
São declarações ridículas, ainda por cima vindas do líder de um partido que angariou camionetas para arregimentar bimbos da província para «abrilhantarem» a vitória de António Costa na Câmara de Lisboa. São ridículas vindas de um indivíduo que pagou a criancinhas para simularem manifestações de apoio ao governo aquando da entrega de uns computadores numa escola.
É chocante que socialistas como Mário Soares e outros «combatentes da liberdade» não se pronunciem sobre o clima de coacção que se vive no país. Soares foi o inventor do «direito à indignação» quando se tratou de fazer oposição a Cavaco. Até a manifestação na ponte 25 de Abril, essa sim, uma provocação que meteu jagunços contratados e tudo, se esconda num silêncio vergonhoso. Não tem nada a dizer quando manifestantes que contestam a política do governo são isolados por um cordão de segurança pelas forças da ordem em Montemor-o-Velho? Nada a declarar a propósito da rusga policial ao Sindicato dos Profs na Covilhã (deviam estar a preparar algum atentado à bomba, sei lá…)? Bem prega frei Tomás… E onde estão que não os ouço os indignados de outrora: o Sampaio, o Alegre e a horda pêesse de então? Emigraram? Foram todos para o Parlamento Europeu e não voltaram?
Numa altura em que o ex-ministro pêesse, Cravinho afirma que o maior choque que teve na sua vida política foi ver o incómodo do pêesse quando ele propôs medidas contra a corrupção, a polícia está preocupada com os perigosos sindicalistas-comunistas que andam a pensar em organizar manifestações contra o Governo. Mas não se justificaria antes, a julgar pelas declarações de Cravinho, uma rusga à sede do pêesse?
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