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10/10/11

Harry Reems, Ode A Um Herói Desconhecido, por Herb Streicher

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Conhecem o homem da foto? Não? Pois, já sabia que não! E isso é grave, muito grave, porque todos nós devemos muito a este homem. Este homem é um herói. Este homem é Harry Reems, o que, até aposto, continua a não lhes dizer nada. Grave, muito grave, mesmo!

Harry Reems é um Resistente. Foi à luta e acabou por se lixar, como mexilhão. Como se vê na foto. Foi preso, condenado a 5 anos de prisão e obrigado a desencadear uma das maiores batalhas legais das Américas. Arruinou-se, deu em bêbado, mas nunca desistiu da sua luta. E tudo isto para que todos nós possamos hoje ver filmes libertários e libertinos em plena liberdade. Reems foi um lutador e um mártir. Foi condenado a 5 anos de prisão maior em nome de todos nós. Um segundo Jesus Cristo. Sacrificou-se por nós. Amén.

Para que se saiba e ajoelhe, Harry Reems é o homem que contracenou com a Linda Boreman no Garganta Funda. Não a conseguiu fazer engasgar, mas engasgou-se ele com avalanche moralista que procurou combater o filme que alcançou a sua condenação por conduta obscena a 5 anos de prisão maior.

O engraçado da questão é que a grande protagonista do Garganta Funda é a Linda Lovelace e as suas habilidades de garganta. Mas quem se lixou foi o mexilhão, o pobre do Harry. É claro que, para a horda defensora da moral e dos bons costumes, era impensável prender a cachopa, embora o número de circo passasse por ela e quase só por ela. Só que prendê-la a ela, era um bocado como prender o Leão e deixar seguir o Domador. O Leão continuou a rugir com força e o homem do pingalim passou a ver o sol aos quadradinhos. O circo seguiu em frente mas com pingalins diferentes. A horda de selvagens que perseguiu e condenou o artista, correu em massa a todas as salas onde o circo se instalou. Foi a primeira vez que um actor de cinema foi preso por causa da distribuição de um filme. Tá bem que chamar actor ao Harry é um bocado forçado, mas porra, que o homem era esforçado lá isso era.

Harry Reems nem sequer soube o que lhe aconteceu. Por isso tem mais valor ainda o seu apostolado anónimo. Harry era um mero assistente de produção no Garganta Funda, mas naquele dia o actor principal sumiu-se. E aí chamaram o bom do Harry, pagaram-lhe uns míseros dólares para o fazer entrar na jaula, desapertaram-lhe a braguilha e o homem afundou-se naquela garganta sem fundo. Quando deu por si e voltou à tona, já estava com a mona na pildra. Cá fora o Garganta Funda prosseguia a sua cavalgada triunfal. Harry Reems merece um busto em cada cinema e em cada clube de vídeo deste planeta. Harry Reems e o seu bigode farfalhudo mereciam um poster de face sombreada a olhar o futuro em cada quarto de adolescente, à la Che Guevara. Viva Harry Reems! Um lutador da Liberdade!

20/05/10

Uma Menina De Peito Feito, por Stagliano

A menina era conhecida por duas características base. Os peitinhos em forma de pêra pronunciada e os gemidos sonoros e diferentes de tudo quanto se ouvira até então. Depois, ainda ficou mais conhecida. Meteu tudo dentro da prisão, desde a gerência da agência de modelos Jim South's World, bem como a gerência, staff, actores e actrizes da X-Citement Vídeo, Inc. Foi tudo dentro. Dezenas e dezenas de pessoas, arrastadas num processo que durou anos e anos com acusações federais de violação de menor. Os próprios Ron Jeremy e Tom Byron tiveram que assentar o cu no mocho e defenderem-se numa de Chuck Berry: "Well She Did Looks Old Enough For Me!"

É que a cachopinha mentiu. Fugiu de casa dos papás e mergulhou de peito feito no mundo porno com uma certidão de nascimento na mão que lhe garantia os vinte e dois aninhos. Depois de ter actuado em mais de 107 filmes porno, vem-se a descobrir que a certidão de nascimento era da irmã do namorado e que a cachopa quando começou a contracenar, apenas tinha 15 aninhos. Em 1986 a bomba estourou e só se safou a criancinha. Que em 1986, já tinha 18 anos. E diga-se que o estouro da bomba partiu da cruzada anti-porno do segundo mandato do Presidente Reagan, que em vez de marrar logo com o Muro, resolveu marrar antes com o Porno.

Falamos obviamente de Traci Lords, de seu nome Nora Louise Kuzma. A Indústria sofreu aqui o mais grave dos seus reveses, já que foi obrigada a retirar do mercado todos os filmes que envolviam a menina das peras. Até os milhares de exemplares da revista Penthouse onde se estreou tiveram que ser recolhidos. E os prejuízos acumulados revelaram-se brutais com os custos dos julgamentos.

No entanto, quando já se adivinhavam multas estratosféricas e várias prisões perpétuas consecutivas para metade da indústria porno (afinal, sempre eram dezenas de violações de uma menor), a coisa ruiu como um castelo de cartas e foi tudo arquivado. É que pelo meio dos julgamentos, veio-se a provar que a menina enganou a Indústria, não com uma certidão de nascimento, mas sim com um passaporte do Departamento de Estado Americano. Ora, se o próprio governo foi enganado ao emitir-lhe o passaporte, como é que se poderiam assacar culpas à Indústria? Se não há culpa, não há Crime. Reagan desistiu e foi marrar com o Muro e o Império do Mal. Fez Bem.

15/01/10

Anita Dark – O Terror Do Anal, por Porco&Mundo



Part Two – The Anal Years


Anita Dark sempre teve uma relação muito complicada com o Anal. Ora, tal melindre numa estrela europeia é coisa difícil de gerir. É que se o porno americano vive dos grandes seios e o brasileiro das grandes bundas, certo é que no porno europeu o anal é fundamental.

A menina numa das suas entrevistas veio proclamar o seu entusiasmo pelas cenas de sexo anal, negando a intenção de quem lhe questionava a relutância. Nos primeiros filmes há de facto muito anal, e até DP com fartura, mas o que é certo é que a relutância existe, a relutância é triste, mas tudo aquilo é fado! Ou foca!

Apesar do proclamado entusiasmo, certo é que em muitas cenas com anal ou DP há esgares faciais que seriam perfeitamente evitados. Aliás, é a própria que confessa numa outra entrevista e sobre o seu primeiro filme: "it was very difficult. I had anal sex for the first time in my life. It felt so weird!". E esquisito também se deve ter sentido o Pierre Woodman no Casting da menina para a Private, já que no mesmo se vê a entrevista, o strip e …, mais nada, népias, nada de castigo e todos sabemos qual era o castigo habitual e como a Private gosta de facturar com eles. Pois com a boa da Anita, ficou tudo Dark.

Por último, não restam dúvidas que este seu terror do anal – quem nunca teve pesadelos destes que lhe atire a primeira pedra -, foi um dos mais fortes factores para que a menina fugisse da tara europeia e se refugiasse na solarenga Florida para cair no remanso do abraço da Anita Blond, sua compincha de eleição. E embora outros factores se tenham atravessado como adiante se verá – talvez na parte III -, certo é que a Anita deixou de fazer anal. A partir de 1999 deixou de fazer hard-core com modelos masculinos e em 2000 foi para a Florida onde passou a fazer exclusivamente – desde então e até hoje - hard-core feminino e foto-modelismo lésbico e softcore. Actualmente a menina apenas faz filmes porno lésbicos e faz a gestão do seu site a partir da Florida.

Esta progressão motivada em parte pelo horror ao anal, é coisa que um macho não lhe pode levar a mal. Afinal a menina não gosta de coisas por detrás e acaba por gostar do mesmo que nós: mulheres! Ich Bin Ein Lesbo!


(Continua na Part Three – The Tragedy – Anita Dark – O Michael Jackson Em Versão Fêmea)

24/12/09

Anita Dark, Porque As Estrelas Também Caem, por Porco&Mundo


Part One – The Early Years
Porque é Natal e porque nesta época se incentiva o amor ao próximo, aqui fica a contribuição do Tapor para o espírito natalício, na forma de mais uma posta aporcalhada sobre a grande estrela do porno euro-americano Anita Dark.

A Anita dark é uma falta grave aqui do Tapor, já que devido à sua envergadura na oitava arte há muito que merecia estar aqui representada na academia dos imortais. Não esteve até agora por uma razão simples: a coisa não é fácil. Esta posta e o seu teor andam a ser investigadas pela net e porno afora há mais de dois anos – muito antes da Mónica Roccaforte e até mesmo, antes da Marilyn Chambers. É que esta nossa menina é enguia fugidia e gosta de alimentar uma catréfia de enganos pelo que se torna muito difícil descortinar o que é Dark e o que não é; sendo tremenda a confusão com a amiga e amásia Anita Blond. Mas deixemo-nos de intróitos desnecessários e vamos ao bichinho.

Anita Dark é uma húngara morena de olhos verdes e brilhantes, que nasceu na cidade de Budapeste, em 11 de Abril de 1975. Esta menina ficou na retina dos estudiosos desta arte pelos seus olhos verdes, sardas abundantes e fartos seios de enormes auréolas. O eterno ar de inocente candura vinda das berças, qual pastora de ovelhas obrigada a serviço militar, ajudou à festa e a menina rapidamente foi um sucesso fenomenal.

Segundo as suas próprias declarações, a menina Anita começou muito cedo a participar em concursos de misses acriançadas, naquilo que internacionalmente dá pelo nome de “Beauty Pageants”. Aos quinze anos perdeu a virgindade, mas não viu a luz. A estrada de Damasco revelou-se penosa e pelos vistos o grande animal que teve tão dulce privilégio esteve-se nas tintas para os mais profundos e brilhantes olhos verdes de que há memória. Durante os dois anos seguintes a rainha das sardas recusou qualquer sarda.

Aos 19 aninhos vamos apanhar a menina a ser eleita Miss Budapest em 1994. Apostada numa carreira de modelo rumou a Amsterdão. Contudo a carreira vertical e vestida nunca descolou. Talvez porque os studios e as passerelles preferem as anorécticas escanzeladas e a Dark não vai por aí. Vai daí o bardana do agente da menina entendeu que se a coisa não vai vestida, vai despida e segunda ela: “he talked me into doing nude modelling”.

Aos 20 anos a nossa menina responde ao anúncio do Pierre Woodman (ainda e sempre a besta negra) para um Casting da Private e para uma carreira na horizontal. A Dark aceitou o castigo e nasce então e ainda em 1994 o filme “Pretty Girl” sob o pseudónimo de Sónia Berger. Foi um sucesso. Uma desamparada Anita vê-se sem dinheiro para o pagamento da renda numa grande cidade e o resto do argumento já se sabe para onde vai. Coisa simples porque a vida é simples, embora no caso envolva coisas com força, por trás e à bruta!

No filme do Casting tropeçamos numa Anita Dark absolutamente relutante em despir-se em frente ao varrasco do Woodman, que só a troco dos milhões da Private a consegue convencer. A inabilidade, embaraço e vergonha da moçoila em frente das câmaras comoveria qualquer pedra da calçada, a não ser que ela se chame Pierre Woodman, como era o caso. Numa entrevista posterior Anita viria a admitir que: "In the beginning I absolutely did not want to make porn films." Não queria, não queria, mas lá foi ao castigo.

(Continua na Part Two – The Anal Years And The Tragedy)

07/01/09

MONICA ROCCAFORTE, A SUBMISSÃO AUSENTE, por Porco&Mundo

Porque O Meu Mundo Não É Deste Reino
Parte DOIS – O Desabotoar Do Casaquinho Amarelo

Mas o Tapor, quando estuda e escava vai ao fundo e descobre qualquer cidade perdida. Assim, após aturada investigação, dezenas de horas na net, das wikipédias, aos fan sites, dos blogs marados aos doidinhos de todo, dos sites de fans italianos apaixonados aos húngaros diabólicos, após dezenas de fóruns e newsgroups, alguns de onde o autor foi expulso logo que levantou legitimas questões, aqui fica a postagem sobre a novel menina, Monica Roccaforte, uma das maiores porn stars europeias de sempre. Um caso sério de popularidade em Itália. Uma Autêntica Diva.

A biografia da Monica Roccaforte é o exemplo claro de como vivemos num mundo globalizado. Uma menina Húngara é descoberta num casting em Budapeste pelo Francês Woodman ao serviço da multinacional Sueca Private, que a leva para Itália, onde faz uma carreira fulgurante e estrondosa e onde conhece outra porn star, o Venezuelano Franco Roccaforte, com quem casa, retirando-se então ambos para o Chile onde criam os filhos.

Apesar da curta carreira, ou se calhar por causa dela, a Monica Roccaforte criou um verdadeira legião de fans e o culto à volta das suas performances atinge um verdadeiro fanatismo purista. Nos newgroups de fans onde o Tapor se foi obrigado a inscrever para penetrar e escavar, impera uma verdadeira religião de adoração da menina, que não tolera qualquer heresia. No mais informativo destes antros de adoração, um newsgroup da Yahoo, depois do copy past geral, levantei a questão de um suposto “booby-job” que tinha ouvido falar e tunga, fiquei a falar sozinho no hiper-espaço, excluído no segundo imediato. Foi gente desta que defumou presunto herege nas fogueiras públicas. Torquemada vive ainda. Está escondido nos newsgroups de fans da Rocca. E dá-lhe Forte.

O primeiro grande segredo sobre a vida da Monica Roccaforte é o seu verdadeiro nome. Sabemos que é de nacionalidade húngara e que foi descoberta pelo Pierre Woodman em Budapeste, em 1997, ao serviço da Private. Mas, nada mais do que isso. Nem a Private, nem a Salieri Entertainment que a “raptou” e muito menos o seu site oficial, nenhum deles revela o nome da Senhora. Adoptou o nome profissional de Monica e o nome de Roccaforte quando se casou com o venezuelano por quem se apaixonou. Mesmo os groupies mais fanáticos não sabem ao certo o verdadeiro nome da Senhora. O IADF, o ISEEK e o IMDB falam de vários nomes: Sandra, Jolan, Jenny, mas certo certo, só sabemos o que é revelado pela própria no Private Casting Nº 18, quando desabotoa o famoso casaquinho amarelo e responde ao franciú dizendo que se chama Szilvia, isto tanto quanto se percebe.

A menina Szilvia, nasce na Hungria, em 1978 (fala-se de 14/01/1978, mas parece que só o ano é certo, embora também se fale de 1971), pelo que conta hoje com 30 anos. Nasceu no seio de uma família de classe média e obtém o diploma numa escola comercial de import-export, após o que inicia uma actividade de foto-modelo. É no âmbito desta actividade que responde aos anúncios de modelos fotográficos para a Private. Em 1997 com 19 anos comparece no casting de Pierre Woodman em Budapeste.

No vídeo do casting – Private Casting X 30, ou Casting 30 -, percebe-se a incomodidade da menina perante o poderoso mundo multinacional que a Private lhe apresenta nas revistas desfolhadas. Contudo, certo é que o casaquinho amarelo é desabotoado e segue-se o contrato com a Private. Estranhamente, depois da desabotoadela não há visionamento da ensaboadela tradicional do porco francês. O Casting 30 termina com o photo shoot e prossegue com imagens do primeiro filme da Monica para a Private, o “Weekend In Bologna” (Private Gaya 3, também de 1997). Não existe, a aplicação do dedo milagroso que tanto afamou o Pierre. A menina assinou, mas não facilitou com o tal ponto g de ciência certa. E isto é tanto mais estranho quanto os famosos Castings se traduzem sempre no afiambrar da Castingada. A Monica escrevinhou mas recusou-se a ir ao castingo.

(Continua na Parte TRÊS – Il Confessionale, e na Parte QUATRO - It (Almost) Never Hurts To Show Respect)

MONICA ROCCAFORTE, A SUBMISSÃO AUSENTE, por Porco&Mundo

"Porque O Meu Mundo Não É Deste Reino".
Parte UM - Mistério Sério

Antes de mais um ponto de ordem. O Tapor não faz porno, nem publica posts porno. Para isso, há todo um outro mundo por essa net afora. O Tapor faz posts sobre o mundo porno, que é coisa radicalmente diferente. Portanto, as alminhas que andam para aí salivar, bem podem arrepiar caminho e arder noutro inferno, que a coisa aqui é séria. Estudiosa, investigadora e séria, muito séria.

De todo o modo e à laia de aviso a algumas almas penadas que possam andar aqui ao engano aqui fica o aviso: Deixai Toda A Esperança, Vós Que Entrais, Que Para Lá Destas Portas Só Há Maldição, Monica e Profanação!

O segundo ponto de ordem, resulta do facto que este é o segundo Post Porno de encomenda. Excepção feita à encomenda vinda dos Açores sobre a Marilyn Chambers, na tiragem anterior foi sempre respeitada a liberdade criativa do artista. Mas aqui, na boa da Monica a coisa foi encomendada, quase ordenada. Embora o animal da encomenda se tivesse enganado e referido à porn star do Fuga Dell`Albânia, que no caso não é a Monica, mas sim a francesa Karen Lancaume, certo é que a Monica não seria para vir para aqui desde já. A coisa está demasiado fresca e a história não se consegue fazer em cima da batalha. Há muita poeira ainda no ar e o cheiro a pólvora está muito fresco. Mas adiante, nenhum arqueólogo trabalha sobre condições ideais. Vamos a ela. E por partes, quatro mais precisamente.

Isto posto, importa também esclarecer desde já que esta menina é difícil. Muito difícil. Até agora e sobre as figuras do mundo porno que o Tapor se debruçou – à excepção da Melissa Melendez -, existe toda uma abundância de dados que se torna fácil biografar a porn star em questão e escolher a matéria com maior interesse. Em primeiro, tal deriva do facto de a maioria das porn star terem carreiras longas e compridas o que avoluma a matéria em circulação na net. Por outro lado, a maioria delas é americana e os Américas nestas coisa não brincam em serviço. Em último lugar, uma porn star é a última das pessoas a cultivar a privacidade ou esconder o que quer que seja. Que diabo, uma pessoa disposta a expor as suas partes pudendas a uma objectiva tamanho gigante colocada a poucos centímetros, dificilmente se preocupará com questões de privacidade. Pois com a nossa menina nada disto é assim.

A carreira de Monica Roccaforte é fugaz, cometa mesmo, sem trocadilho ou metáfora. Em 1997 é descoberta pelo Porco francês do Pierre Woodman - já aqui biografado -, e 18 filmes depois em 2001 a menina está retirada, casada e a criar os filhos. Se compararmos com os 1600 filmes do Holmes ou os 1800 do Siffredi, já verão uma diferençazita. Depois, a menina é europeia e pouco ou nada penetrou – sem gozo ou trocadilho, factual -, no mercado americano, já que estes pudicos da treta boicotam a Salieri Entertainment. Por último, a Senhora reteve ao máximo toda e qualquer informação pessoal. O seu próprio site oficial, ainda activo, que disponibiliza toda a sua criação artística, nada diz sobre o seu nome verdadeiro ou a sua biografia. Zero. Sigilo Absoluto. Incomum e incrível numa porn star. Mistério sério.

(Continua na parte Dois)

01/01/09

PUBLICIDADE - TÁ PARA BREVE, O REGRESSO DO VELHO SENHOR

É o regresso do velho senhor. Belo Zebu, o melhor crítico porno do Tapor, está em fase de conclusão do seu aturado trabalho de investigação acerca da artista seminal dos nossos tempos a actriz italiana, expoente máximo do período áureo do porno neo-barroco, Monica Roccaforte.

Depois de anos de investigação que passaram por sites da CIA e do FBI, fóruns de tarados sexuais e documentação vária, Zebu anunciou em plena mesa do Ranhoso, que «vai voltar às páginas do Porco». Depois de anos e anos de investigação, o seu trabalho está perto do fim. Não perca na próxima ou ainda durante esta semana no Tapor: Monica Rocca forte, o mito - donde vem? Para onde foi? E porque será que não aparece? Brevemente, aqui no Porco (pelo menos a julgar pelas promessas do Zebu mas sabe-se que o gajo nã é famoso por cumprir as suas promessas por isso a ver vamos como diz o outro...).

30/11/07

O Experimentador, por Babalu

Série: Novas Profissões – Parte 3

O Experimentador é uma profissão nova e com muita procura. E bem paga também. As milhentas casas de alterne que invadem a noite deste país, precisam destes profissionais como do pão prá boca, não vá a Asae questionar que o produto está fora de validade ou não obedece às directivas de higiene e segurança da UE. Daí, o Experimentador.

Diga-se em abono da verdade que o Experimentador é um profissional perseguido. Clandestino. Tem a sua liberdade cerceada por um sistema judicial que impede a experimentação. A incompreensão dos nossos tribunais, revelou-se em toda a sua perfídia quando há uns anos condenaram a prisão maior um honesto e incompreendido profissional, que na barra do julgamento explicou pacientemente a ouvidos judiciosos e que o não mereciam, que ele nada a tinha a ver com o crime. O tráfico de carne branca do leste e as bandalheiras dos quartos do primeiro andar da Madame Filipa, nada tinha a ver com ele, pois que ele era apenas o Experimentador. O encarregado de experimentar as meninas novas que apareciam na casa, com vista ao seu controle e bom desempenho profissional. Mais candura que isto não há. Mas os brutos da barra que não estão habituados à verdade, assustam-se quando a ouvem e puseram o homem à experiência na Regional de Coimbra. Um insulto ao verdadeiro sentido do dever.

Contudo, internacionalmente o Experimentador é um profissional conceituado e celebrizado. Tem até o seu líder carismático na pessoa da estrela francesa Pierre Woodman, um mestre e um senhor. Quando a poderosa multinacional do porno sueco, a Private Media Group, resolveu abrir a leste em 1992, precisava de um porco desinibido cujo porte contrastasse com a beleza e a inocência escondida a leste. Da escolha resultou o Pierre Woodman, basicamente um Ron Jeremy europeu.

Feio, gordo, peludo do pescoço aos pés, careca e mal jeitoso com umas manápulas que assustam o medo. Este seboso, ao contrário do Ron Jeremy nem sequer grunhe. Não fala, não diz, e não faz qualquer expressão. Estar ali ou comer tremoços é o mesmo para o gorduroso. Aponta, agarra, atraca e entranha-se. Nas suas mãos peludas a inocência entra temerosa e sai desinibida com a arte de cavalgar toda a sela.

Pelo meio há um famoso e iniciático Dedo e um célebre ponto G anal que desinibe e enlouquece. Woodman esconde o segredo, e nas sucessivas entrevistas nada revela. Mas elas, Anita Dark, Monica Roccaforte, Nikki Anderson, Rita Faltoyano, Tania Russof e muitas outras descobertas suas, confirmam o dedo poderoso e o ponto fantástico que as fez maravilhar. Em 15 anos de trabalho duro no leste, o Experimentador fez mais de 7000 castings. Este homem fez mais pela abertura a leste que milhentos reagans ou gorbatchovs. Os intelectuais chamam-lhe “técnica anal woodman”, os puristas apelidam-no de “abre-cus”, mas o segredo permanece. Certa vez perguntaram-lhe se esse ponto G anal também existe nos homens. O Experimentador fez cara de caso e limitou-se a afirmar que a Private nunca lhe pediu para ir por aí. Um perigo. Por ele e se lhe pedissem, o varrasco, até aí ia. Porco sujo. Perigoso. E se a malta passasse a gostar? Apre. Vade retro criatura demoníaca!

09/03/07

Um Gajo Julga Que Anda Incógnito E Tunga, Aparece Um Mangas Qualquer, por Ali, O Químico


Estava eu a percorrer as prateleiras do clube de vídeo, no andar de baixo, aparece-me o Mumbly a descer as escadas com as duas manápulas enroscadas em sete ou oito caixas de dvd para aluger, vindas lá de cima, pois claro, da secção Cinema Perdido & Porco! Sorriso franco na bocarra escancarada, o marfim brilhante na saudação, Olhó Mangas…!, poisa a merchandise no balcão enquanto o empregado segue a árdua tarefa de ir buscar os filmes e registar o aluguer de tamanha catrefada no computador.

- Então o que é que vais levar, Mangas?
- He pá, se calhar vou rever alguma coisa. Não há nada de novo que mereça a pena…
Atira-me um estalido displicente com as bochechas, como uma bordoada seca de desprezo e compaixão, e suspira:
- Eu já não tenho paciência para andar aí a procurar desse cinema….!

Teria sido uma tirada de bronco corrompido ao porno, não soubesse eu que o Mumbly, na realidade, é um cinéfilo, vê filmes desde que aprendeu a dar aos maxilares e tem uma colecção de VHS gravados que pede meças a qualquer catálogo Fnac actualizado. Rimo-nos os dois, conversámos mais uns minutos e ele lá foi embora com um saco plástico na manápula pendurado ao peso de 1001 horas de perdição.

Quando saiu, o dono do clube que entretanto chegara e teria ainda vislumbrado a nossa conversa perguntou-me:
- É seu amigo, o Dôtor?,
- Sim, é meu amigo.
- Um excelente cliente… - murmurou ele.

Achei que aquilo merecia algo mais. Que tinha ficado alguma coisa por acrescentar ao saco a abarrotar de produções triple X (Devo dizer que o dono é um tipo do melhor, um verdadeiro personagem, pescador nas horas livres, vivaço, contador de histórias, antigo amigalhaço do Álvaro Cunhal, vai todos os anos à festa do Avante como as promessas vão de penantes esfolados a Fátima, possui um sentido de humor cortês e delicado para o cliente em geral, mas também tem sempre uma piada porca pronta a disparar na ponta língua aos que, como eu, lhe foram ganhando amizade e estima ao longo dos anos). E então lá lhe expliquei dos vinhos e das provas cegas, dos livros, das capitais e dos confrades à mesa; resumi-lhe também o Porco na blogosfera e as expedições a Espanha atrás do letchazo, do Romerijo ou do Guggenheim. Tudo isso ele ouviu com atenção e genuíno entusiasmo. Em continuação:
- A pornografia é apenas uma das cordas que o animal toca e retoca. Tem milhares de livros e álbuns de BD numerados e catalogados por tema e autor - na lombada cola-lhes uma etiqueta com um número e as letras iniciais do seu nome, assina-os depois na primeira página, a meio, no canto superior direito e no canto inferior esquerdo; mais acima, regista o preço que o exemplar custou, a data e o local de aquisição.
- Não me diga…?!
- Ah, pois!! E ainda por cima rubrica-os outra vez na contra-capa e de x em x páginas, no branco dos cantos. Sabe as capitais todas deste mundo e de todos os mundos - políticas e financeiras -, dos países descobertos e por descobrir, os PIBS e as densidades demográficas. Conhece as estradas secundárias entre Alcarraques e Pequim, as obras todas do Louvre e, sabe lá!... é capaz de lhe indicar pelo telefone o restaurante mais próximo para comer túbaros ou iscas de cebolada se você estiver perdido nos confins do cu do mundo…!
- Incrível….!
- Ah poiiiiiiis!

O «excelente cliente» ganhava agora o respeito digno a um letrado da Encyclopedia Britannica, versão, Uncensored…

- Aquilo é que é uma cabeça…!
- Se é! Uma cabeçorra! Aqueles filmes que ele ali levava…
- Sim…?
- Até domingo estão todos vistos e classificados, e na próxima prova cega temos um teste de quatro páginas dactilografadas a dois espaços sobre momentos clássicos da pornografia para nos foder a cabeça! Entrega prémios e tudo! E se houver empates na pontuação, ele já vai preparado com um par de perguntas para desempatar a coisa!

O homem deliciado, num canto isolado do balcão, ouvia e espoja-se. Contou-me depois alguns episódios biográficos no mesmo registo confidencial. Antes de me vir embora com o tal filme para rever, ele volta à carga e atira-me em tom de arremate composto:
- Mas sabe? Ele também leva daqui muito bom cinema…!
- AHAHAHA. Sim, eu sei.

31/01/07

Seka, Uma Carreira Curta, Mas Bem Recheada, por Minetauro


Conheci a Seka numa daquelas tardes frias, cinzentas e chuvosas de Inverno, em que não me restava outra alternativa, senão poupar o dinheirito do almoço da cantina e abancar na sessão da seis da tarde do Avenida.

Ultrapassado o porteiro, enganado pela altura e pela largura, a Seka evoluía no écran tamanho-família. Alta, matrona, fora do estilo de medidas perfeitas da Playboy, a menina distinguia-se pelo cabelo de um louro esbranquiçado e pelos olhos amendoados de intensas promessas. E a menina prometia e cumpria. Na tela, um John Holmes descomunal garantia a validade da peregrinação. Hoje a Seka, estrela maior do cinema porno dos anos 70 e 80, está quase esquecida por cá, mas nas Américas, a menina mantém o estatuto de Porn Star da Golden Age Of Porn.

Estreou-se em 1978 com 3 filmes, arranca para 12 em 1979 e explode em 1980 e 1981, com 23 e 32 filmes respectivamente. Em 82, fica-se pelos 12 e retira-se por motivos de carteira, cash mesmo. Ainda faz mais umas perninhas anos depois e em 93, retira-se em definitivo. No total, passeou a sua bissexualidade por 134 filmes. Em 2002, dois realizadores suecos, fizeram um Documentário brilhante e premiado, o “Desperately Seeking Seka”.

Ao lado de John Holmes, a retirada e desaparecida, brilhava intensamente. Não se recusava a nada e fazer isso com The King, é obra. Só para verem da popularidade da miúda, diga-se que há sites na net onde se discute se o nome artístico de Seka, vem do servo-croata para “Litle Sweetheart” ou do sul-africano Sesotho para “Symbol”. A jurisprudência divide-se. E registe-se mais um pormenor: a Seka foi pioneira, 15 ou 20 anos à frente do seu tempo, na rapagem total da capilaridade na zona de aterragem. A bem da visibilidade, os pilotos agradeciam.

O início da carreira da menina tem uma faceta engraçada, que passa por um espírito quase missionário e pela evolução que a Golden Age sentia na altura. Uma das coisas em que a malta do Porno acreditou é que, depois do sucesso do “Garganta Funda”, e da intelectualização do “Atrás da Porta Verde” e outros, era a inevitável chegada do Porno às grandes produções e ao main stream artístico. Isto é, ao atingir do estatuto de “Arte”. A “Oitava Arte”. Por exemplo filmar a Madame Bovary em plenitude de romance, sentimento e exaltação, mas onde facto se visse a Madame de joelhos making a Blow Job! OhYé! Chiça, o que se perdeu pelo caminho!

Voltando à Seka, a menina bebeu desta ilusão dourada. Nos finais dos anos 70, vamos encontrar a nossa pequena, na gerência de várias livrarias porno, e a queixar-se aos seus fornecedores de vídeo, que as actrizes não só eram mais feias que ela, mas que também não sabiam actuar. Se bem o disse, melhor o fez e zarpou para Los Angeles, proclamando que queria a elevar a performance artística a níveis nunca antes alcançados. E isso, que me desculpem os puristas, via-se e sentia-se. A Seka era uma actriz por inteiro. Aquilo não era só sexo, mas arte. Arte total. Os seus filmes tinham sempre história, enredo, traição e redenção. E eu queria ver, se a Meryl Streep no Kramer contra Kramer além de chorar, fosse obrigada a ajoelhar. E a engolir.

Bem, seja como for, de boas intenções está o inferno cheio e nem a Seka, nem a Golden Age chegaram lá. Hoje a nossa menina, Dorotheia Hundley Patton, a respeitável senhora de 52 anos da fotografia ao lado, é uma activa mulher de negócios e vive em Kansas City. Ao show televisivo “Saturday Night Live” declarou que: "If I changed anything about my past, I wouldn't be the same person I am today, and I like Me today."

Ora nem mais. Assume o passado por inteiro e diz que sempre gostou de fazer porno. Ao invés de outras, nada renega e não vem agora dizer que foi violada, obrigada e estrafegada. Gere o seu lucrativo Clube de Fans como mulher de negócios que sempre foi. Aliás, já em 1982, no auge da carreira, retirou-se dos filmes, quando entendeu que não lhe pagavam o que ela achava que merecia. E tinha razão porra, anal com John Holmes e só 7000 contos por filme? Forretas do catano! Abandonou e fez muito bem! O cu a quem o trabalha!