
A Solidão dos Números Primos é um non stop reading e faz lembrar o universo onírico e estranho do Murakami de Sputnick. Tal como o escritor japonês, Giordano é um criador de climas, um construtor de ambientes onde nos instalamos e dos quais é difícil sairmos. O livro tem um enredo, é certo, com princípio, meio e fim, mas mais que isso, foi essa indelével qualidade ambiental que me atraiu. Essa capacidade é rara e não está ao alcance de qualquer escritor.
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