Eu estive lá. Foi ontem, quinta feira. Ouçam só este vídeo e vejam como o artista se comove até às lágrimas. No concerto foi simplesmente comovente... Seu Jorge (aqui sem Almaz): emoção em estado puro!
Blog da RS.T - Real Esseponto do Tinto - Coimbra - Os Três Pastorinhos também bebiam o seu copito
Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens
05/10/10
O Público Citou o Tapor!
Blogues em papel
Longe de 82, mas está bem
http://tapornumporco.blogspot.com
(...) Os U2 que vi ontem já pouco
têm a ver com os jovens irlandeses
de 82. Mantêm a mesma
vitalidade, mas o espectáculo é
outro, uma espécie de celebração
religiosa dos mega hits que o
grupo foi editando ao longo de
décadas de carreira. Em muitas
músicas, Bono nem precisa de
cantar, o público está lá para
isso, para as palminhas colectivas
e para os coros dirigidos pelo
maestro Bono. Aquilo é um ritual.
Os U2 já não dependem tanto da
música como em 82.
Mas tudo isto é natural. Os tempos
são outros, a banda tornou-se a
segunda maior do planeta (a seguir
aos velhos Stones). (...)
In Público de 4 de Outubro
Longe de 82, mas está bem
http://tapornumporco.blogspot.com
(...) Os U2 que vi ontem já pouco
têm a ver com os jovens irlandeses
de 82. Mantêm a mesma
vitalidade, mas o espectáculo é
outro, uma espécie de celebração
religiosa dos mega hits que o
grupo foi editando ao longo de
décadas de carreira. Em muitas
músicas, Bono nem precisa de
cantar, o público está lá para
isso, para as palminhas colectivas
e para os coros dirigidos pelo
maestro Bono. Aquilo é um ritual.
Os U2 já não dependem tanto da
música como em 82.
Mas tudo isto é natural. Os tempos
são outros, a banda tornou-se a
segunda maior do planeta (a seguir
aos velhos Stones). (...)
In Público de 4 de Outubro
03/10/10
360 graus, Coimbra, por Numb
E prontos: os U2 lá tocaram ontem no meu quintal! Tocaram é como quem diz... O espectáculo que apresentam não pode ser visto como estritamente musical: é um espectáculo multi média high tech em que a música é uma componente (fundamental, claro!), mas não a única. Montar um espectáculo destes envolve coisas tão diferentes como a engenharia e a arquitectura (a solução do palco a meio do relvado como uma enorme ilha cercada pelo mar revolto da multidão, a forma da garra, a alusão à nave espacial), luz, cor, som, performance, etc, etc. Vai longe o Verão de 1982 quando vi estes mesmos U2 em Vilar de Mouros, à data uma pequena banda irlandesa que despontava, dois discos gravados, apenas um (Boy) editado em Portugal. Lembro-me que eles cairam cá por acaso, para substituírem um grupo que falhou à última hora - já não me lembro do nome desse grupo mas nunca mais perdi os U2 de vista, já então me pareceram uma super banda com uma energia fantástica. Nessa altura apenas tinham essa energia e uma música do outro mundo. Fiquei impressionado com aquele guitarrista, The Edge, que tanto tirava sons planantes da guitarra como riffs distorcidos e com a vitalidade do vocalista, Bono Vox que, nesse concerto, para desespero da segurança resolveu escalar as colunas do palco até ao cimo. Nesse concerto Bono fez um número que repetiu ontem: sacou uma fã para o palco e pôs-se a dançar com ela. Resulta sempre, a malta fica em delírio...Os U2 que vi ontem já pouco têm a ver com os jovens irlandeses de 82. Mantêm a mesma vitalidade, mas o espectáculo é outro, uma espécie de celebração religiosa dos mega hits que o grupo foi editando eo longo de décadas de carreira. Em muitas músicas Bono nem precisa de cantar, o público está lá para isso, para as palminhas colectivas e para os coros dirigidos pelo maestro Bono. Aquilo é um ritual. Os U2 já não dependem tanto da música como em 82.
Mas tudo isto é natural. Os tempos são outros, a banda tornou-se a segunda maior do planeta (a seguir aos velhos Stones), eu sabia perfeitamente que o formato é agora este.
O concerto abriu com Beatiful Day, depois de uma introdução gravada a anunciar o clima sideral do concerto com Space Odity de David Bowie. Seguiram-se, por esta ordem, I will follow (um regresso ao concerto de 82 e um dos momentos da noite), get on your boots, magnificence e depois perdi-lhes a conta. Sei que tocaram elevation, i still haven`t found what i`m looking for, she moves (in misterious way), where the streets have no name (outra grande execução numa colagem a uma balada que tocaram antes), sunday bloody sunday, city of blinding lights (outro grande momento, o culminar dos efeitos especiais) vertigo (fantástico), miss sarajevo (fabuloso com Bono a fazer de Pavarotti nas partes em italiano), moment of surrender, i go grazy, one, walk on, e fecharam com with or without you. Pelo meio tocaram mais umas músicas cujo nome não sei.
De fora ficaram algumas das minhas preferidas mas ficariam sempre fosse o que fosse que eles tocassem. Mas tive pena de não ouvir pride, zoostation, zooropa, numb, gloria,lemon, gloria, bad, baby face... Mas reconheço-lhes o mérito de não fazerem do concerto uma parada de hits. Nem isso seria coerente com a postura da banda.
Do que não gostei mesmo foi do volume de som nas músicas mais rápidas e conhecidas. Acho que nessas músicas eles abusaram da potência e o resultado foi um efeito de barragem sonora em que não dá para reconhecer os diferentes instrumentos. É estranho que a guitarra do the edge surja compactada numa massa sonora indistinta. Os riffs de vertigo, de get on your boots ou de beatiful day mal se reconheciam no meio daquela amálgama sonora, quando deviam perceber-se claramente. Acho que nestas músicas o excesso de volume tirou energia quando era suposto produzi-la.
Quanto ao palco, a famosa garra de 360 graus é uma grande ideia. No início pareceu-me não resultar muito bem porque se perdiam os efeitos de fundo que existem nos palcos tradicionais. Mas depois percebeu-se que isso foi apenas uma opção na primeira parte do concerto. A partir da segunda série de músicas, a «nave espacial» foi ligada e somos esmagados com toda a panóplia de efeitos especiais aguardados. Há uma declaração de um astronauta numa estação espacial, sunday bloody sunday é tocado num fundo verde (Irlanda), mas curiosamente, as imagens são de intifadas em países muçulmanos, aparecem imagens de apoio a Aung Suu Kiy e até o bispo Desmond Tutu aparece numa mensagem a dizer-nos que as pessoas que venceram com Luther King, com Mandela e outros contra os regimes despóticos, são sempre as mesmas e estão ali... somos nós ( e eu pensei que esta mensagem é irónica quando dirigida a um povo que vota duas vezes num tiranete e que, portanto, é um exemplo não só de amorfismo, mas de amorfismo masoquista. Não, não somos nós um bom exemplo de um povo que derruba farsantes).
Hoje os U2 voltam ao meu quintal e está a chover. Seria lamentável se o concerto fosse cancelado por esse motivo. Espero que não. O pior do concerto de ontem foi quando recebi um sms do meu amigo roberto que teve convite para a zona vip. Dizia: «as gambas não estão más». E eu apertadinho na relva, em luta desesperada por um cantinho conquistado à custa de muita cotovelada não tive outra hipótese que não fosse remeter-lhe um «pó caralho». Até nos U2 há classe sociais, fónix...
27/09/10
Os U2 No Meu Quintal, por Numb
É já no próximo dia 2 de Outubro e eu vou lá estar. Os U2 vêm tocar ao meu quintal. O bilhete para um sítio excelente, caiu-me praticamente do céu, uma sobra de um amigo que não gosta o suficiente da banda para enfrentar uma multidão. Eu também confesso que acho que os U2 resvalaram há muito para um terreno pop que não traz nada de novo. Boas canções que ficam no ouvido, mas não passam disso, a banda há muito que deixou de ser original. E se despirmos aquela música do tratamento high-tech em que vem embrulhada, não sobra muito. Já lá vai o primitivismo da fase irlandesa, o experimentalismo noire de Brian Eno, vá lá, a energia megatron de Zooropa e Achtung Baby. Os U2, musicalmente, já não são o que eram. Mas ao vivo não deve haver no planeta um espectáculo tão sofisticado do ponto de vista tecnológico, efeitos especiais, som, luz... E, portanto, são imperdíveis ao vivo, ainda por cima vindo tocar à minha porta.De qualquer modo, sejamos justos: apesar da sua deriva pop, o último No line on the horizon é um belíssimo disco. Não fossem as expectativas serem tão altas e, possivelmente, eu estava aqui a desfazer-me em elogios... Não acreditam? Get on your boots:
08/02/10
Ana Moura no Cae da Figueira da Foz, por Marceneiro
No sábado passado fui ver a Ana Moura ao Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Pois, da Figueira da Foz... Não tenho nada contra - pelo contrário - a oferta de espectáculos de qualidade no CAE da Figueira. Quantos mais melhor!Mas não consigo perceber porque é que a Ana Moura, a excelente Ana Moura, dá um concerto na Figueira e Coimbra fica de fora. Não é só de agora: há muitos anos que Coimbra, a «cidade da cultura e do conhecimento» (deve ser ironia), fica fora dos roteiros de espectáculos deste país. Tá bem, falam-me dos U2 ou dos Stones, mas isso é a excepção. E acho que seria mais positivo para a cidade se se apostasse numa certa regularidade em espectáculos de qualidade, do que trazer uma vez de 5 em 5 anos uma grande banda. Preferia que o hábito da fruição cultural fosse uma possibilidade real na minha cidade e não é. Pena...
Bom, como estava a dizer, lá fui à Figueira ver a Ana Moura. O concerto foi bom, descontando o escasso tempo da sua duração. A Ana começou a cantar já o Benfica jogava em Setúbal e acabou ainda o Cardoso não tinha falhado aquele maldito penalti. É pouco tempo.
De resto a fadista confirmou tudo o que eu já aqui escrevi acerca dela (uns posts mais abaixo, s.f.f.). É uma super star de uma beleza estrondosa, tem uma voz invulgar e uma presença arrasadora. O espectáculo está muito bem pensado, também do ponto de vista cénico. A entrada da Moura, de vestido preto e xaile sobre os ombros é majestosa, os gestos e as poses são cuidados e, acima de tudo, ela tem a qualidade vocal e a alma das grandes intérpretes. Mais uma vez, o espírito de Amália esteve presente, embora Ana Moura faça lembrar mais uma outra fadista, Teresa de Noronha, pela sua pose aristocrática. De facto, ao ouvir Ana Moura quase me esqueço de um certo lado folclórico e popularucho do fado: aquilo é ascético, nobre, espiritual. No fim ela temperou esse cunho mais aristocrático com a interpretação de um malhão que fez as delícias do povo ancião presente. E que bem que ficou à Ana a frase: «gosto de malhões!»...
Uma nota final: embora ela seja, efectivamente, uma grande artista, parece-me que o reportório que apresenta, não sendo mau, não está à sua altura. É ela que transcende aquelas canções, não as canções que a levam mais longe, de um modo geral. Falta-lhe, parece-me, descobrir o seu Alain Oulman (o homem que redimensionou a música da Amália). Acho que uma cantora com a dimensão da Ana não pode andar a catar canções do Tó Zé Brito e do Jorge Fernando. Acredito que no dia em que ela encontrar o «seu» compositor a música dela vai atingir um nível ainda mais estratosférico. Mas até lá o que podemos ouvir/ver já é de outra galáxia!
23/10/07
Rolling Stones em Coimbra, por Automotora
Pessoal:
Quinta feira vou prás bombas da Adémia ver se arranjo bilhetes prós stones. Um gajo hesita, porque os bilhetes são caros, e depois dá uma espécie de comichão de remorso que não se aguenta. Pronto, se mais alguém quiser bilhetes, diga agora. Posso comprar até dois mil, que é o número dos que vão estar à venda na galp.
Eu também falei com o Mick Jagger ontem
- Tinó, méne, estás porreiro?
- Olá mick. Vai-se andando, com a cabeça entre as orelhas.
- Hehehe. E a família?
- Bem, obrigado. Diz lá o que queres.
- Era para saber se vais a Coimbra ver a malta...
- Talvez, méne.
- Já tens bilhete? Se quiseres arranjo-te.
- Pó caralho! Já me arranjaste um há vinte anos para Alvalade e nunca mais te calaste com isso. Vou às bombas da adémia comprar um. E se me der na cabeça, nem vou! Fico em casa a ouvir os beatles!
- Vá lá, tinó! Olha, arranjo-te um salvo conduto prós camarins! Vens beber uns copos com a gente!
- Não me apetece. Se for, vou prá relva. Melhor, vou prá bancada mais longe. Sou até capaz de ir ver a coisa pró viaduto do Norton de Matos...
- Fónix, sempre esse mau feitio! Nunca estás satisfeito com nada! Eras puto, já eras assim. Por falar nisso, manda lá mais letras de canções, méne. Andamos para aqui a repetir as músicas velhinhas, só porque sua excelência não lhe apetece fazer mais!
- É pá, ando sem cabeça para isso. És tu a chatear, é o Robbie Williams a chatear, é o Bono a chatear...Vá lá que o Frédi Mércuri já quinou! Vê lá se vocês puxam também da mona um bocadinho, catano!
- Olha, por acaso fiz uma há bocadinho. Vê lá se gostas: hey, you, get off of my cloud..
- Hehehe, estás a ficar xéxé...
- Porquê? Não percebi. Olha lá uma coisa: eu ontem falei com um tal luzi pelo telefone. Andava aqui a ligar números da Solum ao calhas e apanhei um luzi. Tive praí meia hora a falar com o gajo, mas já não me lembro nada do que dissemos um ao outro. Mas falava bem inglês, o cabrão! Se conheceres o gajo, pede-lhe desculpa por mim. Maldita cocaina...
- Tá bem. Esquece.
- Só mais uma coisa: já me esqueci como era aquela receita da chanfana...
- Arre! Compras cabra velha, colocas num caçoilo de barro, barro preto de Molelos, de preferência, enches de vinho carrascão, um pouco de azeite, pões pimenta, salsa, cebola, podes pôr uma cabecinha de cravinho, se gostares, levas ao lume e depois vai apurando para aí duas horas, no mínimo. É preciso estar sempre a repetir a mesma coisa? Pronto, dá lá cumprimentos à malta. A sério que se puder vou ver-vos. Xau, xau, pronto, desliga lá... vou desligar pá, tem que ser, pronto... ok, xau, agora tenho mesmo que desligar...piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Com significativo atraso, aqui fica mais um mail do Automotora, da era Pré-Porco, em 09 de Setembro de 2003
Quinta feira vou prás bombas da Adémia ver se arranjo bilhetes prós stones. Um gajo hesita, porque os bilhetes são caros, e depois dá uma espécie de comichão de remorso que não se aguenta. Pronto, se mais alguém quiser bilhetes, diga agora. Posso comprar até dois mil, que é o número dos que vão estar à venda na galp.
Eu também falei com o Mick Jagger ontem
- Tinó, méne, estás porreiro?
- Olá mick. Vai-se andando, com a cabeça entre as orelhas.
- Hehehe. E a família?
- Bem, obrigado. Diz lá o que queres.
- Era para saber se vais a Coimbra ver a malta...
- Talvez, méne.
- Já tens bilhete? Se quiseres arranjo-te.
- Pó caralho! Já me arranjaste um há vinte anos para Alvalade e nunca mais te calaste com isso. Vou às bombas da adémia comprar um. E se me der na cabeça, nem vou! Fico em casa a ouvir os beatles!
- Vá lá, tinó! Olha, arranjo-te um salvo conduto prós camarins! Vens beber uns copos com a gente!
- Não me apetece. Se for, vou prá relva. Melhor, vou prá bancada mais longe. Sou até capaz de ir ver a coisa pró viaduto do Norton de Matos...
- Fónix, sempre esse mau feitio! Nunca estás satisfeito com nada! Eras puto, já eras assim. Por falar nisso, manda lá mais letras de canções, méne. Andamos para aqui a repetir as músicas velhinhas, só porque sua excelência não lhe apetece fazer mais!
- É pá, ando sem cabeça para isso. És tu a chatear, é o Robbie Williams a chatear, é o Bono a chatear...Vá lá que o Frédi Mércuri já quinou! Vê lá se vocês puxam também da mona um bocadinho, catano!
- Olha, por acaso fiz uma há bocadinho. Vê lá se gostas: hey, you, get off of my cloud..
- Hehehe, estás a ficar xéxé...
- Porquê? Não percebi. Olha lá uma coisa: eu ontem falei com um tal luzi pelo telefone. Andava aqui a ligar números da Solum ao calhas e apanhei um luzi. Tive praí meia hora a falar com o gajo, mas já não me lembro nada do que dissemos um ao outro. Mas falava bem inglês, o cabrão! Se conheceres o gajo, pede-lhe desculpa por mim. Maldita cocaina...
- Tá bem. Esquece.
- Só mais uma coisa: já me esqueci como era aquela receita da chanfana...
- Arre! Compras cabra velha, colocas num caçoilo de barro, barro preto de Molelos, de preferência, enches de vinho carrascão, um pouco de azeite, pões pimenta, salsa, cebola, podes pôr uma cabecinha de cravinho, se gostares, levas ao lume e depois vai apurando para aí duas horas, no mínimo. É preciso estar sempre a repetir a mesma coisa? Pronto, dá lá cumprimentos à malta. A sério que se puder vou ver-vos. Xau, xau, pronto, desliga lá... vou desligar pá, tem que ser, pronto... ok, xau, agora tenho mesmo que desligar...piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Com significativo atraso, aqui fica mais um mail do Automotora, da era Pré-Porco, em 09 de Setembro de 2003
Labels:
concertos,
devaneios,
Rolling Stones
23/03/07
Brown Sugar, por Out Of Time

Boas, más e péssimas notícias. Primeiro as boas: tá confirmado, é já no dia 25 de Junho no estádio de Alvalade, os Rolling Stones vêm a Portugal!
Agora as más: li no público que os bilhetes custam entre 70 e 99 euros! Fónix, tá tudo doido?
E as péssimas: como não quis acreditar nos preços que o Público divulgou, fui confirmar no site da digressão da banda e afinal, o que lá vem, é pior ainda: preços de 175, 185 e 195 euros!!!! E ainda dizem que o golf é caro. Fónix!
Labels:
concertos,
Música,
Rolling Stones
Subscrever:
Mensagens (Atom)