21/12/09

Cumprimentem as meninas da Liga Sagres, porra!, por P. Bobone

Agora que o Porco está numa onda de protesto contra a discriminação - vide post sobre a discriminação dos homossexuais - lembrei-me, este fim de semana, de outra forma de discriminação que merece o meu mais veemente protesto. Acho até que o governo dos xuxas, sempre tão preocupado em criar «agendas» que são autênticas cortinas de fumo, devia legislar. Com ou sem referendo.

Refiro-me à vergonhosa discriminação a que vamos assistindo, domingo após domingo, das meninas que entram em campo nos jogos da Liga Sagres (vulgo campeonato da bola) com os árbitros e com as equipas. Não sei se já repararam mas quando os capitães das duas equipas se cumprimentam entre si e aos árbitros, ignoram ostensivamente as meninas. Ora isto é de uma rudeza inqualificável. Que é feito daquele velho princípio que mandava dar prioridade às senhoras, até em caso de naufrágio?


Anteontem no jogo em que o Glorioso espetou com um banho de bola no fóculporto chegou-se ao ponto dos jogadores se cumprimentarem todos entre si e aos árbitros, ignorando,soezmente, as meninas que lá estavam a sorrir como se fossem bibelots. Tá mal! Inda por cima estava frio e chuva e elas estavam mal vestidas, com roupa primaveril. No tempo em que havia cavalheiros isto nunca aconteceria. Seria uma grosseria inqualificável que 25 homens se cumprimentassem entre si, ignorando ostensivamente as duas senhoras. Agora é o que se vê e isto repete-se desde o início do campeonato para espanto meu e parece que de mais ninguém.


Que fazem as organizações de direitos humanos? Estão caladas? Por onde anda a paula bobone? O ministério da educação? As feministas? E o governo xuxa que se mostrou tão preocupado com os homens sexuais, agora não legisla? Isto não é discriminatório? Um cumprimento, um simples aperto de mão, dois beijinhos, um simples olá que fosse...

Sobre o jogo em si é verdade que foi uma grande vitória do Glorioso, que o David Luís e o Luisão mostraram classe mundial, que o Ramires mostrou a fibra de um atleta queniano, que o Urreta deu cabo de um artista tripeiro que se estava a armar em internacional A a mudar a fralda ao passarinho, que o Saviola é demais para os rins duros do brutamontes alves, tudo isso é verdade, mas este escândalo da falta de cortesia nacional não pode ser branqueado com coisas corriqueiras como uma vitória do Glorioso sobe o fóculporto.

BENFICA-FC PORTO: Porque Perdeu O Fcpê? por DervicheRodopiante



O Fcpê perdeu ontem com a mouraria por uma bola a zero. Mal. Este era um daqueles jogos em que nunca se veria o dragão perder. Mesmo dando de barato a arbitragem vermelha de um Lucílio baptizado em mergulho sadino, certo é que há algo no fcpê que se perdeu. E eu como portista reconheço-o com mágoa. Acho que não voltaremos ao fcpê de antigamente.

No fcpê de antigamente havia malta de boa cepa, malta da escola do Guarda Abel, da Pasteleira, do Barredo e da Ribeira, malta do Paganini e do Eduardinho. Agora não! Agora é malta do rio da prata, malta do mate e do zebú, malta cristã, do chôpi e de cepa caridosa. Enfim, Latinos-Americanos!

O golo que ditou a sorte do jogo de ontem nunca aconteceria com a maltosa do antigamente. No meio de uma confusão o Maxi Pereira é sarrafado e cai em cima da linha de golo. A bola vai para outras paragens e o jogo também, mas o pobre de deus ali fica estendido à entrada da baliza e de mão esticada pró céu à espera da ajuda que não vem, qual naufrago da jangada de Gericault. A inocência em pessoa na figura de um brasuca armado em guarda-redes - qual bom samaritano -, vira momentaneamente as costas ao jogo e vem dar a mão ao sofrido Pereira, que a agarra agradecido. Tragédia. Nesse preciso momento está a bola a pingar a 2 metros da pequena área para um Lampião pouco temente a deus, que a ferra no fundo da baliza. O guarda-redes do fcpê de seu nome Helton Ajuda-O-Próximo ainda foi a correr, mas o prejuízo já estava feito. De Bom Samaritano a Madalena Arrependida em três segundos.

No fcpê do antigamente, um bom guarda-redes dragónico ao ver a besta vermelha estendida no chão, punha-se à frente dela, controlava o jogo, disfarçava e com os pitons de alumínio mandava umas boas patadas no mouro, que o gajo levantava-se logo que era uma maravilha.

A mesma coisa para o penalty que não foi marcado. Outro cristão, outra inocência, que agora responde ao nome de Cristián Rodríguez. A alminha santa, salta, vê a cabeçorra de um lampião a fazer-se à bola e vai de esticar a mãozorra e tirar a bola. Felizmente que o Ferrari de Setúbal optou por compensar o penalty roubado na primeira parte, senão era dupla tragédia.

Com um Paulinho Santos isto nunca se passava. O lampiónico em salto agigantado levada uma cotoveladazinha discreta na cabeçorra, que o árbitro não veria tapado pelas orelhas do mouro, e a bola seguia o seu caminho para morrer em mãos tripeiras. Parece simples mas não é!.

A escola, a boa escola, do Guarda Abel, de um Cotovelinhos, de um Jorge Costa – que não só dava, como fazia uma carinha de tragédia familiar que qualquer árbitro respeitava -, essa escola perdeu-se. Perdeu-se com esta maltosa cristã, sul-americana e desconhecedora da mística da reconquista à mouraria. Não sabem que para baixo do Mondego é só à espadeirada de alumínio. Falta-lhes um grande estágio tripeiro ali pela Sé, pelo Aleixo e por Campanhã, carago!

PS: Declaração de interessses: o postador é morador na margem norte do Mondego.
PSS: Com o Cotovelinhos a coisa era tão bem feita, que nem foto no Google há. Teve que ser esta.

19/12/09

Donde Nascem os Homossexuais?, por Cegonha

A aprovação da lei xuxa do «casamento entre pessoas do mesmo sexo» é mais uma hipocrisia política destinada a servir de cortina de fumo para tapar os problemas mais graves do país. Os xuxas quiseram dar uma de charme esquerdista, mas o resultado é uma lei hipócrita, incoerente e cobarde.

Por um lado legaliza-se o casamento entre «pessoas do mesmo sexo»; mas por outro proíbe-se a adopção pelos casais «do mesmo sexo». Em que ficamos? Afinal legaliza-se o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não se lhes reconhecendo a plenitude dos seus direitos...

Na prática isto não é um casamento, é outra coisa qualquer. E, na lógica dos próprios xuxas, os casais do mesmo sexo são impedidos, em função de um critério de orientação sexual, de exercerem um direito fundamental que é reconhecido aos outros casais . Isto é discriminatório e insustentável!

Sejam coerentes e responsáveis: ou bem que há casamento e os direitos são iguais para todos ou bem que não há! Este híbrido oportunista, hipócrita e cobardolas do ps é que não se admite... Se bem que seja a sua imagem de marca.

Não é a orientação sexual que deve ser tomada como critério para determinar o direito de adopção. Até porque, como sabemos, os casais hetero provam bastantes vezes que não são grandes modelos educativos. Basta vermos que não há nenhum homossexual, que se saiba, que não tenha nascido de heterossexuais :) :)...

Post scriptum - Também achei piada à designação «casamento entre pessoas do mesmo sexo». Note-se que na ânsia politicamente correcta de evitar o termo homossexual, os xuxas acabam por parir mais um híbrido conceptual e jurídico. Significa isto que uma pessoa pode, a partir de agora, casar-se com outra do mesmo sexo, mesmo que não sejam homossexuais, o que poderá dar jeito, por exemplo por questões fiscais conjunturais. A seguir divorciam-se e pronto (graças aos xuxas também isso é agora mais fácil)!

16/12/09

A Tartaruga Supersónica, por J. Coelho

Hoje foi um dia especial! Porque foi a primeira vez, desde a última legislatura do ingenheiro, que um xuxialista, no caso o lopes da mota, se demitiu depois de um escândalo evidente. O ingenheiro não o fez depois do caso da licenciatura, nem das casinhas, nem da casa de luxo a metade do preço, nem da cova da beira, nem do fripó, nem da face oculta (uff, não há fôlego para tanta «campanha negra»); o armando não o fez depois do salto à vara (limitou-se a pedir uma «supensão» ou coisa parecida, mantendo os seus generosos vencimentos; o penedos não o fez, etc, etc, etc... Prontos, para abreviar, os xuxas inauguraram um desgraçado hábito político e ético que consiste em não assumirem as suas responsabilidades, mesmo quando as evidências são tão fortes que até fedem... Ora o lopes da mota, depois de muitos e muitos meses de vagarosa reflexão, conseguiu, enfim, chegar à conclusão óbvia: a de que não tinha o mínimo de condições para ocupar o cargo que ocupava, depois do que fez!

É claro que, para chegar a esta brilhante conclusão, precisou da ajuda inestimável da condenação que considerou provado que ele fez pressões intencionalmente sobre os magistrados do MP que investigam o caso fripó. Mas mesmo assim é de enaltecer a sua atitude. É que, comparado com a agilidade dos seus colegas xuxas, a sua velocidade - de tartaruga - é verdadeiramente supersónica.

No entanto, ainda me sobram algumas singelas questões acerca deste caso, como, por exemplo:
1. A moldura penal. 30 dias de suspensão por uma pressão num caso com esta relevância, importância social, ética e económica, parece-me uma paródia. Isto mais parece o conselho disciplinar de turma D que pune o menino zequinha com uns dias de suspensão. Se está provado que o homem fez o que fez, a punição não deveria ser muito, mas muuuito, maior?

2. Como é que um indivíduo que se presta a um papel tão infame como este foi indigitado por um partido político - o dos xuxas - para um cargo tão importante? Engaram-se? Querem ver que os nosso altos magistrados são nomeados pelo governo não pela sua competência mas por outros critérios mais sombrios? Não quero acreditar...

3. Afinal quem é que mandou o mota fazer tais pressões? Foi iniciativa pessoal dele? Ou cumpriu ordens de alguém? Se foi mandado quem éque, afinal, o mandou? E com que objectivo?

4. Se foi iniciativa pessoal dele, como é que se compreende que os xuxas, o governo e o ingenheiro nunca tenham vindo pedir-lhe satisfações, antes pelo contrário, ainda o defendam e enalteçam?

5. Apesar da punição, como é que, cito, «O Governo Português manifesta o seu reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao país no desempenho do cargo que agora cessa»? Então o homem faz uma coisa dessas e ainda é gabado? Note-se que esta é a postura xuxa padrão relativamente a outros casos, como o Face Oculta: nem uma palavra de condenação sobre eventuais actos de corrupção, antes a defesa dos arguidos, pretensamente inocentes e vitímas de sinuosas cabalas. Críticas, só aos magistrados...

6. E, finalmente, o que é que vai ser de Lopes da Mota, tadinho? Vai voltar para a santa terrinha e abrir uma mercearia de bairro? Ou vai ser recompensado com um alto cargo, como se nada disto se tivesse passado? Espero para ver e aceitam-se apostas...

14/12/09

Lá Como Cá, por Oráculo

A Itália não é Portugal. A Itália é violenta e crua e quando as coisas azedam, quando a indignidade e a baixeza de um político descem ao nível do lamaçal, os italianos agem. Por isso o sr Berlusconi levou com uma barra de ferro na cara.

Uma pessoa não pode deixar de comparar: o grupo xuxa do ingenheiro socas tem alguns personagens que desafiam soco, ele incluído. Quanto mais não seja porque estes, estando mais perto de nós que o Berlusconi, cheiram-nos pior. Mas Portugal não é a Itália e aqui não nos passa pela cabeça que algum indivíduo indignado até aos limites do suportável, pegue numa barra de ferro e avie com ela no corta-palha do ingenheiro. O que fizeram a berlusconi está mal - é evidente que está mal e, se não chegassem argumentos para nos convencerem, bastaria a força das imagens. Aquilo não se faz a ninguém, nem mesmo ao ingenheiro nem ao berlusconi. Ponto final.

Mas este episódio devia dar que pensar ao socas e aos xuxas que nos governam... Em muitos aspectos a governação xuxa e o seu envolvimento nos casos que se sabem, a sua impunidade, a sua indiferença e arrogância, fazem lembrar Berlusconi. E não seria bonito se Portugal se transformasse, por essa via, como a Itália, num país de barras de ferro. Oxalá que não, mas já vi esse cenário mais distante...

11/12/09

Diospiros, por Frutini

Esta foto foi tirada pelo Duarte, algures, lá na sua quinta. Está fantástica! Porque sendo uma simples foto e não o próprio diospiro, está mais próxima de um diospiro real do que os diospiros que eu comprei esta semana no Belmiro. Tenho-os na cozinha a apodrecer, mas nem isso, eles estão na mesma, não sei que raio de químicos é que lhes metem... Sempre conheci o diospiro como um fruto muito adstringente que tinha aquela coisa de nos fazer boca de cortiça. E os diospiros que sempre comi, até esta semana, de preferência muito maduros, para atenuar um pouco a tal adstringência, abriam-se e eram muito sumarentos, impossíveis de serem comidos de faca e garfo. Isto era o que eu pensava que era um diospiro.

Até que, esta semana, comprei meia dúzia de frutos vagamente parecidos com diospiros no Belmiro. Estes são compactos e coesos como maçãs, descascam-se de faca e garfa e permanecem íntegros; não são sumarentos nem coisa que os valha e, pior que tudo, retiraram-lhes o tal sabor adstringente. Parece que aquela característica essencial que nos faz reconhecer o diospiro é vista, hoje em dia, como um defeito. Não é nada! É até muito estranho comer um diospiro e não ficar com boca encortiçada, mas é o que acontece com esta porcaria vermelha que tenho cá em casa e que teima em não apodrecer. Resta dizer que os diospiros do Belmiro (importados de Espanha, claro) não sabem a nada. Melhor: sabem a tudo, sabem às bananas do Belmiro, às maçãs do Belmiro, às nêsperas do Belmiro que aquilo tudo tem formas diferentes mas sabor igualzinho, vagamente parecido com a borracha.

Vi esta foto de um diospiro e tive saudades dos meus diospiros a sério que, pelos vistos, não obedecem aos padrões da UE. Esta foto é a coisa mais parecida com um diospiro que eu vi nos últimos tempos. Se, entretanto não os tiveres comido todos, trazes-me umzinho, destes a sério, quando cá vieres, Duarte?

10/12/09

Tirem-me deste filme!, por Carlos Miguel


O post que se segue é um verdadeiro documento sociológico. O seu autor, um nosso mui jovem amigo, o Carlos Miguel, chamemos-lhe assim, dá-nos conta do estado em que caiu/ascendeu (depende do ponto de vista) o Curso de História. O Curso de História está diferente, é o que se percebe daqui... Mas que fale o Carlos Miguel, jovem, adepto do Glorioso, sangue na guelra, que não entrou à primeira no Curso que pretendia e que, por isso, foi fazer uns meses, à experiência, ao Curso de História...

Uma vez que já não escrevo no blog há algum tempo, tenho uma enorme vontade de partilhar convosco um episódio muito peculiar que marcou de forma profunda a minha chegada ao ensino superior. Como devem prever, um finalista de secundário nada mais anseia do que o ingresso no ensino superior. Isto porque a universidade é um local que nos pode proporcionar alguns dos melhores momentos da nossa vida. Porém, não podemos generalizar esta ideia a todos os cursos universitários.
Como só concorri na segunda fase de ingresso ao ensino superior, vi a minha escolha relativamente aos cursos reduzida de forma significativa. Assim, a minha ideia era entrar no primeiro curso que me aparecesse na ficha de candidatura, para no ano seguinte tentar mudar para o que realmente queria. O curso de História acabou por ser a minha primeira opção por dois motivos: primeiro, a média da primeira fase era pouco superior a 9,5 o que me dava entrada garantida. Depois, como a média de curso era tão baixa, julguei que as pessoas que o frequentavam era pessoal que estava ali porque não tinha condições para estar em mais lado nenhum, ou seja, queriam era ir para a universidade.

"Estudar e tirar um curso? Oh, isso depois vê-se!"

E assim foi. Concorri e entrei em História na Faculade de Letras da Universidade de Coimbra.
Mas eis que chegou o meu primeiro dia de aulas e deparo-me com uma realidade completamente diferente do que esperava.
Para já, 55% da turma que era suposto frequentar até ao final do ano lectivo tinha mais ou menos a idade dos meus avós, ao ponto de eu ter ajudar algumas senhoras a sentarem-se no anfiteatro para assistirem às aulas.

Depois, 40% da turma é de um estilo de pessoas que eu esperava em todo lado menos ali. Pessoas essas que me viam dia após dia a frequentar as mesmas aulas que elas e nem um simpático "olá" foram capazes de me dirigir, excepção feita a uma colega de turma que me olhou de uma forma intimidatória e disse: "és parecido com o meu neto!". Foi o maior sentimento de frustração de que tenho memória.
Nas aulas não se ouvia nada a não ser a voz do Professor(a), tal era o empenho e dedicação com que aquela gente ali estava. Não estavam ainda decorridos 10 minutos da minha primeira aula da sempre interessante cadeira de História da Grécia Antiga e eu já estava a rebentar de vontade de ir congelar a matrícula.

Os outros 5% é aquele pessoal acessível e simpático que nunca apareceu em nenhuma aula.
O limite da minha paciência foi ultrapassado num dia em que, no decorrer de uma aula, tentei simpaticamente dar inicio a uma relação de amizade com o meu parceiro do lado, uma vez que não conhecia ali ninguém. Virei-me para ele e disse:
"Opá esta aula é um bocado seca, acho que o professor podia motivar um bocado mais os alunos..."
A resposta dele foi esclarecedora:
"Está calado e vira-te para a frente!"
Eu ouvi, engoli o que ele me tinha dito, peguei no meu insignificante caderno que estava ao lado de uma montanha de livros do meu colega do lado e fui a correr para a Secretaria.
Congelei a minha matrícula e, ao mesmo tempo, o meu sonho de estar presente em Mega-Convívios com milhares de estudantes normais.
Graças à terceira fase de concurso nacional ao Ensino Superior, consegui mudar para um curso que desejava e posso olhar para a História como um pesadelo ultrapassado.
Por isso, a menos que desejem ter uma semana com um horário com:

Segunda-Feira: Origens do Homem e das Sociedades seguido de História da Grécia Antiga acabando com a sempre agradável Metodologia Histórica.

Terça Feira: Das 8 da manhã às 19 com uma hora de almoço com os nossos (simpáticos) colegas - Origem das Sociedades Complexas, História de Roma Antiga, (hora de almoço), Problemática do Saber Histórico, Paleografia e Diplomática acabando o nosso dia com a estimulante cadeira de... Teoria da História!

Quarta-Feira: dia levezinho (tarde livre) - História da Expansão Portuguesa e História da Idade Média.

Quinta-Feira: Pré-História Geral, História da Família e História do Turismo. - diga-se que neste dia poderíamos dispor de 2 horas de almoço a fazer tricô com as nossas jovens colegas e a jogar dominó com os miúdos!

Sexta-Feira: História da Época Contemporânea e História Contemporânea de Portugal.

Dizia eu, se não querem tudo isto... não vão para História!


PS: Não fui a nenhum jantar de curso, mas consigo facilmente imaginar o meu colega mais jovem com incontinência e a pedir ajuda ao filho (que também certamente já estaria quase sem forças para aguentar a placa dos dentes) para este o ajudar a trocar as faldas do bisneto que tinha ido divertir-se com o vôvô!

09/12/09

Este Post é Dedicado ao Grunfo, por Eva Porosa

O Paulo Bento era forever, dizia o Cabeça de Cotonete, mas já foi de vela. Forever, forever só o Tapornumporco. O Tapor foi uma boa ideia que nasceu há 5 anos ou há 4 anos, não sei bem. Passou por várias fases, boas e más e, ia a dizer, sobrevive, mas não, o Tapor continua vivo e bem vivo! Viverá enquanto um só dos que o ajudaram a fazer quiser que ele viva. E eu continuo a querer. Já fomos muitos agora quase só resto eu. Mas não me sinto só. Por duas razões: porque o arquivo do Tapor, com todos os posts dos que o foram fazendo é tão vasto, tão vasto que dá para mais quatro anos só de reprises; e porque, contra o que se possa a julgar à primeira (apressada) impressão, o Tapor raramente teve tanta frequência como agora. É verdade!

Lembro-me que houve um mês em que fomos recomendados pelo expresso e, nesse mês, as visitas dispararam. Mas voltámos rapidamente ao normal e o normal foi, durante anos, uma média de 100, 150 entradas diárias. Pois bem é darem uma olhadelazita ali ao lado ao contador: Já viram? Hoje, escrevo estas linhas às 19 e 28, tenho ali um contador a marcar 407 visitas! Mas a nossa média diária é de cerca de 200 visitas diárias, subimos e bem, relativamente aos antigos tempos áureos das 100, 150 visitas!

Além disso, se verificarmos o contador mensal da sitemeter vemos que no último mês de Novembro batemos o recorde de visitas de 2009. Tivemos cerca de 500 visitas a mais relativamente a Outubro, o mês anterior! Também se pode constatar que a audiência do Tapor é fiel, mantém-se e com tendência a crescer, não muito, mas com regularidade.

Dir-me-ão que se trata de clientes que aqui caem por acaso em busca de outras coisas... Mas dantes não era assim? O que é verdade, verdadinha é que o Tapor tem uma audiência certa, com tendência a crescer e que, em termos absolutos, tem agora um dos maiores picos de audiência da sua já longa história, só superado pelo tal mês de publicidade no Expresso.

Concordo, contudo, com uma coisa: há menos interactividade hoje em dia. A caixa de comments do Tapor já foi o melhor do blog e hoje tem muito menos comentadores. Mas são as mutações naturais de um blog. O pessoal não se quer expor tanto, tá farto, já não tem paciência, já não comenta tanto, é como preferirem... Seja! Mas o certo é que continua a frequentar este antro. O certo é que, comentem ou não, continuam a passar por aqui. Então, ó Grunfo, até amanhã à mesma hora...

06/12/09

Cossery: o Poder da Ironia, Por Bartleby

Acabei de ler, do escritor egípcio Albert Cossery, A Violência e o Escárnio. A escrita de Cossery é seca. Não tem aquele poder poético que é fundamental para que o leitor retire prazer da leitura. Muitos escritores vivem disso, neste livro, pelo contrário, o que se verifica é um claro predomínio da denotação. O Japonês Murakami, por exemplo, é o contrário da escrita de Cossery: Murakami é um criador de universos. De mundos próprios, oníricos, místicos, misteriosos e o argumento interessa pouco. Cossery é quase o oposto: a linguagem é usada para exprimir um referente e é o mais seca e objectiva possível, mas o argumento é tudo. Claro que isto também proporciona a criação de um universo muito próprio, mas o mundo literário de Cossery é um deserto, um deserto gelado (apesar de tudo se passar em climas quentes) nos antípodas das quase-mitologias de Murakami.

O argumento de A Violência e o Escárnio é espantoso e, de certo modo, o livro é quase um romance de tese. Algures, num país árabe e quente, há um governador que oprime a população. E há os revolucionários habituais que contestam as suas políticas e lutam contra o seu governo, arriscando a vida e a liberdade. Mas Heykal tem outra ideia do que deve ser a luta contra o regime do tirano: para ele o maior erro consiste em levar os tiranos a sério. É isso que todos eles querem, ser levados a sério. E, portanto, Heykal e os seus resolvem combater o tirano fazendo da ironia a sua grande arma. É assim que espalham panfletos pela cidade e cartas nos jornais que glorificam o governador. Glorificam-no a tal ponto que se tornam exagerados e ridículos. O Povo entra na hilariedade geral e perde o respeito ao tirano que assim está prestes a ser derrubado.

Mas os revolucionários sérios não gostam desta forma de luta e não querem ser confundidos com os protagonistas desta mentira. Ficam tão furiosos com Heykal como o próprio governador. No limite, Cossery equipara estes revolucionários ao tirano: a única diferença entre eles é que um ocupa o poder e os outros são a oposição. Mas na prática são uma e a mesma versão da seriedade mortífera que empesta a vida. E é assim que acabamos por perceber que o verdadeiro revolucionário é o mestre da mentira, da ironia e do humor: Heykal. No fundo, para os revolucionários sérios, a ironia e o sentido de humor são muito mais perigosos que o ditador sangrento. E, portanto, é preferível salvar a reputação do governador a deixá-lo cair, vítima da ironia dos sátiros de Heykal. Cossery é uma lição! Apesar da secura...

03/12/09

As Três do Brit que afinal são só duas, por Britannicus

1º Vem Viver a Vida, Amor , José Cid.

Há merdas que se pespegam à biografia dos nossos gostos como o saburro e o cieiro ao entrecosto. A menos que peças a alguém que te esfregue a lombeira, eles ficam lá. Se a removes a esfreganço, fica a marca do esfreganço. O pudor é ocioso e pelintra: não vale a pena ocultar no sótão os cómodos que já foram da sala de estar, nem esconder o retrato com as pantalonas à boca-de-sino; haverá sempre um filho da puta que irá descobrir que tivemos uma cristaleira rococó e um cabresto fução que irá aparecer co retrato das pantalonas – “Olhem prás calças deste choninhas caralhinho!”
Está dito. Gosto do José Cid porque tive pantalonas e lá em casa havia uma cristaleira rococó.

2º Decades, Joy Division.
O MEC, em Portugal, e os cardeais da Congregação Para a Causa dos Santos Musicais já canonizaram o pontuar da percussão e a sua arritmia orgânica, as melodias insignificantes, a melancolia e tristeza irredentas do Ian Curtis. Os Joy Divison mandaram às urtigas o inssurreiccionismo dionisíaco-juvenil-hormonal de meia história da música popular do século XX(um quarto de história, vá lá!) e disseram, sem verdade, que na música e em lado algum há redenção. À semelhança da ideia de Deus na Idade Média, a banda não teria tido tanto sucesso se na altura houvesse Prozac.Na altura,um gajo sofria comó camandro.

01/12/09

Canções do Porco, por Mangas

Ouvi recentemente num programa de rádio que, “One” dos U2, foi eleita no Reino Unido com a melhor canção do século XX.

A coisa vale o que vale. Se lhe retirarmos a futilidade de patrocínio e a compilação subjectiva da nostalgia - como aliás se quer que ela seja -, sobra-nos um exercício de paixão pessoal tão abrangente quanto difícil de sintetizar. E é apenas disto que falo.

Recordando as memórias mais distantes da música que me abanou as orelhas e me despertou o êxtase, seja pelos ritmos, épocas ou manifestações hormonais, seja pelas letras cantadas, acordes de culto ou outros inauditos estados de embriaguês, percorro etapas da minha vida pelos anos do vinil, cassetes de crómio e noites de rádio, vídeo-clips pré-MTV e concertos de estádio cheio, festas de garagem e o antigo ETC sábado à noite, tentando escolher três músicas, três!, que por razões várias, incorporem, tão-somente, a exultação do prazer pessoal. Não me preocupo sequer em rebuscadas teses sobre composição, melodias revolucionárias ou outros conceitos de produção. Nada disso. A minha escolha, com a sua dose de risco e tremenda injustiça para tantas outras canções que deixei pelo caminho e poderiam também aqui constar, reside no gozo puro que estas três me proporcionaram cada vez que as ouvi ou ainda ouço. Pondo isto, e que me perdoem todas as outras, este é o meu top:

3º lugar – Billie Jean, 1982, de Michael Jackson. Tudo começa com uma percussão surda e depois o baixo repetido de uma Yamaha. E não passa daí. A percussão a martelar o ritmo, o baixo a acompanhar, a voz a entrar. Nada mais simples e, simultaneamente, explosivo e contagiante: o baixo, a percussão o tempo todo, e alguns efeitos pirotécnicos de uma guitarra eléctrica. Para mim, Billie Jean tem o funk mais cool de todos os tempos.

2º lugar - (I Can't Get No) Satisfaction, 1965, Rolling Stones. Diz a lenda que certa noite, Keith Richars acordou sarapantado num motel de tournée na Florida, ligou um gravador e em dois minutos meteu-lhe dentro o riff de abertura de Satisfaction que lhe batia na mioleira. Depois voltou a dormir para curtir a bebedeira. Mais tarde Jagger escreveu a letra. O resto é História. Satisfaction é um hino e mais não seria preciso acrescentar! Daquelas músicas que o cidadão comum do Azerbeijão, com a quarta classe, poderia abanar e cantarolar numa convenção galáctica de extraterrestres para se fazer entender que provinha do planeta terra.

1º lugar - I Heard It through the Grapevine, 1968, de Marvin Gaye. A voz de Marvin Gaye é dilacerante e aguenta a carga nas notas mais altas sem pestanejar, num contraponto perfeito com a sobriedade cénica do coro. As três baterias e a percussão soam a tambores de latão oco como alinhamentos de uma banda sonora inquietante; o piano eléctrico e as marimbas completam toda a complexidade da orquestração dos Funk Brothers. Isto é Motown em estado puro! Um clássico de arrepiar, poderoso e elegante, que conta uma história em rotação máxima da abertura ao final. Sem nunca perder o fôlego.

Estas são as minhas três eleitas. Quais são as vossas?

27/11/09

o Brasil tá cada vez mais parecido com Portugal! E não é pelas praias nem pelo sol..., por Fartinho da Silva

Dedico esta música ao godinho da sucata, ao vara e aos penedos. Ao socas apanhado nas escutas que não valem porque lhes falta a auorização certa que a outra era errada, ao procurador e ao outro de barbas que brincam ao jogo do empurra, ao sousa tavares, opinionista que aluga o cérebro ao quilómetro, ao marinho pinto advogado, preocupado com o sr primeiro ministro mas não com o direito, às virgens púdicas muito preocupadas com a violação do segredo de justiça (mas qual? A mesma que leva a que os arguidos do face oculta tenham mudado de tlm, avisados em junho de que estavam a ser escutados?), ao passos serôdio coelho que nos manda calar por decoro(?!), ao tónio costa lava mais branco, à família do socas e aos excelentes amigalhaços que ele tem, tudo gente fina e recomendável, ao mário soares em avançado estado de putrefação, ao tónio morais um rapaz que se safa bem, às redes tentaculares, ao constâncio que também se safa bem, a todos os xuxas deste país e em particular a todos os tansos que continuam a votar neles e que ainda não estão fartos, como diz o Gabriel, de... apanhar porrada, porrada...



24/11/09

Pedreirada!, por Bulhão


Para quem tinha gostado tanto do Código da Vinci como eu, este último Dan Brown foi uma enorme, uma grandiosa decepção! Dan Brown demorou não sei quantos anos para fazer este Símbolo Perdido. Não se percebe porquê. Para repetir uma fórmula de sucesso, como é o caso, mais valia fazer um livro por mês.
Neste novo livro é tudo decalcado dos outros, especialmente do Código da Vinci - o assassino psicótico que repete Silas, outra gaja boa à volta de um segredo, uma perseguição permanente, alguma indefinição na caracterização ambígua dos polícias, o mesmo Langdon estereotipado. Só que, desta vez, para além do clima déjá vú, os segredos não têm a força do livro anterior, eu diria que parecem até, segredos de polichinelo. O livro faz lembrar aquela brincadeira que jogávamos em miúdos e que era a casa ao tesouro: os adultos faziam uns quebra cabeças com umas adivinhas e tal, a pequenada, nós, ia decifrando um e outro e passava ao seguinte até que no fim encontrava um tesouro invariavelmente ridículo que a mim pessoalmente me dava uma azia dos diabos pela trabalheira que tinha custado. Foi o que achei dos mistérios do dan brown neste livro.

Além do mais, há aqui uma inquestionável reverência do autor para com a Maçonaria que não teve para com a Opus Dei no Da Vinci. Ora a mim, não me agrada nem uma nem outra organização. Aliás, para dizer a verdade, até tenho a Maçonaria como uma organização ainda mais perniciosa pela razão simples de que, neste momento, é a Maçonaria e não a Opus Dei aquela que tem mais poder...Tentacular. por isso não encaixo sem espernear tentativas de branqueamento maçónico ainda que venham da pena de um aparentemente inocente escritor de perseguições norte americano.
Por falar nisso, outra coisa de que não gostei foi a tentativa forçada de Brown em impingir-nos os States. O Símbolo Perdido parece um mega prospecto de uma agência de turismo a promover a América e Washington DC. Brown tenta dar patine aos monumentos de Washington e às suas instituições, recorrendo aos tais mistérios que estariam associados ao crescimento daquela cidade.Mas é forçado: Washington não é Roma, nem Londres nem Florença nem Madrid... Quanto a mim, não pega. Não fiquei nada mais interessado em ir a Washington por causa do livro. O contrário do que me aconteceu quando li o Da Vinci, que me suscitou interesse em voltar a Paris ou a embrenhar-me em leituras sobre a Ordem do Templo.

Uma vez que a escrita de Dan Brown não tem um brilho por aí além, e que a narrativa, comprova-se agora, é standardizada, talvez tenha sido isso que falhou neste último livro: enquanto o mistérios que estão na base do Da Vinci são, de facto, ricos e interessantes, os que estão na base d´O Símbolo Perdido, parecem forçados e são descritos de uma forma parcial: por um claríssimo simpatizante da maçonaria! Este Símbolo Perdido é, afinal, uma grande oportunidade perdida.

22/11/09

és / ás, por Cão

és ar /serás fumo

és água /serás terra

és pedra /serás areia

20/11/09

Paradoxo

A puta tão feia que morreu virgem.