Agora que o Porco está numa onda de protesto contra a discriminação - vide post sobre a discriminação dos homossexuais - lembrei-me, este fim de semana, de outra forma de discriminação que merece o meu mais veemente protesto. Acho até que o governo dos xuxas, sempre tão preocupado em criar «agendas» que são autênticas cortinas de fumo, devia legislar. Com ou sem referendo.Refiro-me à vergonhosa discriminação a que vamos assistindo, domingo após domingo, das meninas que entram em campo nos jogos da Liga Sagres (vulgo campeonato da bola) com os árbitros e com as equipas. Não sei se já repararam mas quando os capitães das duas equipas se cumprimentam entre si e aos árbitros, ignoram ostensivamente as meninas. Ora isto é de uma rudeza inqualificável. Que é feito daquele velho princípio que mandava dar prioridade às senhoras, até em caso de naufrágio?
Anteontem no jogo em que o Glorioso espetou com um banho de bola no fóculporto chegou-se ao ponto dos jogadores se cumprimentarem todos entre si e aos árbitros, ignorando,soezmente, as meninas que lá estavam a sorrir como se fossem bibelots. Tá mal! Inda por cima estava frio e chuva e elas estavam mal vestidas, com roupa primaveril. No tempo em que havia cavalheiros isto nunca aconteceria. Seria uma grosseria inqualificável que 25 homens se cumprimentassem entre si, ignorando ostensivamente as duas senhoras. Agora é o que se vê e isto repete-se desde o início do campeonato para espanto meu e parece que de mais ninguém.
Que fazem as organizações de direitos humanos? Estão caladas? Por onde anda a paula bobone? O ministério da educação? As feministas? E o governo xuxa que se mostrou tão preocupado com os homens sexuais, agora não legisla? Isto não é discriminatório? Um cumprimento, um simples aperto de mão, dois beijinhos, um simples olá que fosse...
Sobre o jogo em si é verdade que foi uma grande vitória do Glorioso, que o David Luís e o Luisão mostraram classe mundial, que o Ramires mostrou a fibra de um atleta queniano, que o Urreta deu cabo de um artista tripeiro que se estava a armar em internacional A a mudar a fralda ao passarinho, que o Saviola é demais para os rins duros do brutamontes alves, tudo isso é verdade, mas este escândalo da falta de cortesia nacional não pode ser branqueado com coisas corriqueiras como uma vitória do Glorioso sobe o fóculporto.
Sobre o jogo em si é verdade que foi uma grande vitória do Glorioso, que o David Luís e o Luisão mostraram classe mundial, que o Ramires mostrou a fibra de um atleta queniano, que o Urreta deu cabo de um artista tripeiro que se estava a armar em internacional A a mudar a fralda ao passarinho, que o Saviola é demais para os rins duros do brutamontes alves, tudo isso é verdade, mas este escândalo da falta de cortesia nacional não pode ser branqueado com coisas corriqueiras como uma vitória do Glorioso sobe o fóculporto.











Há merdas que se pespegam à biografia dos nossos gostos como o saburro e o cieiro ao entrecosto. A menos que peças a alguém que te esfregue a lombeira, eles ficam lá. Se a removes a esfreganço, fica a marca do esfreganço. O pudor é ocioso e pelintra: não vale a pena ocultar no sótão os cómodos que já foram da sala de estar, nem esconder o retrato com as pantalonas à boca-de-sino; haverá sempre um filho da puta que irá descobrir que tivemos uma cristaleira rococó e um cabresto fução que irá aparecer co retrato das pantalonas – “Olhem prás calças deste choninhas caralhinho!”
Está dito. Gosto do José Cid porque tive pantalonas e lá em casa havia uma cristaleira rococó.
2º Decades, Joy Division.
O MEC, em Portugal, e os cardeais da Congregação Para a Causa dos Santos Musicais já canonizaram o pontuar da percussão e a sua arritmia orgânica, as melodias insignificantes, a melancolia e tristeza irredentas do Ian Curtis. Os Joy Divison mandaram às urtigas o inssurreiccionismo dionisíaco-juvenil-hormonal de meia história da música popular do século XX(um quarto de história, vá lá!) e disseram, sem verdade, que na música e em lado algum há redenção. À semelhança da ideia de Deus na Idade Média, a banda não teria tido tanto sucesso se na altura houvesse Prozac.Na altura,um gajo sofria comó camandro.