09/12/08

Alônzí – Coisas Boas e até Bestiais para Prendinhas e Pedrinhas no Sapatinho dos Pés-Descalços, por Cão

– No fundo, no fundo, sou uma mulher como as outras– disse-me ela.E eu confirmei que sim, enquanto lhe fazia o serviço.Uma coisa muito boa das culturas multimilenares, como a China(“o comando é Mao”), é a gente entrar nos armazéns dos chineses e encontrar a oitenta cêntimos embalagens de dez lápis muito bons para sublinhar as culturas e os milénios e assim.

Toda a gente gastou já manhãs inteiras a solfejar o primeiro farrapo de música ouvido ao acordar. Aconteceu-me hoje, dia da Imaculada Concepção da Virgem Maria, com o Agosto em Portugal, do senhor Roberto Leal. Mas também bloguei logo a coisa para não ser infeliz sozinho.Hoje é feriado católico cá na república laica.E somos todos muito praticantes quando é feriado, pois não somos?


As putinhas casadas gostam muito mas mesmo muito por fora dos livros que vêm nas revistas por mais só 9,99 euros por terem lombadas (os livros) a cores que ficam a matar na única estante do living , logo atrás do retrato do corno com os filhotes.


O Natal é bestial para se perceber a casa pia que Portugal é: um menino nu entre um burro e uma vaca à espera que o crucifiquem não tarda nada.Um efeito evidentíssimo do carácter nefasto da globalização? Allons-y a ele: a insuportabilidade do James Blunt ser igualzinha às do João Pedro Pais, do André Sardet, do Represas e do Abrunhosa.


Na estação de serviço, uma moçoila de minissaia e blusa mostra-refegos servia-se de gasóile. Azar: gorda como uma gamela de unto, só lhe faltava um autocolante da PROBAR na nádega esquerda.O desespero a conta-gotas cura-se a litro.(Depois destas prendinhas-pedrinhas, não hesiteis em, infra, voltar para Portugal em Agosto com os nossos emigrantes. Allons-y!)


Casa, Souto, e Pombal, manhã de 8 de Dezembro de 2008

5 comentários:

Anónimo disse...

Eu nem digo nada. Na Paris do meio do século passado, um dos insultos maiores do mulherio, era o seguinte: ainda vais ser pintada pelo Picasso.

Sorte a delas, se fosse hoje o insulto seria: Ainda vais ser escrita pelo Cão!

O Cão é um homem de retratos cruéis que não perdoa a ninguém. Nem à Probar!

ass: O Homem Que Conta Os Seus Próprios Passos E Os Guarda Em Armários Imensos.

Natalista disse...

Nada imbuido de espírito natalício, este post canino. Na quadra, há que imbuir. Não é cá chamar gordas às gordas. Mas gostei.

Cão disse...

eu é mais imboer (conhaques, vagassos, espumosos, litro e litro e meio, ginjolas, vrandes, latas de pêssego pa depois de gromitar, vagassos, espumosos, etc

britannicus disse...

E por falar em moçoilas de minissaia e de caixeirinhas dos continentes e xópingues.Vi ontem uma. Carnação olivácea. Tinha um rosto insone e tresnoitado. Os lábios sobressaíam, purpurinos e adesivos. Se não estivesse ali, estaria a ovular psicofodas e passerelles num anfiteatro de faculdade. Ocorreu-me a patifa expressão “cu ao léu” quando se debruçou sobre o balcão movente para registar as compras.
Olhou-me, frontal mas sem acinte, e disparou à queima-roupa:
«Qual é a parte do meu corpo de que mais gosta? ». Embatuquei. O meu embaraço contagiou um estuporado casal à sua frente. Insistiu: «sim, gostaria de saber qual é a parte do meu corpo que intensifica mais o seu desejo?». «Como?!», respondi atarantado a pensar que havia ali um quiproquó qualquer, uma incomunicação, um absurdo hílare, um momo a despertar momices na chateza na tarde: uma adolescente reminiscente, liliputiana saia plissada, cérebro liliputiano, perguntava-me qual a parte do seu corpo que “intensificava” mais o meu desejo.
E então afrontei o viço sem nenhuma contrição alimentar. E este tornou-se imensamente sedutor porque não punha o problema do seu próprio desejo. Era um objecto fascinante. Olhei para a molhada de grelos a arborescer nas mãos da flausina e disse: « sabe, gosto deles engrolados».

Anónimo disse...

Fónix, Brit, tu dás-lhes com força, mene...
Ass is Pacheco