
Ora acontece que o que se viu foi uma tremenda falta de respeito pelo público ali presente. Os jogadores estiveram nitidamente a jogar a passo e o espectáculo foi deprimente. O público, que pagara 20 euros para ver aquilo sentiu-se, naturalmente, roubado. Começou a assobiar e, no final do jogo, brindou os jogadores portugueses com "olés" sempre que a posse de bola estava em poder dos chineses.
Eu não assobio a minha equipa (seja ela a Selecção ou o Benfica) e muito menos grito "olé" contra ela. Mas uma coisa eu vos posso garantir: acabei o jogo a torcer pelos chineses. Ser-me-ia, aliás, difícil não festejar um golo por eles marcado.
No final do jogo os jogadores portugueses foram-se embora para os balneários e vieram os chineses ao centro do público. Escusado será dizer que o público presente no Estádio Cidade de Coimbra aplaudiu DE PÉ a única equipa que levou o jogo a sério.
Carlos Queiroz veio, mais tarde, criticar os adeptos. Disse que se o jogo fosse na China os portugueses seriam aplaudidos. Imediatamente lhe responderam que, se assim é, ele bem poderia ir treinar para o Médio Oriente.
Nota: a Espanha ganhou por 2 a 0 à França em Paris, a Argentina venceu a Alemanha, o Brasil jogou com a Irlanda, a Costa do Marfim com a Coreia do Sul e não foram poupados jogadores. Mas em Portugal, contra a poderosíssima selecção chinesa, o Cristiano Ronaldo só pode jogar 45 minutos, assim como o Simão. Devia ser o ritmo de jogo que estava a desgastar demasiado os jogadores. Foi de tal forma triste que, se olharmos para o 11 que acabou o jogo contra a China, não haveria (quase) nenhum jogador que com lugar no 11 inicial do Benfica (que, recorde-se, não levou ninguém à selecção).
Queiroz, ao pedir respeito esqueceu-se de um pormaior: se a Selecção quer ser respeitada tem, também, de respeitar os adeptos. E o que o seleccionador fez foi gozar com quem pagou 20 euros para ver um espectáculo. Agora sim: i've got a (really bad) feeling.
3 comentários:
Pois, de facto! Que grande lata.
Que saudades do Scolari e das suas brilhantes exibições. Tanto em jogos amigaveis como nos oficiais. Estou-me a recordar de empates contra o Lichtenstein, ou de um último jogo de qualificação para o Europeu na Suiça, quando segurámos, no Dragão, de forma brilhante um empate a zero contra a poderosa selecção da Finlândia! Velhos tempos. Como tudo era diferente!!
Mas o que é que isto tem a ver com scolari?
Ponto 1 - ninguém falou no scolari a não ser o caravagio.
Ponto 2 - há uma diferença considerável entre jogos em que o resultado interessa e os outros onde o que conta mais é a exibição (como é claramente o caso deste, contra a modestíssima china). Esse empate a zero de que falas deu a qualificação no primeiro lugar do grupo. Desta vez tivemos de ir a um playoff. E mesmo o segundo lugar esteve tremido.
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