevia o Mangas de Revenga e sus muchachos, despertando alguns doces arrepios. O post foi leve e esquecido com o Barão mas sabemos que foi de boa vontade. E o Barão bem se lembra, que o espectáculo, não ficou só nesses simples estertores. E não digo mais, por que em Revenga rolou muita coisa e se continuarmos a discussão ainda perco o pio. Agora, vamos ao o que interessa. Miguel Delibes poeta de prosa quotidiana, escreve e muito de Tierra de Campos. Para o Télurico ler de Tierra de Campos, é sonhar com Revenga, com aromas e memórias de um tempo de rebeldia imberbe e de descobertas. È por estas coisas que a leitura dos relatos de Delibes, lhe são tão entranháveis. Nos relatos de Delibes, há uma personagem que é quase uma constante da sua obra. O caçador é uma das figuras mais carismáticas, eloquentes e românticas da paisagem castelhana.
Delibes descreve fielmente, essa antagónica dualidade do caçador, de carácter tão hermético como efervescente, um carácter crescido nas mãos dum território severo e extenuante como é Tierra de Campos.
Miguel Delibes, enorme escritor, também foi caçador e sem duvida o escritor que mais nos aproxima a essência do caçador de Tierra de Campos, uma forma própria de viver e amar o campo.
Em 2005, última publicação de este relato – Diário de un Cazador – com mais de 50 anos de história, Miguel Delibes nos deleita com um texto alegórico a este espírito télurico e cinegético:
A Vergés, que era un hombre de negocios muy literario, fue ésta la novela que más le gustó de las publicadas por mí hasta la fecha: «!qué buen Nadal (Premio Nadal) hubiera hecho este libro!», solía decirme. Y es el caso que, pese a anticipar en el titulo de que iba el asunto, El Cazador gustó y tuvo un movimiento extraordinario que no ha cesado cincuenta años después, edición tras edición.
También hubo movimiento humano. La inolvidable cuadrilla del 55, a la que dedico este libro, se acabó, como suelen terminar los negocios de los hombres, por defunción. Mi padre dejó de «subir gallardamente sus ochenta años ladera arriba» y falleció unos meses después de nacer Lorenzo. También Vicente Presa, mi querido compañero en el crucero Canarias, dejó de existir años más tarde, mientras mi hermano José Ramón, que «solía llevar de postre un tocinillo de cielo» fue más longevo: nos dijo adiós el año pasado, en primavera.
Contra el tiempo nada pueden los hombres, aunque si algunos libros. Y confío que este, cuyo nacimiento comento ahora, sea uno de ellos.
Quando eu era pequenino, quase tão pequenino quanto as carraças que já então, penduradas de meus lóbulos, me faziam parecer com o Johnny Depp em pirata, as vizinhas chamavam-me muito assim
– anda cá meu menino
Ou então é por causa das dívidas.
De qualquer maneira, deixei crescer o pêlo e nunca mais mapareci ao Johnny Depp.
Seu voltar a ter um cão chamo-lhe isso, Depp.
Os animais são nossos amigos. Os porcos são muito mas os cães são bastante. Os animais servem para muitas coisas e alguns são muitos engraçados. Mas há animais que não têm graça nenhuma. Como as aranhas e as cobras. As tartarugas são muito giras porque andam muito devagarinho e parece que estão sempre a rir. Eu gosto muito de tartarugas. Mas gosto mais de cães. Há cães que são mais giros do que outros. Há cães grandes, há cães peludos, há cães carecas, há cães pequenos e há cães muito pequenos, há cães assim e há cães assado. E há cães mais ou menos e cães assim, assim. Os cães são animais muito inteligentes e fazem muitas habilidades. Na selva não há cães. Os cães vivem nas cidades e nas casotas deles, comem ração e às vezes carne crua. Há cães que roem ossos e há cães que roem tudo. Há cães que não roem nada porque já estão velhinhos e não têm dentes coitadinhos. Os cães cheiram tudo e fazem xixi nos postes. Os cães encontram pessoas enterradas na neve e dão-lhes aguardente. E agora uma poesia: