14/01/09

Nem Bom Vento nem Bom Casamento, por Mau Mé Mé

O cardeal patriarca de Lisboa D. José Policarpo avisou ontem as mulheres portuguesas para terem «Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano - disse D. José - pensem, pensem muito seriamente. É meterem-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.»

Hoje as organizações muçulmanas sempre muito indignadas com as discriminações quando estas se passam nos países não muçulmanos e praticamente omissas quando coisas bem mais graves ocorrem nos seus países de origem, já vieram a terreiro expressar a sua «justa indignação». Parece que exigem justificações ao patriarca por ter dito o que disse...

Mas é preciso justificar o quê? As organizações muçulmanas ignoram a forma como as mulheres são tratadas nos países muçulmanos de referência, como a Arábia Saudita, pátria das cidades santas e da polícia religiosa? Em que país muçulmano é que os direitos das mulheres são reconhecidos? No Paquistão das agressões com ácido sem punição? No Irão da sharia? Na Nigéria dos apedrejeamentos públicos? Mesmo no ocidental Dubai onde os usos e costumes limitam a liberdade das mulheres? É claro que uma mulher portuguesa que case com um muçulmano e que se veja na eminência de ir viver com ele para o seu país de origem, só por ignorância pode ignorar a alhada onde se vai meter. E como a ignorância abunda no nosso país fez muito bem D. Policarpo em avisar as incautas.

É certo que os muçulmanos, de um modo geral, são gente tão decente como qualquer outra. Mas D. José limita-se a fazer um aviso, não diz que condena todo e qualquer casamento com muçulmanos.

É também verdade que a mesma coisa ganha uma ressonânca completamente diferente se for dita pelo comum mortal ou por um cardeal patriarca da Igreja. Mas o cardeal de Lisboa não é mulá de ninguém: é representante dos cristãos e não dos muçulmanos e deve preocupar-se com aqueles e não com estes. Porque sabe dos «molhos de bróculos» de que fala, avisou directamente as mulheres a quem se dirigia na ocasião. Quem tem que avisar os homens muçulmanos para pensarem duas vezes antes de se casarem com mulheres portugueses, se for caso disso, são os mulàs. O cardeal preocupou-se com quem devia: com as mulheres portugueses para quem falou e não com os homens muçulmanos. E o que ele disse é de uma clareza linear. Importam-se, pois, de parar com a barulheira que está a ser feita por causa disto?

No Pic uma bela muçulmana envergando o fato de banho da moda lá do sítio: o burquini.

23 comentários:

Anónimo disse...

ópá, taditas das mulheres católicas, desmioladitas e ignorantes, que não sabem escolher parceiro... O Dom Policarpo vai ter uma coluna de conselhos matrimoniais na Maria?

Mau, mémé, para além de tudo, o Senhor Cardeal Patriarca Don José Policarpo, não é exactamente o zé da esquina a debitar numa caixa de comentários. Ou deveremos considerá-lo inimputável? Que eu saiba, só os tolos de aldeia dizem tudo o que querem na praça pública. Que dirias tu se o Presidente resolvesse fazer mais ou menos o mesmo, aconselhando os cidadãos do seu país a não se darem com muçulmanos não se vá dar o caso de um deles explodir de repente uma bomba? Afinal, a lógica é a mesma: o presidente só está a avisar os cidadãos do seu país para certas eventualidades...
A questão não é se o tipo tem o não razão. A questão é que o
Cardeal Patriarca não pode dizer o que disse, da forma que disse. Só isso. Para além de que é de um paternalismo para com as mulheres, que enfim.

Simbad

Anónimo disse...

D. José, D. José, D. José!!!

Cão-Patriarca disse...

mas o multicarpo até tem a sua razão. debia-era-de abisar também contra os judocas, que os gajos ospois usam aquele chapéu e aqueles canudos e ficam todos como o woodpecker allen e papam as filhas chinocas adoptivas.

Anónimo disse...

O Cardeal Patriarca «está a dizer a verdade, está a falar da realidade, de mulheres, de casos concretos. E é preciso coragem para dizer esta verdade incómoda». Mário Bota, especialista em Ciência das Religiões, faz questão de sublinhar que não é católico, para logo a seguir frisar que «temos de abandonar o olhar teórico e perceber que, na prática, D. José Policarpo tem razão».

Leia aqui e veja em vídeo as declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que aconselhou as mulheres a pensarem duas vezes antes de casarem com um muçulmano.

«Temos de nos deixar de conversa cínica, de salão», alerta aquele professor universitário. «Não podemos ignorar o estatuto de menoridade a que as mulheres estão votadas nos países muçulmanos. E não podemos continuar a viver num mundo onde muitas vezes, em nome da tolerância acabamos a tolerar a opressão. A tolerância tem como limite o inaceitável», salienta Mário Botas.

Casos muito dramáticos

Este especialista em ciência das religiões diz desconhecer casos de intolerância em Portugal, mas, afirma, «quem viajou um bocadinho conhece casos muito dramáticos, eu conheço alguns em França. E também não podemos fechar os olhos ao que se passa lá fora, ainda há dez meses foram fuziladas várias mulheres na Palestina, pelo Hamas».

É de França, no entanto, onde vivem milhões de muçulmanos, que Mário Botas traz algumas exemplos que ilustram as declarações do Cardeal Patriarca: «Há muitos casos de jovens que casaram com argelinos e marroquinos e tivera muita dificuldade em continuar a exercer a sua fé e quando conseguem, os seu filhos não podem ter essa religião».

O pior é quando as mulheres deixam a Europa, mesmo quando vão para países onde o fundamentalismo é proibido. Mário Botas recorda uma «senhora que casou com um tunisino e que depois teve de fugir e de contratar pessoas para irem buscar os seus filhos».

In Diario Iol:

«A comunidade muçulmana em Portugal, diz Mário Botas, «é tolerante», mas o Mali e o Senegal «também são um exemplo de tolerância e conheci uma francesa que casou com um homem do Mali e a tolerância acabou no dia em que o marido casou com outra e a pôs fora de casa com os filhos, sem nada. Andou 25 quilómetros a pé com um bebé de seis meses ao colo até ao consulado francês».

Anónimo disse...

Sinbad:
Nos anos 60 disse-se a propósito dos Rolling Stones: «E você? Deixaria a sua filha casar-se com um deles?»

Obviamente a questão não se põe em termos de deixar ou não deixar (além disso os Stones tornaram-se num óptimo partido). mas a propósito desta questão podemos reformular: E tu? Ficavas descansado se a tua filha casasse com um muçulmano?
Eu não tenho filhas. Mas que não ficava mesmo nada descansado, disso tenho a certeza...
Mau Mé Mé

Anónimo disse...

As tganizações muçulmanas vêem sempre queixar-se da ignorância que temos do islamismo e da intolerância, etc e tal... mas o que é giro é que só lhes dá para a democracia nos países ocidentais. As organizações islâmicas nos seus países não revelam esta moderação. Giro não é?
mas porque é que temos sempre de estar a pedir desculpa por estas coisas. Fónix, pá, nós não torturamos mulheres nem as fechamos em casa nem as apedrejamas. Ou melhor nã fazemos disso lei e condenamos e punimos quando isso acontece. é uma diferençazita e peras ou não?
Bom Mé Mé

britannicus disse...

Ouvi a prédica de sua eminência reverendíssima e a sua injunção ao mulherio núbil
(num casino, cága-mo! E pensava eu, desde Einstein, que «Deus não joga aos dados!» Foda-to que até o cardinalato tem trato com diabo – o grande jogador!) e lamento dizer-te ó mau mé mé, mas não partilho completamente as tuas preocupações e temores.
A mulher portuguesa é regalona e folgazã, gosta de falazar e alcovitar e devotar-se-ia ao “sexo e lassidão” da Mofama com o fervor dos conversos. Ora, ter que partilhar a aposentação e a amesendação, para além do cabo marital, com mais quatro, cinco ou seis mulheres seria um folguedo de alcoice! É que todos nós sabemos, pace Woody, que o sexo entre duas pessoas é uma coisa muito bonita, mas entre sete é uma coisa fantástica.
Há pouco tempo andaram para aí uns cagaciência a minuciar sobre os marcadores genéticos E3b da nossa ancestralidade moura. Eu também já desconfiava quando olhava de viés para a má catadura do Luís Filipe Vieira e para a beiçola da minha sogra, mas a prova provada, cuspida e escarrada, tive-a eu próprio quando estava a ver a gala da SIC e apareceram sete rostinhos mimosos da estação. Os marcadores E3b encavalitaram-se-me de supetão e só me lembro de dizer, estentóreo – “era uma razia!” E não é que a palavra razia também tem marcadores etimológicos E3b e, segundo o Oxford English Dictionary, razzia em árabe quer dizer “incursão hostil”! Foda-lo!
Também por isto sua eminência reverendíssima não tem razão, embora eu saiba de fonte fonte segura que a injunção às nubentes e, conversamente, aos nubentes, presumo, decorre da tradição que mais o encanita na Mofama - a monogamia ou, melhor, a ausência dela no gentio. Ora é canónico que para o Policarpo a monogamia é ter sempre uma mulher a mais, mas, vê bem ó mau mé mé, para os meus marcadores genéticos E3b a monogamia é ter sempre seis mulheres a menos. Faz como eu! Converte-te ó mau mé mé!

Anónimo disse...

Brit, mene, com essa é que fodeste! Onde é que fica a mesquita mais próxima de coimbra?
Mau Mé Mé

Cristão não, foda-se, nem islão disse...

a menoridade das gajas sob o islão? claro, é um facto. atão e a besta do católico pode falar, ele que subscreve uma reles-gião que não permite o sacerdócio à mulher? e que tem o despassaro completo de afiambrar a virgindade à alegada mãe do suposto deus?
ora vão pó caralho mais as vossas falações e as vosssas mulheres, ca esta hora se calhar tão na camarata do seminário a dizer mal de mafoma com alguma pila de sambenito na boca.

Anónimo disse...

isto já cheira a fogueirita. vou ali buscar uns fósforos, aguentem aí sossegaditos, que eu já venho...

Torqueimada

umquarentao disse...

A origem do TABÚ-SEXO

Nos tempos mais remotos da existência humana, o ser humano viveria duma forma em tudo semelhante à de outros animais mamíferos do planeta Terra. Consequentemente, podemos dizer que, nesses tempos mais remotos, as fêmeas humanas teriam possuído toda a Liberdade e Independência.

Depois, mais tarde, pela necessidade de luta pela sobrevivência, ou pela ambição de ocupar e dominar novos territórios, alguém fez uma descoberta extraordinária (um truque que permite alcançar uma vantagem competitiva demográfica): A REPRESSÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES!
A Repressão dos Direitos das Mulheres tinha como objectivo tratar as mulheres como uns meros 'úteros ambulantes'... para que as sociedades ficassem dotadas duma Vantagem Competitiva Demográfica!!!
De facto, quando as guerras eram lutas 'corpo-a-corpo' o factor numérico (número de combatentes disponíveis) era de uma importância decisiva... visto que esse factor era (frequentemente) determinante na decisão das Batalhas (e das Guerras).

Depois, pela necessidade de luta pela sobrevivência, ou pela ambição de ocupar e dominar novos territórios, alguém fez uma nova descoberta extraordinária: O TABÚ-SEXO!
O Tabú-Sexo tinha como objectivo proporcionar uma melhor Rentabilização dos Recursos Humanos da Sociedade!!! De facto, o Ser Humano não é nenhum Extraterrestre: tal como acontece com muitos outros animais mamíferos, duma maneira geral, as fêmeas humanas são 'particularmente sensíveis' para com os machos mais fortes...
Analisemos o Tabú-Sexo:
- a sociedade dificultava o acesso das mulheres à independência económica;
- as mulheres que não casassem eram alvo de crítica social;
[portanto, como é óbvio, as mulheres eram pressionadas no sentido do Casamento];
- não devia haver sexo antes do Casamento;
- as mulheres não deviam procurar obter prazer no sexo;
- as mulheres que se sentissem sexualmente insatisfeitas, não podiam falar nesse assunto a ninguém, pois o desempenho sexual dos machos não podia ser questionado;
- era proibido o divórcio.
Conclusão óbvia: o Verdadeiro Objectivo do Tabú-Sexo eram montar uma autêntica armadilha às fêmeas... de forma a que estas fossem conduzidas a aceitar os machos sexualmente mais fracos!!! Dito de outra forma, o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos mais fracos!!!


P.S.
Os Islâmicos reprimem os Direitos das mulheres - elas são tratadas como uns 'úteros ambulantes' - com o objectivo de obterem uma vantagem competitiva demográfica. Se eles não tivessem sido derrotados em 732 D.C. (em Poitiers), hoje em dia todas as mulheres na Europa andavam com burkas enfiadas na cabeça.

Anónimo disse...

Pois é malta... Só se podem tecer os juízos críticos politicamente correctos... há que ter coragem de dizer o que se pensa, sem temer levar bombada (na verdadeira acepção do termo) logo a seguir... Ninguém pode ser imune à critica: muçulmanos ou católicos

trutasalmonada disse...

ainda a propósito de leituras...ide lá à tomografia...

ff

Anónimo disse...

Mau,mémé, perguntas aí em cima se eu ficava descansado se uma filha minha casasse com um muçulmano. Sobre isso, digo-te que não ficaria muito satisfeito, sabendo o que sei sobre o lugar da mulher no Islão. Mas também não ficaria satisfeito se ela casasse com alguns católicos que conheço, meia dúzia de vegetarianos, três ou quatro adeptos do olhanense...etc, etc. Mas eu não coloquei a questão nesses termos. Não é isso que está em causa. O que eu coloquei em causa é o facto de o Cardeal Patriarca ter dito o que disse, naquelas circunstãncias e naqueles termos. O que vou dizer pode ser polémico, mas aqui vai:
O Cardeal Patriarca não está lá para ter "razão", nem, muito menos, para ser "politicamente incorrecto". O senhor Cardeal Patriarca tem de ter juizo. Finalmente, o Senhor Cardeal patriarca não é conselheiro matrimnonial.

Simbad

padre foderico disse...

se a padralhada não fode, que nos não foda e deixe foder.
se até há gajas que casam (ou fodem só) com pretos, deixa andar.

Anónimo disse...

Não concordo contigo é sinbad: os adeptos do olhanense, os católicos, os vegetarianos, nenhuma dessa malta tem o entendimeto e a prática em relação ao mulherio que têm os muçulmanos. É isso que está em causa e não a pessoa concreta deste ou daquele muçulmano que os há bons e maus rapazes como os adeptos do olhanense, os católicos e outras espécies. A questão é precisamente que ser muçulmano é entender a mulher daquela maneira.

E de resto tou um bocado farto do nosso pudor em criticarmos a malta maoematana. é que eu nunca os ouço a propósito das flagelações e sharias e o caralho. E nós que não fazemos nada dessas merdas e que as condenamos ainda temos que ficar com complexos de culpa por criticarmos o que é criticável? Ganda Policarpo...
Mau Mé Mé

Anónimo disse...

Mau mémé, foste tu que começaste por dar o exemplo dos Stones, pessoas concretas, que podem ser muçulmanos, católicos, e adeptos do olhanense, eu sei lá. Há muitos factores que me podem levar a torcer o nariz perante o casamento de uma filha minha. Se calhar, preferia que uma filha minha casasse com um muçulmano do que com um católico fervoroso que lhe desse porrada todos os dias até a matar, como sabes que acontece.
Mas volto a dizer que não gostaria que uma filha minha casasse com um muçulmano, (como vês, não tenho nenhum problema em criticar o Islão, ao contrário do que dás a entender). A questão aqui, como já disse, é que o Cardeal Patriarca não pode dizer o que disse, pela sua posição, e que o tipo não tem de se meter em assuntos de sentimentos e matrimónio entre adultos. É que pode haver casais católicos-muçulmmanos perfeitamente felizes, ou não? E talvez esses casais se sintam um bocado incomodados com o paternalismo deslocado de excelência reverendissima, digo eu.

britannicus disse...

Aqui vai do blog "ARRASTÃO"

Policarpo tem razão

«Eu também acho que as mulheres católicas devem pensar duas vezes antes de casar. Seja com muçulmanos ou com os mui católicos e devotos portugueses de gema, barriguinha e bigode incluído, que, só no ano passado, mataram 43 das suas mulheres e fazem de Portugal o triste recordista de casos de violência doméstica na Europa.»

ovelha dolly-carpo disse...

poisé, memé, metes-te armado em judeu católico e óspois fodes-te, ficas sem argumento.
que o islão se foda, claro, com hóstias.
e ser corno católico tem muito mais pinta porque tem - e a virgem mãe de deus também tem mazé atrás.

Anónimo disse...

Dolly, mafrende, não se trata de ficar sem argumentos. Tenho os meus que são diferentes dos teus mas que ainda não vi valerem menos que os teus, altura em que mudaria de posição.
Não fiz o post para ser politicamente correcto fi-lo porque achava e acho que vivemos numa sociedade que cultiva a liberdade de expressão, que o aviso do Poli é objectivo e está dentro do seu papel e porque estou farto de ver como nos auto-flagelamos no ocidente por dizermos estas coisas enquanto os outros estão calditos quando se trata de falar sobre a cultura muçulmana. Conheces algum país islâmico que trate as mulheres com dignidade? Eu não. è claro que há caos no nosso país de violência doméstica e tudo isso, mas cá condenamos essas merdas. Nos países islâmicos, pelo contrário, isso é aceite e em muitos louvado. Essa é uma diferença essencial. Não se trata de julgar que eles são os maus e nós os bons, trata-se é de reconhecer que nós fizemos progressos essenciais nesta matéria do reconhecimento dos direitos das mulheres e eles estão na idade média. E isso, volto a dizer, nada tem a ver com os cabões que, por cá, arreiam nas mulheres. Disso há em todo o lado.
Parece-me uma diferençazita substancial, não sei, se calhar não é...
Bom Mé MÉ

dolly-carpo disse...

do ponto de vista da mulher, não há diferença substancial nenhuma.
nem do islão nem da capelinha católico-guterresiana.
nenhuma.
a gaja morta cá pelo corno cristão vale tanto como a lapidada ali e a burkada acolá. e o policarpo que vá levar onde quiser e vá ser "objectivo" para o caralho.

Anónimo disse...

MAU mémé, deixemo-nos de tretas, o que está aqui em causa não é uma discussão sobre o que tu ou qualquer um pensa do islão; o que está aqui em causa é a forma como as mulheres portuguesas são tratadas pelos maridos. A conversa do Policarpo não interessa nada á grande maioria das mulheres portuguesas; o problema das mulheres portuguesas, incluindo meninas casadoiras, são mesmo os moçoilos católico, apostólico romanos.

Simbad

J disse...

O mau mé mé tem razão. Mais importante, no sentido de profundo e arreigado, é encarar o contexto social e histórico. Em Portugal, como em todos os países do mundo, com, bem disse o mé mé, as mulheres são vítimas de violência doméstica, por exemplo, mas esse é um "fenómeno" que, hoje em dia, em qualquer país civilizado onde tal aconteça, que é não só socialmente condenável, como criminalmente punível. Há cem ou há cinquenta anos atrás, em Portugal, por exemplo, as coisas não eram bem assim e as esposas levavam e comiam e nem sequer era crime, por isso nem sequer há estatísticas de há cinquenta anos atrás ("entre marido e mulher"...). Mas hoje não é assim e fizemos (incluindo a Igreja Católica) grandes progressos nesse e noutros sentidos que podemos chamar "civilizacionais". É crime público (corrijam-me os juristas se estiver enganado) e os maridos portugueses actuais, quero acreditar, são geralmente mais pacíficos e amigos da senhoras suas esposas. Aliás, muitos até já ajudam a lavar os pratos e a trocar a fralda ao puto.
Já os muçulmanos ficaram na idade média, nesse e noutros hábitos e costumes. Como já foi bem exposto pelo postador e alguns paineleiros.
Policarpo, já agora, não é comparável ao PR. O PR tem obrigações perante os portugueses. Todos. Não apenas pelos católicos. E nessa medida tem que ter realmente juizo reforçado quando fala em público. Policarpo também faz bem se for moderado, porque as suas palavras são importantes para milhões de crentes, mas representa os interesses de uma comunidade confessional específica, não tem de ser assim tão neutro. E, paternalista ou não, falou de uma realidade incontornável, indesmentível e condenável, apesar de algumas eventuais excepções idílicas e não obstante as relativizações politicamente correctas. Policarpo acha, com razão, que tem de proteger o "seu" rebanho e falou abertamente de um problema que existe, não é nenhuma fantasia intolerante. Além disso, até foi bastante diplomático nas palavras.
Nem todos os muçulmanos são radicais, é certo, mas o papel da mulher no Islão, na teoria e na prática, é incompatível com alguns valores que as democracias têm há muito como universalmente bons. É por isso é que no "ocidente", apesar da infeliz frequência, a violência sobre as mulheres (física ou outras) é percebida como uma disfunção - cada vez mais. E nos países regidos pela chamada "lei islâmica", é não só banal como aceitável e encorajado.