22/12/08

A Minha Lista 2008, por Adérito



O hábito já vem do velho Liceu D. Maria. No final do ano, mais ou menos por esta altura, a malta juntava-se e elegia os melhores discos e livros que tinha ouvido e lido durante esse ano. O Cão era imbatível na lista de livros: ele lia sempre dez vezes mais que todos os outros e ainda hoje deve ser assim. A seguir vinha o Zebu que com o tempo se tornou num inveterado bibliófilo. Depois a lista dos livros que lemos no ano em cada ano que passa começou a ser postada aqui no Tapor, para desespero dos O. Malvados que acham que«estes gajos não têm mais nada que fazer». Já aqui foram publicadas, em anos anteriores, as listas das leituras da malta. Eu retomo de novo essa sã tradição e aqui vai a lista dos livros que eu li em 2008. Sobre alguns até fui escrevendo aqui no Tapor. Outros não porque não calhou ou porque, como diz o Octávio Malvado, tenho mais que fazer. E os vossos? Chovam as vossas listas que isso dá posts. Aí vai disto, a minha singela lista de leituras de 2008: 

Vladimir Bartol – Alamut. Adorei este livro! Uma obra prima.

Phillip Roth – Todo o Mundo. Este foi dos melhores que li em 2008...

Esteban Martin e outro gajo cujo nome não me recordo - A Chave Gaudi. Nem sei porque é que cheguei ao fim deste livro. Deve ter sido por causa da informação acerca de Gaudi, da sua arquitectura e da sua ligação ao hermetismo.

Umberto Eco – A História do Feio. Mais uma obra de consulta que outra coisa. Nesse género é muito interessante.

Olivier Rolin - O Cerco de Cartum. Asa. E não é que gostei?

Slavo Sisjek – Bem Vindo ao Deserto do Real. Uma obra incontornável de um pensador marcante da Filosofia contemporânea. O estilo ecléctico deste escritor esloveno que mistura cinema, psicanálise, filosofia política e literatura é uma pedrada no charco na era do pensmento especializado.

Luís Adão da Fonseca – D. João II, Círculo de Leitores. D. João II é uma das minhas personagens históricas favoritas. O livro só peca por execessivo academismo. Deveria ter sido depurado, tendo em conta o mercado alvo.

Don Delillo – O Homem em Queda. Este faz parte da lista dos que não cheguei a ler. Desisti, apesar das referências elogiosas.

Fernando Campos – A Esmeralda Partida, Difel. Uma obra prima. Um escritor Palop mas ao contrário.

Fernando Campos – O Prisioneiro da Torre Velha, Difel. Outro grande livro de um dos maiores escritores portugueses vivos... E o mais ignorado de todos os grandes, sem dúvida.

James Reston Jr. – Os Cães de Deus, Bertrand. Um exemplo de como se escreve história de uma forma não maçuda para o grande público.

Fernando Campos – O Lago Azul, Difel. O último livro de Fernando Campos está longe se ser o seu melhor.

Martin Page, A Primeira Aldeia Global, Casa das Letras. Mas como é que os ingleses conseguem falar da nossa história de um modo tão cativante?

Arturo Perez-Reverte, As Aventuras do Capitão Alatriste - Limpeza de Sangue, Asa. Regresso ao meu persoangem favorito de romances de capa e espada. Qual D`Artagnan?

Luís Miguel Duarte – Aljubarrota, Crónica dos anos de brasa, Academia Portuguesa de História, 2007. O contrário do livro de Adão da Fonseca. Um bom exemplo de como se escreve história para nós, os leigos.

Mário Domingues – Grandes Momentos da História de Portugal, Fundação Nacional Para a Alegria no Trabalho, 1958. Um regresso ao passado e ao «publicista» Mário Domingues. E no entanto, há um lado romanesco na escrita deste homem que acaba por valer a pena. A questão é: ciência ou ficção?

Fernando Campos, A Ponte dos Suspiros, Difel. E se D. Sebastião tivesse sobrevivido a Alcácer Quibir e regressado a Portugal?

Vírgilio Ferreira, Em Nome da Terra. Move-se nos mesmos territórios tenebrosos de um Roth ou de um Sartre, mas não tem a garra do primeiro nem a lucidez tranquila do segundo.


J. Lucas Dubreton, Os Bórgias, Círculo de Leitores. Uma péssima tradução. Mas teve o mérito de me chamar a atenção para a saga desta família. A coisa não parou aqui e a seguir li: 

Mário Puzo, A Família, ed. Bertrand. Brilhante! Vale a pena ver o filme que estreou em Portugal este ano e comparar com a versão de Puzo. O filme não chega à densidade do livro. 

Miguel Delibes, El Hereje, Ed. Destino. Uma revelação. Um grande livro de um autor que, infelizmente, não está traduzido entre nós ( e estão à espera de quê?).

Isabel La Católica - Não me lembro do autor, ando em arrumações cá em casa e não vou perder meia hora a procurar o livro. Para quem quiser saber da vida de uma das figuras mais importantes da História de Espanha. Eu quero.

Ray Bradbury, Crónicas Marcianas. E ainda há quem diga que a FC é um género menor?

Machado de Assis, O Alienista. Delicioso!

Theresa M. Schedel de Castello Branco, Na Rota da Pimenta, Presença. Um documento pedagógico sobre a História grandiosa ( e sanguinária) dos nosso vice-reis das Índias e muito mais.

Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas. Uma das obras primas de um dos grandes da língua brasileira. Assis prende-nos até quando não se passa nada!

Laurentino Gomes, 1808, Planeta. A saga da corte portuguesa em fuga para o Brasil dos exércitos napoleónicos.

Vários - Carlos V, El Pais. Apanhei-o num alfarrabista. Muito pedagógico acerca da colonização espanhola da América e sobre o imperador Carlos V.

Ballester – Daphne e Chloe. Outro que não consegui ler, eu que tenho magnífico D. Juan do mesmo autor como uma opbra prima absoluta! Ainda tenho que fazer a lista dos livros que tentei e não consegui ler em 2008. Uma vergonha é o que é...

Reverte, O Sol de Breda. De novo a saga do valente capitão Alatriste! É apanhá-los, aos livros da saga, e devorá-los. É o que fazem nuestros hermanos. O capitão Alatriste é um mega sucesso em Espanha.

Mário Vargas llosa, O Paraíso na Outra Esquina. Gauguin e uma activista francesa: o paraíso no outro lado do mundo e a revolução...

Leon Tolstoy, A Morte de Ivan Ilitch. Uma pequena grande obra prima da literatura russa! Um clássico.

Hermann Melville, Bartleby + Agamben , Ensaio sobre Bartleby. O que é mais escandaloso - ue eu nunca antes tenha lido o Bartleby de Melville ou Agamben?


Giorgio Agamben – A Ideia da Prosa. Um conjunto de textos brilhantes. Agamben é um grande filósofo, é notável a forma como retoma a grande tradição ontológica de Aristóteles a Heidegger. 

Giorgio Agamben – A Comunidade Por Vir. É a partir da identidade que se cria o conflito. A vantagem do ser qual quer. Ainda a política pensada a partir da ontologia.


Machado de Assis, D. Casmurro. Eu era capaz de ficar a ler Assis durante anos mesmo que ele não tivese nada para dizer. Como é que se pode escrever com esta frescura? 

João Ubaldo Ribeiro – Diário do Farol. O farol: metáfora de Lícifer (o que traz a luz). Paradoxalmente, um livro negro. Ubaldo Ribeiro é uma bofetada contra a literatura académica e moralista.

Idem – A casa dos Budas Ditosos. Um dos melhores livros porno-eróticos que alguma vez li!


Idem – Viva o Povo Brasileiro. Fiquei a meio da obra prima de Ubaldo Ribeiro, em grande parte, pela dificuldade da linguagem. É que há ali páginas escritas em dialectos brasileiros que, pura e simplesmente, são chinês para mim... 

Vários – Os 100 Melhores Contos Brasileiros do Séc. XX. E olhem que há por aqui muita coisa mesmo muito boa...

António Sarabia – A Taberna da Índia, Asa. O mexicano Sarabia não é um grande escritor, mas é um escritor competente que sabe contar uma história sem descurar o necessário rigor histórico.

E agora saiam as vossas listas para serem postadas no Porco e guardadas para a posteridade. Vá lá. Fazemos posts com as listas de quem quiser. E não pagam nada...

17 comentários:

fã de listas disse...

Boa, listas. Grandes referências e muita coisa por/para ler. Excelente ano para o Adérito, sim senhor.

Anónimo disse...

Fã de listas, manda aí a tua. Vamos fazer do tapor o beste of da blogosfera em listas de livros.
Adérito

Cão disse...

Adérito, amanhã mando a minha lista.

britannicus disse...

O grande Adérito, como o S.Tomás, também é criatura temente do "homem de um só livro». Muitas e boas leituras para o próximo ano!

Fernando Antolin disse...

Devo ter todos os livros de Miguel Delibes,que em boa hora há anos o meu Pai me deu a conhecer.Dizia Torrente Ballester que Delibes,juntamente com Camilo Cela,era um dos dois maiores escritores espanhóis contemporâneos.Eu junto o Ballester e também pergunto o que leva ao desconhecimento do Delibes?

Boas Festas e boas leituras,parece que nisso já somos poucos.

Anónimo disse...

O teu pai é gente sábia, caro Fernando.Tenho A Colmeia do Cela, o D. Juan do Ballester e o Herege do Delibes como dos melhores livros que já li de autores de língua espanhola. Quem tem um pai assim, caro amigo, pois, tem tudo...
Adérito

Anónimo disse...

Cão manda lá isso, mene. Até porque vinda de quem vem, essa lista só pode ser uma referência para próximas leituras.
Adérito

Fernando Antolin disse...

Caro Adérito,obrigado pela atenção,infelizmente o Pai Antolin já me olha lá de "cima",disso não tenho dúvidas,mas felizmente com ele ganhei o gosto pela boa leitura e os espanhóis são inevitáveis ou não tivéssemos raízes na velha Castela,com ele aprendi a caçar e a pescar,incutiu-me o gosto pelo Mar e Ar(brevet de planadores e curso de mergulho)enfim fez de mim um Homem de valores e que aprecia a vida.Hoje,aqui de serviço no Aeroporto,no dia em que faço 53 anos e ele faria depois de amanhã 85,sinto-me bem e feliz,mais uma vez para si Boas Festas e também para ele lá onde nos vê !! Abraço.

Anónimo disse...

Ok Fernando feliz aniversário, volta sempre ao Porco e bons voos, mergulhos e livros para 2009!
Adérito

Anónimo disse...

Temente do homem de um só livro, claro que sou Brit. Conheces o paradoxo do califa Omar, não é verdade:
«Se tdos os livros da Biblioteca de Alexandria dizem o contrário do Corão devem ser queimados pois são heréticos. Se dizem o mesmo não são necessários e também devem ser queimados. Num caso ou noutro queimemos a Biblioteca de Alexandria». E foi. Há lá coisa mais estúpida que o homem do só livro?
Adérito

Mangas disse...

Vocês lêm muito, pá!

Eu só li O Guarda do Pomar do Cormac MacCarthy, agora iniciei o Meridiano de Sangue, também dele; Sopa de Miso, Ryu Murakami - a noite do sexo e dos comportamentos afins em Tóquio, intenso -; reli a Antologia Indispensável da Flannery O`Connor - gosto muito deste livro, destas histórias, decobri-o pela mão do G. -; Insónia, Stephen King - absorvente para quem gosta do género -; Terminação do Anjo, do Daniel Abrunheirojá aqui falado; E estou também com Os Homens Esquecidos de Deus, Albert Cossery - contos magistralmente escritos com fino humor e miseravel drama sobre a condição humana.

theresa Schedel de Castello Branco disse...

Entrei hoje pela 1º vez no vosso blogue. E para quê? Para saber o que diziam do meu "Na Rota da Pimenta". Nós, autores, somos assim, gostamos de saber o que dizem das nossas obrinhas. Gostei de ver o livro na lista dos livros lidos por Adérito em 2008. E gostei do estilo dos artigos, apesar de não serem do meu género (a idade é outra). Vou ficar leitora e hoje mesmo vou pensar nos livros que li neste ano para obedecer à sugestão. Bacorada é que não será. Theresa Schedel de Castello Bran

Anónimo disse...

Theresa:
Para mim é umahonra que uma escritora da sua craveira prometa que vai ficar leitora do Porco (não sei se cumprirá a palavra, não por sua, mas por nossa «culpa», mas enfim, isso já é outra história).Seria para todos nós,os que escrevemos aqui (agora somos só dois ou três, mas há fases...), uma grande honra se pensasse mesmo na sua lista dos livros lidos em 2008, a qual teríamos todo o gosto em postar. Até porque, garanto-lhe, íamos aproveitar as suas sugestões de leituras para 2009. Se quiser pode escrevê-la (à sua lista) aqui mesmo nos comments; se preferir mandar para mail, faça-o para gregorsamssaxxl@gmail.com.

Outra coisa: eu gostaria de ter feito uma crítica mais detalhada ao seu livro, mas isto é só um bloguezinho em que vamos escrevinhando quando nos apetece. Mas posso garantir-lhe que adorei o livro e que ele foi (ele e muitos dos temas que foca) motivo de grandes conversas durante estas férias em Natal. Levei-o para o Brasil precisamente porque o tema tinha muito que ver com aquele país - Cabral é um dos incontornáveis que refere n`A Rota da Pimenta. O livro foi uma grande companhia para mim na viagem de avião, nas praias, em algumas conversas, como disse. Foi uma sugestão do G. o maior conselheiro de assuntos literários do Porco que mo aconselhou, afiançando-me que o tema, o rigor e a escrita cuidada me cativariam. E foi...
Um bom 2009 para si e não deixe de fazer mais coisas como A Rota da Pimenta.
Adérito

Anónimo disse...

Na Rota da Pimenta e não A Rota da Pimenta, claro...
Adérito

Anónimo disse...

Do livro Na Rota da Pimenta comecei eu a elaborar há mais de ano e na altura em que o li dois ou três posts a partir do livro e dos episódios deliciosos e que estão magnificos no livro, com lo seja a batalha das portas do çarame, o naufrágio da flor de la mar, a suprema bravura das barragens de artilharia antes de meter o pé em terra, et etc. Infelizmente abundam aqui no Tapor duas raças daninhas que são os historiadores e os criticos literários, raças que obrigam o postador a ter os pés bens assentes antes de se arriscar a meter a cabeça no cepo, assim continuma em elaboração.

Mas o Na Rota Da Pimenta foi umas das obras de hsitória que mais gozo me deu a ler e da parte de uma autora portuguesa, então foi um deslumbre. Recomendo-o sempre e o meu exemplar marcado e sublinhado segue sucessivamente emprestado.

G.

Theresa S. de Castello Branco disse...

Adérito. O prometido é devido. Aqui vai a minha lista

Livros que li em 2008.
Na maioria por o tema me interessar, alguns, para ver se eram tão maus ou tão bons como se dizia. Romances recém-publicados, poucos. Espero. Quando me apetece ler o género, escolho entre os que tenho e, releio. Sou uma grande re-leitora
História; Biografia e Memórias Históricas
Peter S. Wells Die Schlacht im Teutoburger Wald (A batalha na floresta de Teutoburg trad. do Americano) porque em Setembro de 2009 passam 2000 anos sobre uma das batalhas que mais influiram na configuração da Europa, e ainda hoje fascina os arqueólogos (local exacto da batalha?) e os interessados em história militar (que tipo de encontro?)
Ritter-Schaumburg Hermann, der Cherusker Porque é outra tentativa de explicar a batalha de Teutoburg, focando o homem que comandou as tribus germanicas que aniquilaram as legiões de Varus.
Ruediger Safransky Romantik Porque o romantismo é um movimento complexo e em meu caso ainda não bem entendido
Sharon Ruston Romanticiscm idem
Dorinda Outram O Iluminismo idem
Otto v. Bismarck Gedanken und Erinnerungen Porque é uma das grandes Memórias históricas e políticas e uma obra prima da literatura alemã
François Hartog Le XIX siècle et l’Histoire Porque o século XIX viu nascer a História como hoje a entendemos, e procuro sempre mais sobre esse tema
Romance Histórico
Robert Harris, Imperium Porque tinha lido ‘Pompeia’ do mesmo autor, que achei magnífico, e esperava o mesmo deste seu último livro. Não me desiludiu. Cicero é uma figura de quem não me canso de querer saber mais. Não sei se gostaria dele como pessoa, não gosto de trocistas, mas tudo se perdoa a quem uma vez disse: “Quanto tempo aínda, Catilina….?”
Livros sobre Livros
Bernard Pivot Le Mêtier de Lire Porque gusto de livros sobre livros
Nick Hornby The Complete Polyssylabic Spree Idem
Pierre Bayard Como falar dos livros que não lemos Idem
Hans Joachim Griep Geschichte des Lesens . - História da Leitura - porque a leitura é uma das maiores criações da humanidade
Ensaios
Myriam Cyr Letters of a Portuguese Nun Porque gosto de enigmas históricos e literários, e este continua por resolver
Jean d’Ormesson Qu’ai je donc fait? Porque a minha filha mo deu
João Pedro George Couves e Alforrecas. Por curiosidade, E gostei. É desassombrado e invulgar.
Pierre Assouline Brèves de Bloc Le Nouveau âge de la conversation. Porque me estreei neste mundo dos blogues e me interessa ler sobre experiências de bloguistas. E estas são de monta
Viagens
Alfred Wallace A Narrative of Travels in the Amazon and Rio Negro 1863
Porque gosto de relatos de viagem de exploração
Crime verdadeiro
Roberto Saviani Gomorra Porque os casos Mafia e Camorra me fascinam
e crime em ficção
John Le Carré Devo ter lido algum, porque leio todos os livros dele.
Michael Connelly The Closers Porque me afeiçoei ao detective Harry Bosch e o sigo com entusiasmo nas suas pesquisas
Patrícia Cornwall Li mais que um dos seus livros, porque acho que ela criou uma investigadora inteligente e lógica. Mas salto os relatos de autopsia
Stieg Larsson The Girl with the Dragon Tattoo Porque li os entusiasticos comentários, e tive curiosidade de ver se era finalmente um best-seller que cumpria o prometido. É.
Livros “light”
Margarida Rebelo Pinto, Português Suave Porque queria saber “como na verdade era”
Maria Roma, Espera por mim no Sal, Nina idem

theresa Schedel de Castello Branco disse...

Adérito e C. Obrigada pelas vossas opiniões sobre o meu Na Rota da Pimenta. Gostei de o escrever e tive pena que o fim tivesse de ser um pouco despachado. A editora, que estava langorosamente deitada sobre ela há meses, teve de repente vontade de o ter imediatamente. Resultado, um fim demasiado "despachado" quando havia ainda muito a dizer. Tive grande ajuda. AA foi um grande escritor - homem cheio de fraquesas e de muita grandeza, e mal biografado, por enquanto - e o meu querido Gaspar Correia, um cronista- contador incomparável.
Brevemente vou publicar no meu "jovem" blogue (libri. librorum) um estudo que fiz sobre o Regimento do Astrolábio, coisa que nasceu quando me preparava para a Rota. Aconselharam-me que o fizesse em PDF, seguirei o conselho. Como já disse, acho óptimo o vosso blogue. Até graficamente. Espero que não abandonem. Theresa S. de CºBº